{"id":20311,"date":"2023-05-22T18:14:02","date_gmt":"2023-05-22T21:14:02","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/?p=20311"},"modified":"2023-05-22T18:19:28","modified_gmt":"2023-05-22T21:19:28","slug":"rita-lee-a-ovelha-alvinegra-corinthiana-washinton-olivetto-oglobo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/rita-lee-a-ovelha-alvinegra-corinthiana-washinton-olivetto-oglobo\/","title":{"rendered":"Rita Lee, a ovelha alvinegra corinthiana (Washinton Olivetto &#8211; OGlobo)"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><em><strong>Os jogadores corinthianos homenagearam a cantora no jogo contra o Botafogo com seu nome estampado nas camisetas<\/strong><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><em>Cantora foi muito importante para a consagra\u00e7\u00e3o da Democracia Corinthiana<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Em 1982, Corinthians e\u00a0S\u00e3o Paulo fizeram a final do Campeonato Paulista de Futebol. O Corinthians tinha o grande time da Democracia Corinthiana, e Walter Casagrande era o centroavante.<\/p>\n<p>Quando entrou em campo, Casagrande foi parado por Fausto Silva, que na \u00e9poca trabalhava como rep\u00f3rter de campo da R\u00e1dio Globo. Faust\u00e3o colocou fones nos ouvidos de Casagrande e disse:<\/p>\n<p>\u2014 Cas\u00e3o, fala com o Osmar Santos, que est\u00e1 com a\u00a0<a href=\"http:\/\/oglobo.globo.com\/tudo-sobre\/personalidade\/rita-lee\/\"><strong>Rita Lee<\/strong><\/a>\u00a0na cabine de transmiss\u00e3o.<\/p>\n<p>Casagrande disse:<\/p>\n<p>\u2014 Osmar, diz pra ela que hoje eu vou fazer o gol Rita Lee.<\/p>\n<p>Casagrande prometeu e cumpriu: fez o terceiro gol do Corinthians, que foi campe\u00e3o vencendo o S\u00e3o Paulo por 3 x 1. Osmar Santos narrou o gol Rita Lee sensacionalmente, e essa narra\u00e7\u00e3o entrou para a Hist\u00f3ria do r\u00e1dio brasileiro.<\/p>\n<p>Casagrande n\u00e3o tinha planejado nada daquilo. Teve a ideia de dar nome ao gol intuitivamente, conversando com Fausto e Osmar. Mas agiu absolutamente certo.<\/p>\n<p>A corintiana Rita foi muito importante para a consagra\u00e7\u00e3o da Democracia Corinthiana. No dia em que, num show no Gin\u00e1sio do Ibirapuera, ela convidou\u00a0S\u00f3crates, Casagrande e Wladimir para subir ao palco, colocou naquele movimento futebol\u00edstico, pol\u00edtico e social o componente pop que faltava para sua consagra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/rita-lee-soccrates-casagrande-e.webp\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-20312\" src=\"https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/rita-lee-soccrates-casagrande-e-450x281.webp\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"281\" srcset=\"https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/rita-lee-soccrates-casagrande-e-450x281.webp 450w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/rita-lee-soccrates-casagrande-e-300x188.webp 300w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/rita-lee-soccrates-casagrande-e.webp 696w\" sizes=\"auto, (max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em><strong>Rita Lee fez quest\u00e3o de chamar S\u00f3crates, Wladimir e Casagrande para o palco<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Rita foi Democracia Corinthiana desde sempre. Tanto que, 32 anos depois, em 2014, emprestou sua voz para narrar com ritmo perfeito o document\u00e1rio \u201cDemocracia em preto e branco\u201d, do diretor Pedro Asbeg.<\/p>\n<p>Conheci Rita pessoalmente quando tinha acabado de fazer 16 anos, e ela ia fazer 20. Foi em 1967, no Teatro Paramount, em S\u00e3o Paulo, onde acontecia o festival de m\u00fasica da TV Record. Nesse dia, eu era plateia, mas Rita j\u00e1 era palco. Fazia parte dos Mutantes, que acompanharam Gilberto Gil em \u201cDomingo no parque\u201d.