{"id":2024,"date":"2012-09-18T16:12:53","date_gmt":"2012-09-18T19:12:53","guid":{"rendered":"http:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/?p=2024"},"modified":"2012-09-18T16:29:52","modified_gmt":"2012-09-18T19:29:52","slug":"carta-enviada-a-lula-por-paulo-de-tarso-venceslau-em-abril-de-1997","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/carta-enviada-a-lula-por-paulo-de-tarso-venceslau-em-abril-de-1997\/","title":{"rendered":"Carta enviada a LULA por Paulo de Tarso Venceslau em abril de 1997"},"content":{"rendered":"<p>Lula insiste que nunca soube de nada,\u00a0nem antes, nem durante e nem depois, e faz de conta que n\u00e3o \u00e9 ele que\u00a0envia\u00a0Paulo Okamotto para acobertar falcatruas de diferentes origens. Paulo de Tarso deu entrevista \u00e0 grande imprensa em junho de 1997,\u00a0quatro anos depois de iniciar sua cruzada para expor suas provas \u00e0 dire\u00e7\u00e3o do PT sobre a corrup\u00e7\u00e3o que existia em administra\u00e7\u00f5es petistas e que envolviam o compadre de Lula, advogado Roberto Teixeira.\u00a0Paulo de Tarso\u00a0foi expulso do partido em fevereiro de 1998 enquanto\u00a0Teixeira foi um dos homens fortes nos dois mandatos de Lula. Confira e tire suas pr\u00f3prias conclus\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\" align=\"center\"><strong><em>\u00a0S\u00e3o Paulo, 23 de mar\u00e7o de 1995<\/em><\/strong><\/p>\n<p align=\"center\">AO PRESIDENTE NACIONAL DO PARTIDO DOS TRABALHADORES LUIZ IN\u00c1CIO LULA DA SILVA<\/p>\n<p>\u00a0Companheiro Lula,<\/p>\n<p>H\u00e1 muitos meses que eu pretendia falar, ou ao menos me comunicar com voc\u00ea, pessoalmente, para que n\u00e3o pairasse qualquer mal-entendido. S\u00f3 n\u00e3o o fiz antes por causa da campanha eleitoral. Creio que agora que voc\u00ea reassumiu a presid\u00eancia do PT poderemos esclarecer o que ocorreu, em 1993, na administra\u00e7\u00e3o petista de S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos. Esclarecer com o companheiro Lula n\u00e3o mais como candidato, mas como lideran\u00e7a m\u00e1xima do PT, um partido que veio para mudar a Hist\u00f3ria desse pa\u00eds.<\/p>\n<p>Serei objetivo para que, se houver interesse de sua parte e da dire\u00e7\u00e3o do PT, possamos aprofundar o assunto no momento e no local mais convenientes.<\/p>\n<p>Tive a (in)felicidade de, como secret\u00e1rio da Fazenda de S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos, descobrir uma s\u00e9rie de irregularidades do governo anterior, que envolviam pol\u00edticos comprometidos com o PTB, PMDB e com o famigerado PRN [<em>partido do ex-presidente Fernando Collor de Mello<\/em>]. Uma dessas irregularidades envolvia uma empresa bastante conhecida das administra\u00e7\u00f5es petistas: a CPEM \u2013 Consultoria Para Empresas e Munic\u00edpios.<\/p>\n<p>Essa empresa era representada por pessoas ligadas \u00e0 dire\u00e7\u00e3o do PT, como os irm\u00e3os Roberto e Dirceu Teixeira. Outras vezes, era apresentada at\u00e9 pelos prefeitos em exerc\u00edcio, como no caso de Campinas, em 1990, em que o prefeito era o ent\u00e3o petista Jac\u00f3 Bittar, como uma empresa de gente amiga e que poderia ajudar nosso Partido. Essa hist\u00f3ria \u00e9 longa e n\u00f3s, eu e voc\u00ea, tivemos oportunidade de conversar sobre o assunto, na primeira sede do governo paralelo. Ali\u00e1s, foi o pr\u00f3prio Jac\u00f3 Bittar quem me trouxe, pessoalmente, como militante petista e secret\u00e1rio das Finan\u00e7as de Campinas, para essa conversa com voc\u00ea.