{"id":21228,"date":"2024-11-10T08:50:26","date_gmt":"2024-11-10T11:50:26","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/?p=21228"},"modified":"2024-11-10T08:50:26","modified_gmt":"2024-11-10T11:50:26","slug":"vai-corinthians-vamos-juntos-jc-sebe-bom-meihy","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/vai-corinthians-vamos-juntos-jc-sebe-bom-meihy\/","title":{"rendered":"VAI CORINTHIANS, VAMOS JUNTOS&#8230; (JC Sebe Bom Meihy)"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><em><strong>Ser corinthiano \u00e9 para os fortes que mergulham fundo no mar da paix\u00e3o e aceitam o risco das derrotas,\u00a0 que contagia milh\u00f5es de \u201cloucos\u201d que t\u00eam o compromisso il\u00f3gico dos guerreiros que, se caem, se levantam para eternos recome\u00e7os<\/strong><\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A semana prometia emo\u00e7\u00f5es intensas: na agenda, uma homenagem organizada por meus ex-alunos na USP. Preparei cuidadosamente meu discurso, mas, pr\u00f3ximo da data, busquei distra\u00e7\u00f5es para lidar com a ansiedade. Ent\u00e3o, meu filho sugeriu irmos ao est\u00e1dio em Itaquera ver meu Corinthians enfrentar o Palmeiras. Minha ta\u00e7a de emo\u00e7\u00f5es transbordou. J\u00e1 no primeiro dos dois gols, chorei, gritei, pulei, e sa\u00ed leve. Leve, mas questionando o significado de ser \u201cmaloqueiro, corinthiano, sofredor\u201d. Seria masoquismo?<\/p>\n<p>Ser corinthiano \u00e9 para os fortes, pessoas que mergulham fundo no mar da paix\u00e3o e aceitam o risco das derrotas. Esse sentimento ultrapassa o pessoal; \u00e9 uma experi\u00eancia comunit\u00e1ria, que contagia milh\u00f5es de \u201cloucos\u201d. Loucura \u00e9, ali\u00e1s, uma palavra que ressignifica o compromisso il\u00f3gico dos guerreiros que, se caem, se levantam para eternos recome\u00e7os.<\/p>\n<p>Vamos traduzir isso para o momento atual: \u00e0 beira do rebaixamento, enfrentamos o poderoso Palmeiras. Contra qualquer advers\u00e1rio, a Fiel estaria fervendo, mas, dessa vez, os 46 mil torcedores pareciam reencarnar todos nossos antepassados, justificando o mote \u201ceternamente em nossos cora\u00e7\u00f5es\u201d. E l\u00e1 estava o Palmeiras, disputando a lideran\u00e7a e almejando o topo. Nem ligamos para isso. Olhamos o arquirrival e mostramos a l\u00edngua. Vencer o Palmeiras n\u00e3o era s\u00f3 quest\u00e3o de tabela; era reafirmar nosso DNA de resist\u00eancia. N\u00e3o importa quantas estat\u00edsticas nos deem como desfavorecidos ou quantos cr\u00edticos digam &#8220;n\u00e3o vai dar&#8221;. Deu!<\/p>\n<p>Outros torcedores talvez nunca compreendam o que isso significa. Dispensamos essa compreens\u00e3o porque, quando o time entra em campo com o apoio da Fiel, qualquer coisa pode acontecer. Por isso, somos o \u201ctime do povo\u201d \u2013 oper\u00e1rios, imigrantes, marginalizados e simpatizantes dos subalternos, um coletivo que sempre transforma dificuldades em for\u00e7a. Quando gritamos \u201cVai, Corinthians!\u201d, estamos torcendo por n\u00f3s mesmos, por essa gente que enfrenta tudo e n\u00e3o se deixa abater.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Corinthians-2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-21229\" src=\"https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Corinthians-2-338x450.jpg\" alt=\"\" width=\"338\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Corinthians-2-338x450.jpg 338w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Corinthians-2-225x300.jpg 225w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Corinthians-2-768x1024.jpg 768w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Corinthians-2.jpg 960w\" sizes=\"auto, (max-width: 338px) 100vw, 338px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em><strong>Mestre Sebe n\u00e3o vacilou e foi para a templo assistir seu time jogar<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Sim, o rebaixamento \u00e9 uma amea\u00e7a. Mas, como bons corinthianos, sabemos que, mesmo caindo, a torcida lota est\u00e1dios, faz festa, como se fosse final de campeonato. Enquanto houver uma chance, n\u00f3s acreditamos. Cada vit\u00f3ria \u00e9 uma pequena revolu\u00e7\u00e3o reafirmando nosso esp\u00edrito de luta. E vencer o Palmeiras \u2013 ah, vencer o Palmeiras sem gol algum \u00e9 m\u00fasica para dan\u00e7ar.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 apenas pelo resultado. Vencer um cl\u00e1ssico, numa situa\u00e7\u00e3o dessas, \u00e9 uma li\u00e7\u00e3o de resili\u00eancia, um lembrete de que n\u00e3o estamos sozinhos. H\u00e1 uma multid\u00e3o que acredita junto, sofre junto e, ao final, comemora junto. Isso marca o Corinthians: a capacidade de transformar dor em festa, de ver o time balan\u00e7ar, mas nunca cair de verdade, porque, enquanto houver um corinthiano, haver\u00e1 esperan\u00e7a, mesmo que seja no \u00faltimo instante.<\/p>\n<p>Quando o juiz apita o fim do jogo e os jogadores v\u00eam em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 torcida, a emo\u00e7\u00e3o toma conta. Somos mais do que vencedores de um jogo; somos guerreiros que, por um momento, desafiaram as probabilidades e se ergueram acima delas. N\u00e3o importa a tabela, n\u00e3o importa quantos pontos ainda precisemos para escapar do rebaixamento \u2013 por uma noite, fomos gigantes e vencemos.<\/p>\n<p>Ser corinthiano \u00e9 isso. \u00c9 sentir uma alegria que n\u00e3o cabe em explica\u00e7\u00f5es l\u00f3gicas, uma paix\u00e3o que desafia a raz\u00e3o. Aconte\u00e7a o que acontecer, sempre temos aquele gol redentor, aquela defesa salvadora, aquele momento em que tudo parece parar e s\u00f3 existe a alegria de ser Corinthians.<\/p>\n<p>Ah, a homenagem dos alunos foi uma festa inesquec\u00edvel&#8230; como a vit\u00f3ria sobre os sem mundial!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ser corinthiano \u00e9 para os fortes que mergulham fundo no mar da paix\u00e3o e aceitam o risco das derrotas,\u00a0 que contagia milh\u00f5es de \u201cloucos\u201d que &#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":21230,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-21228","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-nacional"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21228","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21228"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21228\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":21231,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21228\/revisions\/21231"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/21230"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21228"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21228"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21228"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}