{"id":19524,"date":"2021-12-24T10:11:41","date_gmt":"2021-12-24T13:11:41","guid":{"rendered":"http:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/?p=19524"},"modified":"2021-12-24T10:11:41","modified_gmt":"2021-12-24T13:11:41","slug":"crime-em-paraty-onde-chegamos-paulo-de-tarso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/crime-em-paraty-onde-chegamos-paulo-de-tarso\/","title":{"rendered":"Crime em Paraty, onde chegamos (Paulo de Tarso)"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><em><strong>T\u00e1 l\u00e1 um corpo estendido na ponte<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Levei um choque na manh\u00e3 dessa sexta-feira, 24. O dia anunciava um Natal tranquilo, apesar do caos reinante. Mas a manchete do jornal desmontou meu dia. Um cinegrafista foi morto em Paraty durante um assalto, na madrugada de quinta-feira.<\/p>\n<p>Vitor da Silva Lins atinha apenas 31 anos. Estava com a mulher no final da ponte que liga a pra\u00e7a da Matriz com o Pontal. Cora\u00e7\u00e3o daquela cidade hist\u00f3rica.<\/p>\n<p>Dois menores tentaram assaltar o casal. Vitor reagiu diante dos dois moleques. Um erro que lhe custou a vida. Um dos garotos que empunhava um rev\u00f3lver 38 disparou \u00e0 queima roupa.<\/p>\n<p>C\u00e2meras de seguran\u00e7a registraram o crime e permitiram a identifica\u00e7\u00e3o dos garotos bandidos, que foram presos, e a participa\u00e7\u00e3o de um terceiro homem n\u00e3o identificado.<\/p>\n<p>Em Paraty, tudo se sabe. Pelo menos no mundo do crime. Momentos depois a pol\u00edcia j\u00e1 sabia que o terceiro elemento fora executado pelo tr\u00e1fico de drogas. Talvez o mesmo destino dos dois moleques que se encontram detidos. \u00c9 a lei da selva imposta pelas fac\u00e7\u00f5es que controlam o com\u00e9rcio de drogas que vive e locupleta com o fluxo de turistas, nacionais e estrangeiros, atra\u00eddo por aquele patrim\u00f4nio hist\u00f3rico.<\/p>\n<p>Aprendi a conviver com aquele pac\u00edfico e generoso povo. Fui a Paraty pela primeira vez no come\u00e7o de 1964 com o saudoso Robertinho Dias e Afonso Gon\u00e7alves, casado com Helo\u00edsa Querido. Era a primeira viagem do Nen\u00ea, apelido do Robertinho, com o primeiro carro que acabara de ganhar quando fez 18 anos.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-19525 aligncenter\" src=\"http:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Paraty-marco-1964-PT-Afonso-Vanja-Orico-e-Robertinho-Dias-300x287.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"287\" srcset=\"https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Paraty-marco-1964-PT-Afonso-Vanja-Orico-e-Robertinho-Dias-300x287.jpg 300w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Paraty-marco-1964-PT-Afonso-Vanja-Orico-e-Robertinho-Dias-450x430.jpg 450w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Paraty-marco-1964-PT-Afonso-Vanja-Orico-e-Robertinho-Dias-768x735.jpg 768w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Paraty-marco-1964-PT-Afonso-Vanja-Orico-e-Robertinho-Dias.jpg 1010w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em><strong>Paulo, Afonso, Vanja Orico e Robertinho em Paraty, mar\u00e7o de 1964<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Acampamos na praia do Jabaquara. N\u00e3o havia uma \u00fanica casa, al\u00e9m de uma bela mans\u00e3o incrustrada \u00e0 beira do rio que hospedava a linda Vanja Orico, cantora, atriz e cineasta brasileira, desde o filme &#8220;O Cangaceiro&#8221;, de Lima Barreto.<\/p>\n<p>Foi um amor \u00e0 primeira vista com a cidade hist\u00f3ria que passei frequentar inicialmente na casa do franc\u00eas Jacques Breyton, her\u00f3i da Resist\u00eancia Francesa em Lyon, sua cidade natal durante da II Guerra. Nos anos 1990, adquiri, com minha companheira Eliana, um s\u00edtio na V\u00e1rzea do Corumb\u00ea, onde me escondo a cada 15 dias.<\/p>\n<p>Assisti, ao longo dessas d\u00e9cadas, a descoberta da regi\u00e3o pelo turismo predador desde que a BR 101 foi inaugurada em 1975. O surgimento de bairros prolet\u00e1rios expulsaram antigos moradores cai\u00e7aras para abrigar a m\u00e3o de obra barata usada no tr\u00e1fico de drogas consumidas pelos novos turistas.<\/p>\n<p>Testemunhei a surgimento das novas leis impostas pelo tr\u00e1fico. A primeira, curta e grossa, diz: \u00e9 terminantemente proibido molestar o turista que abastece nosso neg\u00f3cio e quem o fizer pagar\u00e1 com a vida.<\/p>\n<p>O terceiro assaltante j\u00e1 pagou com a vida. Os dois garotos poder\u00e3o ser executados dentro ou fora da pris\u00e3o onde se encontram.<\/p>\n<p>2021 nunca mais!<\/p>\n<p>Feliz 2022!!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>T\u00e1 l\u00e1 um corpo estendido na ponte Levei um choque na manh\u00e3 dessa sexta-feira, 24. 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