\u00a0Soube, posteriormente, que o mesmo se sucedera em outras administra\u00e7\u00f5es petistas, como no caso de Santo Andr\u00e9, Diadema, Santos e Piracicaba, pelo menos. Eu me lembro muito bem que foi dif\u00edcil convenc\u00ea-los, no caso de Campinas voc\u00ea e o Jac\u00f3, que n\u00e3o era conveniente contratar uma empresa, sem licita\u00e7\u00e3o, para desenvolver um trabalho que as equipes internas das prefeituras tinham condi\u00e7\u00f5es para executar.<\/p>\n<p>Em 1993, fui convidado e assumi o comando da Secretaria da Fazenda, indicado, segundo o pessoal de S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos, pelos ent\u00e3o deputados federais Alo\u00edzio Mercadante e Jos\u00e9 Dirceu. Com certeza, nunca solicitei nada a esses dois companheiros. Minhas a\u00e7\u00f5es sempre foram norteadas por princ\u00edpios adquiridos ao longo de minha vida e dos quais n\u00e3o abro m\u00e3o. Afinal, s\u00e3o valores que custaram muita luta, pris\u00e3o, tortura, morte e ex\u00edlio para centenas de companheiros e amigos.<\/p>\n<p>Logo no in\u00edcio do governo petista em S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos, verifiquei que a CPEM era uma das maiores credoras da Prefeitura: j\u00e1 havia recebido mais de US$ 10 milh\u00f5es e teria, ainda, um cr\u00e9dito superior a US$ 5 milh\u00f5es, cujo pagamento jamais autorizei, apesar das press\u00f5es recebidas.<\/p>\n<p>Em pouco tempo, levantei as irregularidades que marcavam o contrato com essa empresa, favorecendo o que havia de mais podre no cen\u00e1rio pol\u00edtico do Vale do Para\u00edba. Fiz quest\u00e3o de alertar a dire\u00e7\u00e3o do PT e, em particular, Paulo Okamotto. Aproveitei uma reuni\u00e3o de secret\u00e1rios das Finan\u00e7as, em Ribeir\u00e3o Preto, no dia 23 de abril de 1993, para alertar os demais companheiros sobre o risco que poderiam correr caso contratassem aquela empresa. Acabei sendo admoestado pelo pr\u00f3prio Paulo Okamotto por ter falado demais em uma reuni\u00e3o que havia pessoas de outros partidos. Nesse dia, entreguei, para o Partido, o in\u00edcio de um dossi\u00ea sobre a CPEM, contendo o parecer da comiss\u00e3o de sindic\u00e2ncia que instalara para apurar as irregularidades daquele contrato.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria \u00e9 longa, como bem sabe, at\u00e9 por for\u00e7a de nossos encontros e conversas. Cheguei a sofrer amea\u00e7as como o cerco promovido por tr\u00eas homens, que estavam em um Gol branco, chapa DQ 4609, posteriormente, constatou-se que se tratava de uma chapa fria, contra o carro oficial da Prefeitura, dirigido por um motorista de carreira.<\/p>\n<p>Apesar de tudo, entre outros sucessos, durante os nove meses que permaneci no comando das finan\u00e7as p\u00fablicas de S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos consegui, a custo zero e sem aumento de impostos, os melhores resultados financeiros da hist\u00f3ria daquele munic\u00edpio. O or\u00e7amento hist\u00f3rico de cerca de US$ 100 milh\u00f5es aproximou-se de US$ 250 milh\u00f5es em 1994. Consegui provar, inclusive na Justi\u00e7a, que a CPEM era inid\u00f4nea &#8211; foi condenada a devolver US$ 10,5 milh\u00f5es para os cofres municipais.