{"id":20393,"date":"2023-07-04T16:53:55","date_gmt":"2023-07-04T19:53:55","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/?p=20393"},"modified":"2023-07-04T16:55:25","modified_gmt":"2023-07-04T19:55:25","slug":"wilson-arantes-nosso-querido-tranquinha-nos-espera-paulo-de-tarso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wilson-arantes-nosso-querido-tranquinha-nos-espera-paulo-de-tarso\/","title":{"rendered":"Wilson Arantes, nosso querido Tranquinha, nos espera (Paulo de Tarso)"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><em><strong>Wilson Tranquinha com (Maria) Gl\u00f3ria e a neta na festa do Clube da Lona, em Santo Ant\u00f4nio do Pinhal<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Tranquinha partiu no s\u00e1bado, 1\u00ba de julho. N\u00e3o resistiu a uma\u00a0embolia pulmonar. Segundo o Google, obstru\u00e7\u00e3o de uma art\u00e9ria do\u00a0pulm\u00e3o pelo ac\u00famulo de material s\u00f3lido trazido atrav\u00e9s da corrente sangu\u00ednea (\u00eambolo).<\/p>\n<p>S\u00e3o muitas as hist\u00f3rias, causos e est\u00f3rias que o envolvem. Entre lendas, testemunhas e vers\u00f5es agora transformadas em narrativas escolhi uma da qual sou testemunha (ainda) viva. Nem consigo lembrar de todos personagens. Vamos l\u00e1.<\/p>\n<p>Ubatuba j\u00e1 foi nossa Macondo, aquela cidade cercada por bananeiras que transformou em mar o rio de Gabriel Garcia Marquez, o Gabo, autor de <strong><em>Cem Anos de Solid\u00e3o, <\/em><\/strong>que ainda n\u00e3o havia sido publicado. Os taubateanos consideravam Ubatuba uma extens\u00e3o da terra de Lobato. Depois, o progresso (?) invadiu o realismo fant\u00e1stico e deu no que conhecemos hoje. S\u00f3 ficaram praias e mem\u00f3rias long\u00ednquas.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/Cem-anos-de-solidao.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-20394\" src=\"https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/Cem-anos-de-solidao-450x235.png\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"235\" srcset=\"https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/Cem-anos-de-solidao-450x235.png 450w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/Cem-anos-de-solidao-300x157.png 300w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/Cem-anos-de-solidao-768x401.png 768w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/Cem-anos-de-solidao.png 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em><strong>Aventura ubatubana antecede o lan\u00e7amento do livro do colombiano Garcia Marquez<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Foi naquela cidade hoje quase virtual que um grupo de jovens planejou mais uma galinhada na praia. S\u00f3 faltavam as galin\u00e1ceas. Depois de outras aventuras como a do galinheiro da farm\u00e1cia do Filhinho \u2013 contarei em outra ocasi\u00e3o -, fizemos um balan\u00e7o sobre os levantamentos realizados na v\u00e9spera. Os amigos esquecidos que me perdoem. Mas l\u00e1 estavam T\u00e9io Frediani com seu Chevrolet Belair importado, claro, Dino Querido com uma Kombi, e entre os agregados nosso estrategista Wilson Tranquinha, Edison Tobias, o Pax\u00e1, Z\u00e9 Carlos 21 n\u00e3o tenho certeza e eu.<\/p>\n<p>Venceu o restaurante (hotel?) Chez qualquer coisa (nem o Nan\u00e1 conseguiu lembrar o nome) de gastronomia francesa metido a besta com um card\u00e1pio proibitivo para nossas curtas mesadas. A proximidade da estrada que antecedeu a BR101, batizada de rodovia M\u00e1rio Covas no trecho paulista da Rio-Santo, foi decisiva para a organiza\u00e7\u00e3o r\u00e1pida da fuga.<\/p>\n<p>Por volta das 22 horas nos encontramos em frente ao antigo e saudoso <strong><em>Itagu\u00e1 Praia Clube<\/em><\/strong>, na praia do Cruzeiro. Um dia ainda contarei alguns epis\u00f3dios. O que mais chamou a aten\u00e7\u00e3o da turma foi a roupa do Tranquinha: casaco de couro preto em pleno ver\u00e3o, blusa de moletom escura, gorrinho de couro e botas que pareciam de militar em filmes de guerra. Um contraste chocante os outros vestiam apenas cal\u00e7\u00e3o, camiseta e chinelos de dedo. Deu uma \u00fanica instru\u00e7\u00e3o: n\u00e3o falar no local da opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/Jose-Carlos-Dino-e-Wilsom-Tranca-reduzida.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-20395\" src=\"https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/Jose-Carlos-Dino-e-Wilsom-Tranca-reduzida-450x337.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"337\" srcset=\"https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/Jose-Carlos-Dino-e-Wilsom-Tranca-reduzida-450x337.jpg 450w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/Jose-Carlos-Dino-e-Wilsom-Tranca-reduzida-300x225.jpg 300w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/Jose-Carlos-Dino-e-Wilsom-Tranca-reduzida-768x575.jpg 768w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/Jose-Carlos-Dino-e-Wilsom-Tranca-reduzida.jpg 1435w\" sizes=\"auto, (max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em><strong>Z\u00e9 Carlos 21, Dino e Tranquinha<\/strong><\/em><\/p>\n<p>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 Nos carros, a bagun\u00e7a barulhenta durante todo percurso transformou-se em sil\u00eancio f\u00fanebre assim que passamos a praia das Toninhas. Passamos direto, retornamos e as \u201cviaturas\u201d ficaram apontadas para Ubatuba com as luzes apagadas. Tranca abriu seu misterioso casaco e exibiu o forro cheio de divis\u00f5es para as ferramentas: lanterna, alicates, facas e os sacos onde as galinhas seriam transportadas. Em absoluto sil\u00eancio, assumiu o comando da tropa em dire\u00e7\u00e3o ao restaurante (hotel?).