{"id":20721,"date":"2024-01-16T15:19:05","date_gmt":"2024-01-16T18:19:05","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/?p=20721"},"modified":"2024-01-16T16:48:36","modified_gmt":"2024-01-16T19:48:36","slug":"os-equadores-do-brasil-carlos-andreazza-oglobo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/os-equadores-do-brasil-carlos-andreazza-oglobo\/","title":{"rendered":"Os equadores do Brasil (Carlos Andreazza &#8211; OGlobo)"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><strong><em>O Equador est\u00e1 em &#8216;estado de emerg\u00eancia&#8217; desde a fuga da pris\u00e3o de um dos narcotraficantes mais poderosos do pa\u00eds<\/em><\/strong><\/p>\n<p>O bonde passou. Faz tempo. O do Brasil que pode se tornar um Equador; se n\u00e3o se prevenir. O do Brasil que se tornar\u00e1, se n\u00e3o agir. Al\u00f4! J\u00e1 \u00e9. J\u00e1 era. Equadorizado est\u00e1. (Ou brasileirado estar\u00e1 o Equador?) Anestesiados estamos? Observando o que ocorre l\u00e1 como se possibilidade para c\u00e1. Ora. Em largas e crescentes por\u00e7\u00f5es de seu territ\u00f3rio, este pa\u00eds tem \u2014 e cultiva \u2014 equadores. Quantos h\u00e1 \u2014 havendo tamb\u00e9m no Norte e no Nordeste \u2014 apenas no Rio de Janeiro?<\/p>\n<p>Exemplo. Outubro de 2023. A opera\u00e7\u00e3o da Pol\u00edcia Civil que matou miliciano na Zona Oeste, aquela guayaquil. O Estado que entra, age \u2014 e tem de sair. Que entra e depois corre; porque, desprovido de meios para permanecer, ousou pisar em \u00e1rea que tem dono. O Estado que admite, em sua a\u00e7\u00e3o, n\u00e3o poder ficar. Que reconhece n\u00e3o ser completamente Estado. Que reconhece um estado outro.<\/p>\n<p>Ao sair: o caos. O convite \u2014 sai a Civil, ausente a Militar \u2014 para o caos; para a reafirma\u00e7\u00e3o de quem manda. N\u00e3o h\u00e1 v\u00e1cuo. A narcomil\u00edcia \u00e0 vontade para tocar o terror, destruir \u00f4nibus, fechar a Avenida Brasil \u2014 interditar o direito de ir e vir. Toque de recolher. Equador. Aqui. Hoje. N\u00e3o amanh\u00e3 nem talvez.<\/p>\n<p>Criminoso toma dinheiro de construtora para liberar obras p\u00fablicas h\u00e1 mais de d\u00e9cada. Pelo menos. (Refiro-me \u00e0queles da ordem dos sem colarinho branco.) N\u00e3o raro trabalhadores abandonam canteiros porque, amea\u00e7ados pelos senhores do lugar, n\u00e3o t\u00eam seguran\u00e7a. A manicure que n\u00e3o atende em casa sem pagar extors\u00e3o ao propriet\u00e1rio do peda\u00e7o; onde concession\u00e1ria de servi\u00e7o p\u00fablico n\u00e3o consegue consertar poste porque n\u00e3o autorizada. H\u00e1 Estado. O paralelo. N\u00e3o h\u00e1 direito.<\/p>\n<p>O Brasil pode virar Equador? L\u00e1 o cidad\u00e3o anda pelas ruas apressadamente e olhando para os lados&#8230;<\/p>\n<p>A liberdade para o desenvolvimento das organiza\u00e7\u00f5es criminosas produziu o traficante que vende g\u00e1s e internet e o miliciano que comercia p\u00f3; propiciou interc\u00e2mbios, sociedades e guerras entre grupos; infiltrou representantes em parlamentos; estimulou expans\u00f5es e desenvolvimentos para outras regi\u00f5es do pa\u00eds; e fomentou a constitui\u00e7\u00e3o de empresas multinacionais do neg\u00f3cio de armas e drogas.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Povo-nas-ruas.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-20723\" src=\"https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Povo-nas-ruas-450x277.