<\/p>\n<p>O pr\u00eamio foi minha exonera\u00e7\u00e3o na noite de 13 de setembro, coincidentemente no mesmo dia em que encaminhei, pela manh\u00e3, formalmente, \u00e0 Prefeitura e ao secret\u00e1rio de Assuntos Jur\u00eddicos, o resultado da auditoria externa que havia contratado e, ao mesmo tempo, solicitava uma s\u00e9rie de medidas contra a referida empresa, junto ao Tribunal de Contas do Estado, Secretaria da Fazenda e \u00e0 pr\u00f3pria Justi\u00e7a.<\/p>\n<p>Pego de surpresa, cobrei da prefeita o motivo do meu afastamento, uma vez que eu era titular da secretaria que apresentava os melhores resultados pr\u00e1ticos. Entre solu\u00e7os constrangedores, a prefeita me informou que Paulo Okamotto, representando a dire\u00e7\u00e3o nacional, e Paulo Frateschi, pela dire\u00e7\u00e3o estadual, &#8220;tinham pedido minha cabe\u00e7a&#8221;.<\/p>\n<p>Esses dois tristes personagens sempre negaram o que a Prefeita me afirmara.<\/p>\n<p>Posteriormente, os companheiros Alo\u00edzio Mercadante e Gilberto de Carvalho, segundo eles, entraram com uma representa\u00e7\u00e3o junto \u00e0 Executiva Nacional. Passado mais de um ano e sem qualquer resposta de quem quer que seja, n\u00e3o vejo outra alternativa, a n\u00e3o ser essa: enviar uma carta, devidamente registrada no Cart\u00f3rio de T\u00edtulos e Documentos, solicitando do Partido dos Trabalhadores, oficialmente, informa\u00e7\u00f5es sobre a dita representa\u00e7\u00e3o e, ao mesmo tempo, que a Executiva Nacional se manifeste a respeito. Temos que impedir que o nosso querido Partido perca seu patrim\u00f4nio mais importante: a credibilidade crescente junto \u00e0 popula\u00e7\u00e3o e a confian\u00e7a de que n\u00e3o seremos condescendentes com dilapidadores de recursos p\u00fablicos. O PT n\u00e3o pode ser colocado na vala comum dos partidos tradicionais e pol\u00edticos demagogos descritos pela m\u00e1xima &#8220;fa\u00e7a o que eu digo, mas n\u00e3o fa\u00e7a o que eu fa\u00e7o&#8221;.<\/p>\n<p>Entenda, companheiro Lula, essa minha carta como um esfor\u00e7o para se evitar que o sil\u00eancio, diante de tudo o que aconteceu, possa parecer como uma tentativa de acobertamento das atividades de uma empresa como a CPEM. Atividades que envolveram recursos p\u00fablicos da ordem de milh\u00f5es de d\u00f3lares, financiamento de campanhas eleitorais de partidos e candidatos de direita, contratos condenados pela Justi\u00e7a, e, no meio disso tudo, militantes do Partido dos Trabalhadores. Terminar em pizza seria um fato muito grave para o nosso Partido e para milh\u00f5es de brasileiros que depositam sua confian\u00e7a na sua hist\u00f3ria constru\u00edda ao longo de muito sofrimento e luta.<\/p>\n<p>Deixo aqui, pois, formalizados esses dois pedidos e me coloco \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o do Partido para apresentar todos os documentos que est\u00e3o em meu poder e prestar todos os depoimentos que se fizerem necess\u00e1rios para se apurar, at\u00e9 as \u00faltimas consequ\u00eancias, as responsabilidades sobre fatos que hoje desabonam e desacreditam nosso Partido em todo o meu querido Vale do Para\u00edba.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Informo, tamb\u00e9m, que estarei enviando c\u00f3pias dessa carta para as nossas principais lideran\u00e7as e inst\u00e2ncias partid\u00e1rias porque acredito que &#8220;a verdade \u00e9 revolucion\u00e1ria&#8221; e que a democracia e a transpar\u00eancia fazem parte do ide\u00e1rio petista.