{"id":20604,"date":"2023-10-26T10:39:12","date_gmt":"2023-10-26T13:39:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/?p=20604"},"modified":"2023-10-26T10:39:12","modified_gmt":"2023-10-26T13:39:12","slug":"a-seguir-as-milicias-nacionais-ruy-castro-folha-de-sao-paulo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/a-seguir-as-milicias-nacionais-ruy-castro-folha-de-sao-paulo\/","title":{"rendered":"A seguir, as mil\u00edcias nacionais (Ruy Castro &#8211; Folha de S\u00e3o Paulo)"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><strong><em>Com tanta facilidade para operar, surge um novo e promissor mercado para seus neg\u00f3cios: o Brasil<\/em><\/strong><\/p>\n<p>As mil\u00edcias nasceram modestas. Eram policiais e bombeiros empenhados em combater por conta pr\u00f3pria o tr\u00e1fico em comunidades da Zona Oeste do Rio. Vendo-se prestigiados pelos cidad\u00e3os, dedicaram-se \u00e0 oferta de &#8220;servi\u00e7os&#8221; de combust\u00edvel, transporte e comunica\u00e7\u00f5es. Com a ades\u00e3o de civis, passaram a vender &#8220;prote\u00e7\u00e3o&#8221; contra viol\u00eancias perpetradas por eles pr\u00f3prios. E, agora, aderiram \u00e0 venda das\u00a0<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-topicos\/drogas\/\">drogas<\/a>\u00a0que diziam combater. Devido \u00e0 grande rentabilidade, suas atividades se tornaram de risco, sujeitas a diverg\u00eancias pontuais com mil\u00edcias concorrentes, traficantes profissionais e at\u00e9 com sua eventual aliada, a pol\u00edcia.<\/p>\n<p>Tais querelas n\u00e3o s\u00e3o dirimidas ao redor de mesas de mogno, mas em locais ermos e inesperados, ideais para emboscadas, execu\u00e7\u00f5es e chacinas. Isso exige a posse de consider\u00e1vel arsenal e, como nos neg\u00f3cios tradicionais, um contato amistoso com o fornecedor, seja quem for. O principal mercado das mil\u00edcias \u00e9 o Rio. Mas o Rio n\u00e3o fabrica a mat\u00e9ria-prima que lhes d\u00e1 sustenta\u00e7\u00e3o: as armas.<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio, todos os fabricantes ficam longe. As Forjas Taurus, das maiores do mundo em armas leves e pesadas, t\u00eam sede em S\u00e3o Leopoldo (RS). A CBC (Companhia Brasileira de Cartuchos), que det\u00e9m o monop\u00f3lio da produ\u00e7\u00e3o de muni\u00e7\u00e3o militar e para seguran\u00e7a p\u00fablica, em Ribeir\u00e3o Pires (SP). E a estatal Imbel (Ind\u00fastria de Material B\u00e9lico do Brasil), abastecedora de armas port\u00e1teis, muni\u00e7\u00e3o e explosivos para o Ex\u00e9rcito, no DF, com sua unidade de produ\u00e7\u00e3o de grosso calibre em Juiz de Fora (MG).<\/p>\n<p>O Rio, servido por\u00a0<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/cotidiano\/2023\/10\/ataque-recorde-a-onibus-no-rj-deixa-prejuizo-de-r-35-milhoes.shtml\">milicianos vindos<\/a>\u00a0de todos os estados, \u00e9 apenas o escoamento disso e sua infeliz vitrine. Mas s\u00f3 por enquanto. Com a facilidade para desviar armas do Ex\u00e9rcito, tratar as fronteiras estaduais como peneiras e adquirir toda esp\u00e9cie de material b\u00e9lico sob os narizes oficiais, as mil\u00edcias descobriram que h\u00e1 um novo e promissor mercado a explorar.<\/p>\n<p>O Brasil.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com tanta facilidade para operar, surge um novo e promissor mercado para seus neg\u00f3cios: o Brasil As mil\u00edcias nasceram modestas. 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