Literatura: Transformando o mundo


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A palavra Literatura vem do latim litteris, que significa “Letras”, e possivelmente uma tradução do grego grammatikee. Em latim, literatura significa uma instrução ou um conjunto de saberes ou habilidades de escrever e ler bem, e se relaciona com as artes da gramática, da retórica e da poética.

Por extensão, se refere especificamente à arte ou ofício de escrever, principalmente, de forma artística.

O termo Literatura também é usado como referência a um corpo ou um conjunto escolhido de textos como, por exemplo, a literatura brasileira, a literatura espanhola, a literatura inglesa, a literatura portuguesa, a literatura japonesa, etc. Para Aristóteles, (Grécia Clássica) a Arte Literária seria uma imitação pela palavra.

Podemos dizer que a Literatura é a arte de compor e expor escritos artísticos e técnicos, em prosa ou em verso, de acordo com princípios teóricos e práticos; o exercício dessa arte ou da eloquência e poesia.

A literatura é capaz de transformar o mundo?

1). Ler não é só adquirir conhecimento ou experiência de vida. É também a possibilidade de ter outra vida, de viver o imaginário. E não é só o escritor que tem isso. O leitor também tem. Ele é um cara que vive dupla ou triplamente.

2) A literatura é um ato de prazer que não deve ter segundas intenções. Ela dá aos leitores um espaço muito maior. Se você está lendo um livro, se vê obrigado a criar junto com ele — algo que, na televisão, não existe. Na TV, você pega as coisas mais mastigadas, uma torrente de anúncios e de segundos interesses. É muito ruído.

3) É inegável que a literatura tem uma função, assim como todas as artes têm. O primeiro cuidado a ser tomado, se a gente fala da função da literatura, é não fazer uma divisão entre produtor e consumidor. Ou seja, não fazer distinção entre escritor e leitor. Acho que a literatura tem a mesma função para ambos. Não existe um escritor que não seja leitor. Todo leitor é, por sua vez, um produtor de texto.

4). Ao ler, o leitor se apropria daquele mundo e o torna seu. Não apenas seu por estar dentro dele, mas seu como ele mesmo. O processo de leitura é um exercício de alteridade. É você entrar em um determinado mundo que não é o seu, no qual se entra muitas vezes por um processo de surpresa. Você não esperava aquilo de maneira alguma e, de repente, entra e se encanta com aquele mundo. Quanto mais se entra naquele mundo, mais se apropria dele, mais torna aquele mundo você mesmo. O leitor sensível, inteligente, sempre conseguirá ver as relações estreitas entre aquilo que está lendo e a possibilidade de transformação, seja da realidade imediata, a realidade do mundo, seja ainda e, sobretudo, de si próprio.

5) A literatura nos dá muito. Mas não promete nada. A literatura não promete felicidade alguma — pelo menos não do tipo clássico, ou seja, o tipo imaginário — e não nos oferece garantias de finais felizes, nada disso.

 por Antônio Marmo de Oliveira, antonio_m@uol.com.br

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