<\/p>\n<p>SAUDA\u00c7\u00d5ES PETISTAS<\/p>\n<p>PAULO DE TARSO VENCESLAU<\/p>\n<p>RG 3.563.157 SSP\/SP<\/p>\n<p>Militante e ex-presidente do DZ Pinheiros<\/p>\n<p>Ex-membro do Diret\u00f3rio Municipal de S\u00e3o Paulo<\/p>\n<p>Membro do Conselho de Reda\u00e7\u00e3o de Teoria e Debate<\/p>\n<p>*************<\/p>\n<p align=\"right\">S\u00e3o Paulo, 9 de abril de 1997<\/p>\n<p align=\"right\">\u00a0(Adendo \u00e0 carta enviada em 23 de mar\u00e7o de 1995)<\/p>\n<p>Em comemora\u00e7\u00e3o aos dois anos de anivers\u00e1rio de absoluto sil\u00eancio e coniv\u00eancia com as falcatruas de nossos dirigentes, estou remetendo, de novo, a carta que registrei em Cart\u00f3rio em mar\u00e7o de 1995.<\/p>\n<p>Seria redundante qualquer coment\u00e1rio.<\/p>\n<p>Um abra\u00e7o, Paulo de Tarso Venceslau<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>PS: A carta original, registrada em cart\u00f3rio, foi entregue pessoalmente, em m\u00e3os, a todos os membros do Diret\u00f3rio Nacional do PT, sem exce\u00e7\u00e3o. O mesmo aconteceu em 1997. Al\u00e9m disso, hist\u00f3ria est\u00e1 registrada em farta documenta\u00e7\u00e3o entregue ao Congresso Nacional e em c\u00f3pias que em breve ser\u00e3o entregues a centros de pesquisas hist\u00f3ricas.<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>O relat\u00f3rio final da Comiss\u00e3o Especial de Investiga\u00e7\u00e3o assinado por H\u00e9lio Bicudo, Paul Singer e Jos\u00e9 Eduardo Cardoso, traz conclus\u00f5es interessantes. Por exemplo:<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>\u201c<\/em>IV &#8211; A CPEM E O ROBERTO TEIXEIRA<\/strong><\/p>\n<p>Seja como for, parece prov\u00e1vel que ROBERTO TEIXEIRA possa ter se valido, de forma pouco \u00e9tica, da amizade com LUIZ IN\u00c1CIO LULA DA SILVA, para n\u00e3o s\u00f3 se omitir face ao dever de informar e acautelar em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 CPEM como tamb\u00e9m para desqualificar den\u00fancias contra a mesma.<\/p>\n<p>No caso presente, parece ser dif\u00edcil descartar a hip\u00f3tese de que ROBERTO TEIXEIRA tenha cometido &#8216;abuso de confian\u00e7a&#8217; com &#8216;aproveitamento das rela\u00e7\u00f5es de amizade&#8217; que mant\u00e9m com LUIZ IN\u00c1CIO LULA DA SILVA. Entre a defesa da empresa que gerou renda para seu irm\u00e3o e presumivelmente para si e o interesse p\u00fablico e partid\u00e1rio, ROBERTO TEIXEIRA optou pela primeira. No \u00e2mbito desta op\u00e7\u00e3o deve ser, portanto, avaliado em sua conduta.<\/p>\n<p>Assim sendo, a presente Comiss\u00e3o de Investiga\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode deixar de concluir que a presum\u00edvel conduta de ROBERTO TEIXEIRA, na conformidade do que acima se relatou, n\u00e3o se coadunaria com os r\u00edgidos padr\u00f5es \u00e9ticos que devem orientar as condutas dos militantes do PARTIDO DOS TRABALHADORES. Se em outras agremia\u00e7\u00f5es partid\u00e1rias comportamentos de tal natureza costumam ser aceitos como normais ou n\u00e3o qualificados como dignos de repreens\u00e3o, no PT comportamentos dessa natureza se colocam como descabidos e inaceit\u00e1veis.