<\/p>\n<p>O galinheiro ficava afastado da \u00e1rea de servi\u00e7o. Nosso medo se resumia em \u00fanica quest\u00e3o, os c\u00e3es que protegiam a propriedade. Tranquilamente, Tranca cortou os arames farpados que cercavam a \u00e1rea.<\/p>\n<p>Lentamente, fomos nos aproximando do galinheiro ainda em sil\u00eancio. Atrav\u00e9s de sinais, Tranca nos orientou na forma\u00e7\u00e3o de uma linha na frente dos poleiros onde dormiam as galin\u00e1ceas. Dever\u00edamos avan\u00e7ar assim que Tranquinha rompesse as telas com seus alicates e conclu\u00edsse a longa contagem de 1 a 3.<\/p>\n<p>Quando conclu\u00eda a longa contagem. os c\u00e3es de guarda come\u00e7aram a latir. Pelos diferentes tons, a matilha teria um tamanho que assustava. Mas a ordem estava dada. Avan\u00e7ar! Cada um de n\u00f3s teria de pegar pelo menos duas galinhas antes que come\u00e7assem a voar e cacarejar. A \u00fanica luz era um fio de luminosidade que Tranca deixava escapar para que ningu\u00e9m se perdesse naquela escurid\u00e3o de breu. Foram os segundos mais longos e demorados que j\u00e1 hav\u00edamos passado. Conclus\u00e3o consensual.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/Clube-da-Lona-reduzida-scaled.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-20396\" src=\"https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/Clube-da-Lona-reduzida-450x251.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"251\" srcset=\"https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/Clube-da-Lona-reduzida-450x251.jpg 450w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/Clube-da-Lona-reduzida-300x167.jpg 300w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/Clube-da-Lona-reduzida-768x428.jpg 768w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/Clube-da-Lona-reduzida-1536x855.jpg 1536w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/Clube-da-Lona-reduzida-2048x1140.jpg 2048w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/Clube-da-Lona-reduzida-265x147.jpg 265w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/Clube-da-Lona-reduzida-360x200.jpg 360w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/Clube-da-Lona-reduzida-750x420.jpg 750w\" sizes=\"auto, (max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em><strong>Festa do Clube da Lona no s\u00edtio de Paulo Simonetti, em Santo Ant\u00f4nio do Pinhal<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Galinhas apreendidas, subimos correndo para a rodovia onde a Kombi e o Chevrolet nos esperavam com seus respectivos motoristas Dino e T\u00e9io. As 10 ou 12 aves seriam trancadas no porta-malas do carro importado para que n\u00e3o fossem vistas e muito menos ouvidas.\u00a0A opera\u00e7\u00e3o foi um sucesso comemorado com muita cerveja \u2013 n\u00e3o me lembro se Brahma ou Ant\u00e1rtica que dividiam e controlavam aquele mercado.<\/p>\n<p>No dia seguinte, dividimos as tarefas, que eram apenas duas: avisar os convidados e temperar as galinhas que seriam assadas na praia do Itagu\u00e1 e devoradas depois de muita cacha\u00e7a e cerveja.<\/p>\n<p>A festa foi noite a dentro. Os convidados nunca souberam a origem do prato principal e muito menos o papel determinante que foi o desempenho de nosso comandante Wilson Tranquinha, que ansiosamente nos espera para novos e variados pratos celestiais.<\/p>\n<p>Wilson \u201cTranquinha\u201d Soares Arantes nasceu em 1936, em Volta Redonda RJ. Ainda crian\u00e7a, veio com seus pais para Taubatexas. Teve quatro filhos \u2013 Wagner, Wilson, Patr\u00edcia e Eduardo, quatro netos. E a vi\u00fava Gl\u00f3ria que, se n\u00e3o existisse, Tranca inventaria: nasceu Maria da Gl\u00f3ria, mas o cart\u00f3rio esqueceu do Maria, nome que ela mais gosta. Assinado: <em>Wilson Tranquinha Arantes<\/em>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Wilson Tranquinha com (Maria) Gl\u00f3ria e a neta na festa do Clube da Lona, em Santo Ant\u00f4nio do Pinhal Tranquinha partiu no s\u00e1bado, 1\u00ba de &#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":20397,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-20393","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-nacional"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20393","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20393"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20393\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":20399,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20393\/revisions\/20399"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/20397"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20393"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20393"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20393"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}