<\/p>\n<p>Depois encontrei Rita algumas vezes nas grava\u00e7\u00f5es de \u201cDivino maravilhoso\u201d e acompanhei de perto o trabalho dos Mutantes. Adoro aqueles primeiros discos, particularmente a grava\u00e7\u00e3o de \u201cA minha menina\u201d com os Mutantes cantando e o autor Jorge Ben Jor tocando viol\u00e3o. Rita foi tamb\u00e9m motivo de inspira\u00e7\u00e3o para Jorge, que comp\u00f4s em homenagem a ela a deliciosa \u201cRita Jeep\u201d.<\/p>\n<p>Quando Rita saiu dos Mutantes, tamb\u00e9m sa\u00ed. O som deles ficou pesado demais para o meu gosto. Continuei seguindo Rita nos seus shows das Cilibrinas do \u00c9den e da Tutti Frutti. A partir de 1979, Rita e Roberto de Carvalho\u00a0foram aquele estouro que todo mundo sabe. Curiosamente, naquele instante, Rita achava que n\u00e3o cantava bem, apesar de ser admirada pelo maior cantor de todos, o perfeccionista Jo\u00e3o Gilberto.<\/p>\n<p>Tempos depois, quando montei a W\/, Rita e Roberto viviam mais um dos seus auges de sucesso, mas queriam fazer mais e melhor. Lembro-me deles me visitando na ag\u00eancia, para conversarmos sobre caminhos mais inventivos para as capas de disco.<\/p>\n<p>Nessa \u00e9poca, t\u00ednhamos um grande admirador em comum, o temido jornalista Telmo Martino, que metia o pau em todo mundo, mas elogiava Rita em todas as suas colunas e me chamava de \u201c<em>golden boy<\/em> da publicidade\u201d. Telmo era vizinho de Rita e Roberto no bairro de Higien\u00f3polis e foi homenageado por ela na can\u00e7\u00e3o \u201cRaio X\u201d.<\/p>\n<p>Nesses muitos anos, assisti a todos os shows de Rita, levei meus filhos a alguns deles, sei seu repert\u00f3rio de cor, adoro seu senso de humor, seus personagens e imita\u00e7\u00f5es. Adoro o jeito como se comporta, comp\u00f5e, pensa e escreve. S\u00f3 discordo quando se diz que Rita \u00e9 a rainha do rock, porque ela \u00e9 muito mais que isso. \u00c9 a rainha de todos os ritmos, seja rock, pop, bolero, new age, mambo, jazz, bossa nova, tudo.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Corinthiana.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-20313\" src=\"https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Corinthiana.jpg\" alt=\"\" width=\"276\" height=\"183\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em><strong>A rainha de tudo<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Anos atr\u00e1s, tive uma experi\u00eancia interessante com ela, que ilustra bem esse fato. Eu fazia a campanha das sand\u00e1lias Rider, baseada em releituras de cl\u00e1ssicos da m\u00fasica popular. Elegia uma can\u00e7\u00e3o conhecida e escolhia algu\u00e9m conhecido e inesperado para dar uma nova interpreta\u00e7\u00e3o. A campanha era um sucesso e, para um novo comercial, resolvi pedir a Rita que criasse uma vers\u00e3o da cl\u00e1ssica \u201cFelicidade\u201d, de autoria do ga\u00facho Lupic\u00ednio Rodrigues. Rita fez uma vers\u00e3o que ficou sensacional e \u00e9 adorada por todos at\u00e9 hoje.<\/p>\n<p>Sem d\u00favida, Rita \u00e9 a rainha de tudo.<\/p>\n<p>A mais perfeita tradu\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Paulo e sin\u00f4nimo de talento, alegria e liberdade, no Brasil e no mundo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os jogadores corinthianos homenagearam a cantora no jogo contra o Botafogo com seu nome estampado nas camisetas Cantora foi muito importante para a consagra\u00e7\u00e3o da &#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":20314,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-20311","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-nacional"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20311","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20311"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20311\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":20320,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20311\/revisions\/20320"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/20314"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20311"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20311"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20311"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}