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"277\" srcset=\"https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Povo-nas-ruas-450x277.jpg 450w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Povo-nas-ruas-300x185.jpg 300w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Povo-nas-ruas-768x472.jpg 768w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Povo-nas-ruas.jpg 800w\" sizes=\"auto, (max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Os cart\u00e9is do M\u00e9xico est\u00e3o neste equador aqui; tamb\u00e9m nos equadores de nossos terminais portu\u00e1rios. O Rio Solim\u00f5es tem donos. Os c\u00e1rceres de Alca\u00e7uz, donos. A fronteira com o Paraguai, donos.<\/p>\n<p>Ouve-se sobre o chef\u00e3o criminoso equatoriano que comanda os neg\u00f3cios desde o pres\u00eddio. Grava at\u00e9 clipe. Duvido que a rede de internet dele \u2014 o sinal de telefone \u2014 seja melhor que a do traficante-miliciano preso em Bangu. O preso ascende na hierarquia de comando do crime. O preso. Tem internet \u2014 at\u00e9 para delibera\u00e7\u00f5es, em videoconfer\u00eancia, sobre quem morrer\u00e1 do lado de fora \u2014 e seguran\u00e7a. Manda. Trabalha \u00e0 vontade e cresce. Vira ou se mant\u00e9m l\u00edder. Desde a cadeia.<\/p>\n<p>Se quiser sair, pode fazer como o Abelha. Que saiu do pres\u00eddio, pela porta da frente, com alvar\u00e1 de soltura falso, n\u00e3o sem cumprimentar o ent\u00e3o secret\u00e1rio de Administra\u00e7\u00e3o Penitenci\u00e1ria de Cl\u00e1udio Castro \u2014 o governador do Rio que tira f\u00e9rias no ver\u00e3o e fora do estado; e que volta no susto, para n\u00e3o se afogar. Chuvas e enchentes tamb\u00e9m de imposturas. Tudo previs\u00edvel.<\/p>\n<p>O Abelha tendo voado \u2014 n\u00e3o que n\u00e3o estivesse em colmeia confort\u00e1vel \u2014 sob a desculpa-padr\u00e3o, a do erro de comunica\u00e7\u00e3o entre sistemas, de um estado cuja bagun\u00e7a se expressa na coexist\u00eancia amontoada-improvisada das secretarias de Seguran\u00e7a P\u00fablica, Pol\u00edcia Militar e Pol\u00edcia Civil.<\/p>\n<p>Este equador n\u00e3o haveria sem que nas institui\u00e7\u00f5es vastas por\u00e7\u00f5es estivessem tomadas. Com ju\u00edzes e desembargadores plantonistas disparando liminares para soltar criminosos gra\u00fados. Com cassino, sociedade entre bicheiro e miliciano, funcionando invis\u00edvel nas quebras do mar, enquanto a pol\u00edcia faz opera\u00e7\u00e3o fake para derrubar os de mentira cujas m\u00e1quinas inoperantes teriam a sucata por destino \u2014 de real, somente o Estado que serve de transportadora de lixo para o crime.<\/p>\n<p>O presidente do Equador disse \u2014 sem ter d\u00favida \u2014 o que aqui neste equador eleito nenhum teria coragem:<\/p>\n<p>\u2014 Os ju\u00edzes e promotores que estejam com os delinquentes tamb\u00e9m ser\u00e3o considerados parte do terrorismo.<\/p>\n<p>Aqui, antes de tudo, viria a rea\u00e7\u00e3o corporativista.<\/p>\n<p>O assassinato dos m\u00e9dicos na beira da praia \u2014 porque um deles fora confundido com miliciano \u2014 expressa que o equador brasileiro j\u00e1 est\u00e1, e n\u00e3o de repente, na orla da Barra da Tijuca; que aquele peda\u00e7o nobre tamb\u00e9m tem dono, se isso ainda n\u00e3o tivesse ficado evidente no caso da tortura e morte, num quiosque (que tem dono), de Mo\u00efse Kabagambe.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Equador est\u00e1 em &#8216;estado de emerg\u00eancia&#8217; desde a fuga da pris\u00e3o de um dos narcotraficantes mais poderosos do pa\u00eds O bonde passou. 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