{"id":21773,"date":"2025-12-10T13:39:16","date_gmt":"2025-12-10T16:39:16","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/?p=21773"},"modified":"2025-12-10T14:00:25","modified_gmt":"2025-12-10T17:00:25","slug":"cazuza-um-mito-ainda-pouco-conhecido-paulo-de-tarso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/cazuza-um-mito-ainda-pouco-conhecido-paulo-de-tarso\/","title":{"rendered":"Cazuza, um mito ainda pouco conhecido (Paulo de Tarso)"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><strong><em>Sua obra foi vivida e sua morte uma forma de resist\u00eancia atualizada, sem perder a ternura: <\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><em>Mario S\u00e9rgio Conti que o diga<\/em><\/strong><\/p>\n<p>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0A Netflix me surpreendeu positivamente com o document\u00e1rio \u201cCazuza al\u00e9m da m\u00fasica\u201d. Uma surpresa geral diante da poesia de cada letra de m\u00fasica e da qualidade musical de cada melodia. Enfim, fiquei feliz por conhecer, embora tardiamente, obras que deixei passar em branco por causa da milit\u00e2ncia pol\u00edtica que engolia quase todo meu tempo envolvido em elei\u00e7\u00e3o direta, anistia pol\u00edtica, cria\u00e7\u00e3o de um partido pol\u00edtico e, quem sabe, uma revolu\u00e7\u00e3o cada vez mais distante.<\/p>\n<p>N\u00e3o me recordava da capa da revista Veja em abril de 1989 e muito menos a pol\u00eamica mat\u00e9ria que abordava o estado de sa\u00fade de Cazuza. Fiquei mais uma vez tardiamente horrorizado com a falta de \u00e9tica e o sensacionalismo barato e de extremo mau gosto. Fiquei enojado ao saber que a rep\u00f3rter Beatriz Ribeiro, autora da entrevista com Cazuza, ficou chocada com a postura do editor que havia deformado sua mat\u00e9ria. N\u00e3o vacilou. Pediu demiss\u00e3o e gravou sua vers\u00e3o sobre a deturpa\u00e7\u00e3o feita pelo diretor de reda\u00e7\u00e3o que a de forma arrogante teria respondido que ele podia fazer o que bem entendesse com as escritas por rep\u00f3rteres.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Ney_Matogrosso-e-Cazuza.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-21775\" src=\"https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Ney_Matogrosso-e-Cazuza-450x321.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"321\" srcset=\"https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Ney_Matogrosso-e-Cazuza-450x321.jpg 450w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Ney_Matogrosso-e-Cazuza-300x214.jpg 300w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Ney_Matogrosso-e-Cazuza.jpg 700w\" sizes=\"auto, (max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em><strong>Cazuza com Ney Matogrosso, um amor \u00e0 frente de seu tempo<\/strong><\/em><\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Ao ver a revista, Cazuza, mag\u00e9rrimo, pesando apenas 49 quilos, que j\u00e1 vivia debilitado, passou mal e foi levado para hospital, segundo not\u00edcias que circulavam na \u00e9poca. Morreu no ano seguinte, em julho de 1990. Mas desmascarou ainda mais as infelizes opini\u00f5es, ainda bem, que o editor da Veja registrou naquela edi\u00e7\u00e3o da revista. O \u201cjornalista\u201d denigre as m\u00fasicas e as poesias classificadas como de p\u00e9ssima qualidade e que por isso seriam rapidamente esquecidas.<\/p>\n<p>O tempo passou e mais de trinta anos depois as mesmas m\u00fasicas e letras do artista est\u00e3o atualizad\u00edssimas. Ao contr\u00e1rio do mau-caratismo de M\u00e1rio S\u00e9rgio Conti que continuou a exibi-lo em outros epis\u00f3dios, como no caso da entrevista com Bruno Daniel, irm\u00e3o de Celso Daniel, prefeito de Santo Andr\u00e9, brutalmente assassinado em janeiro de 2002.<\/p>\n<p>Tudo indica que a integridade profissional nunca foi o forte de Conti. \u00c9 o que prova, por exemplo, a entrevista com o cientista pol\u00edtico Bruno Daniel, irm\u00e3o de Celso Daniel, em 2012, por ocasi\u00e3o do d\u00e9cimo anivers\u00e1rio de seu assassinato que nunca foi solucionado e que envolveu dirigentes petistas e marginais de diferentes naipes.<\/p>\n<p>Na entrevista realizada no programa Roda Viva na TV Cultura, Conti realizou um processo de linchamento contra Bruno Daniel. O entrevistado foi desclassificado e colocado em terceiro ou quarto plano o fato de ele, Bruno, ter testemunhado passagens contundentes que envolviam lideran\u00e7as petistas.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Bruno-no-Roda-Viva.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-21776\" src=\"https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Bruno-no-Roda-Viva-450x253.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"253\" srcset=\"https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Bruno-no-Roda-Viva-450x253.jpg 450w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Bruno-no-Roda-Viva-300x169.jpg 300w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Bruno-no-Roda-Viva-768x432.jpg 768w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Bruno-no-Roda-Viva-750x420.jpg 750w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Bruno-no-Roda-Viva-1140x641.jpg 1140w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Bruno-no-Roda-Viva.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Irm\u00e3o de Celso Daniel no programa Roda Viva da TV Cultura<\/em><\/p>\n<p>Assisti mais de uma vez, sempre enojado, essa entrevista. Nunca entendi o motivo ou motivos que levaram Conti a essa exibi\u00e7\u00e3o p\u00fablica de absoluta falta de car\u00e1ter e \u00e9tica profissional. Nem a famigerada Jovem Pan, porta-voz assumida da extrema direita, conseguiu a proeza transformar a v\u00edtima em r\u00e9u como fez M\u00e1rio S\u00e9rgio Conti.<\/p>\n<p>Sugiro \u00e0queles que t\u00eam algum interesse nesse tema ou, como eu, apenas conhecer a qualidade da produ\u00e7\u00e3o de Cazuza, basta acessar o filme \u201cCazuza, al\u00e9m da m\u00fasica\u201d dispon\u00edvel na Netflix para descobrir que o artista se chamava Agenor que come\u00e7ou profissionalmente com o Bar\u00e3o Vermelho, que vivia entre a praia, o teatro e o rock, que transformou suas paix\u00f5es em poesia e sua rebeldia em voz.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Cazuza-em-show.webp\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-21777\" src=\"https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Cazuza-em-show-450x338.webp\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"338\" srcset=\"https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Cazuza-em-show-450x338.webp 450w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Cazuza-em-show-300x225.webp 300w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Cazuza-em-show-768x576.webp 768w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Cazuza-em-show.webp 1212w\" sizes=\"auto, (max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/a><\/p>\n<p>E uma curiosidade: o document\u00e1rio foi produzido pelo Globoplay, da rede Globo que emprega M\u00e1rio S\u00e9rgio Conti na Globo News, desnudado na pr\u00f3pria obra produzida pelo grupo. Vale a pena conferir!!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sua obra foi vivida e sua morte uma forma de resist\u00eancia atualizada, sem perder a ternura: Mario S\u00e9rgio Conti que o diga \u00a0 \u00a0 \u00a0 &#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":21781,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-21773","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-nacional"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21773","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21773"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21773\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":21780,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21773\/revisions\/21780"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/21781"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21773"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21773"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21773"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}