<\/p>\n<p>\u00c9, portanto, dentro desta dimens\u00e3o que esta Comiss\u00e3o sugerir\u00e1 ao final deste Relat\u00f3rio \u00e0 Executiva Nacional do PT a abertura de processo \u00e9tico-disciplinar contra o militante ROBERTO TEIXEIRA pela pr\u00e1tica de grave conduta a ser avaliada e julgada, ap\u00f3s regular direito ao contradit\u00f3rio e ampla defesa, pelo \u00f3rg\u00e3o partid\u00e1rio competente.<\/p>\n<p><strong>V &#8211; AS DEN\u00daNCIAS CONTRA PAULO OKAMOTO<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 importante observar que segundo apurado nesta investiga\u00e7\u00e3o, PAULO OKAMOTO ap\u00f3s 1992 n\u00e3o exerceu qualquer cargo, ou parece ter recebido qualquer delega\u00e7\u00e3o da Dire\u00e7\u00e3o do PT para atuar na obten\u00e7\u00e3o de recursos financeiros, em especial para manter contatos com Prefeitos na busca de listas de fornecedores para capta\u00e7\u00e3o de recursos para o Partido. Devendo a Executiva considerar a diferen\u00e7a entre o seu depoimento e o da Prefeita Angela Guadagnin.<\/p>\n<p><strong>VI &#8211; A OMISS\u00c3O POR PARTE DA DIRE\u00c7\u00c3O NACIONAL<\/strong><\/p>\n<p>Claro est\u00e1, nesta medida, a total aus\u00eancia de procedimentos e crit\u00e9rios partid\u00e1rios para lidar com problemas desta natureza. As den\u00fancias feitas acerca das condutas de militantes e dirigentes s\u00e3o avaliadas por crit\u00e9rios subjetivos, n\u00e3o formalizados, fora de padr\u00f5es b\u00e1sicos universalmente conhecidos para a apura\u00e7\u00e3o de quaisquer esp\u00e9cies de den\u00fancias, de forma a deixar ao desabrigo a pretens\u00e3o do denunciante, e at\u00e9 a pr\u00f3pria seguran\u00e7a partid\u00e1ria de ter eventuais viola\u00e7\u00f5es \u00e9ticas investigadas e punidas. Inclusive, sempre que for o caso, as infra\u00e7\u00f5es \u00e9ticas decorrentes at\u00e9 de acusa\u00e7\u00f5es difamantes n\u00e3o provadas.<\/p>\n<p>Assim sendo, \u00e9 imperativo que o PARTIDO DOS TRABALHADORES equacione esse problema, para que fatos como estes que est\u00e3o em investiga\u00e7\u00e3o n\u00e3o mais voltem a se repetir.<\/p>\n<p>Nesse sentido, na parte final deste relat\u00f3rio sugeriremos a cria\u00e7\u00e3o da OUVIDORIA DO PARTIDO DOS TRABALHADORES que a nosso ver, poder\u00e1 atender por inteiro as necessidades partid\u00e1rias em rela\u00e7\u00e3o a casos dessa natureza.<\/p>\n<p><strong><em>\u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Lula insiste que nunca soube de nada,\u00a0nem antes, nem durante e nem depois, e faz de conta que n\u00e3o \u00e9 ele que\u00a0envia\u00a0Paulo Okamotto para acobertar &#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2025,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[],"class_list":["post-2024","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-reportagem"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2024","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2024"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2024\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2027,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2024\/revisions\/2027"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2025"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2024"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2024"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2024"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}