{"id":18571,"date":"2020-11-29T12:42:35","date_gmt":"2020-11-29T15:42:35","guid":{"rendered":"http:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/?p=18571"},"modified":"2020-11-29T12:42:35","modified_gmt":"2020-11-29T15:42:35","slug":"a-pedra-de-sisifo-ou-mais-uma-mensagem-ao-a-futuro-a-mandatario-a-jc-sebe-bom-meihy","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/a-pedra-de-sisifo-ou-mais-uma-mensagem-ao-a-futuro-a-mandatario-a-jc-sebe-bom-meihy\/","title":{"rendered":"A PEDRA DE S\u00cdSIFO  ou  MAIS UMA MENSAGEM AO\/A FUTURO\/A MANDAT\u00c1RIO\/A (JC Sebe Bom Meihy)"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><strong><em>Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver do Universo\/<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><em>Por isso a minha aldeia \u00e9 t\u00e3o grande como outra terra qualquer\/<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><em>Porque eu sou do tamanho do que vejo\/<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><em>E n\u00e3o do tamanho da minha altura&#8230;<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><em>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Fernando Pessoa.<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Confesso sem pretens\u00e3o alguma: a cada quatro anos, sinto-me qual S\u00edsifo, personagem mitol\u00f3gico que tentara roubar o fogo de Zeus. O atrevimento, segundo a lenda, impunha que o protagonista, por castigo, deveria rolar, eternidade afora, a mesma pedra maldita que, a cada oportunidade de chegada ao topo, viria abaixo para tudo recome\u00e7ar. Esta \u00e9 a quinta que vez repito o mesmo esfor\u00e7o: desenhar algumas sugest\u00f5es para a pr\u00f3xima gest\u00e3o cultural de \u201cnossa\u201d Prefeitura Municipal. Antes, devo dizer que n\u00e3o sou eleitor local, que pouco sei do candidato\/a, e que estou ciente da fragilidade de minhas palavras. Escrevo, pois, mais por inspira\u00e7\u00e3o ut\u00f3pica do que propriamente para oferecer um projeto definido, ou algo pr\u00f3ximo de factibilidades. \u00c9 a vontade de colaborar que me guia, algo id\u00edlico como se despertasse de um poema mal dormido em gest\u00f5es anteriores. Isso sabendo que algu\u00e9m, como Mouzar Benedito, alertou que andamos num mundo \u201capo\u00e9tico, duro, ruim\u201d. E, ent\u00e3o, da crueza de nossa realidade, quebrando a conveni\u00eancia contemplativa da aliena\u00e7\u00e3o, esbocei uma quimera, sabedor de que sem isso, tudo fica ainda mais sem gra\u00e7a, mais rendido. Ali\u00e1s, este \u201cchoque de realidade\u201d \u00e9 um bom come\u00e7o para quantos disp\u00f5em comigo sonhar o significado da cultura, educa\u00e7\u00e3o e turismo entre n\u00f3s.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/M-Lobato.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-18572\" src=\"http:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/M-Lobato-256x450.jpg\" alt=\"\" width=\"256\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/M-Lobato-256x450.jpg 256w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/M-Lobato-171x300.jpg 171w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/M-Lobato-768x1348.jpg 768w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/M-Lobato.jpg 800w\" sizes=\"auto, (max-width: 256px) 100vw, 256px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em><strong>Monteiro Lobato sempre ser\u00e1 uma refer\u00eancia liter\u00e1ria de Taubat\u00e9<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Cultura em Taubat\u00e9 \u00e9 campo movedi\u00e7o, dif\u00edcil, cheio de donos aventureiros, e nessa quadra achar algum canto seguro capaz de angular viabilidades \u00e9 o mesmo que vestir fantasmas. Faltam verbas, vontade pol\u00edtica, empenho ativo da sociedade civil que pouco reclama, pouco prop\u00f5e, pouco usa. Sobretudo, acima de todos os limites, carecemos de propostas inteligentes, e nela de instru\u00e7\u00f5es e profissionalismo gerencial. Assim, de sa\u00edda, firamos o alvo: temos um patrim\u00f4nio bom, pr\u00f3ximo do excelente, em contraste pleno com uma desej\u00e1vel pol\u00edtica integrada, de explora\u00e7\u00e3o cultural e turismo. Sobram bobagens e soberba que, ali\u00e1s, essas ocupam lugar de vis\u00f5es modernas, menos passivas e dom\u00e9sticas. Cultura, em termos administrativos, \u00e9 (ou pode ser) uma alternativa sustent\u00e1vel, motivo de pr\u00e1tica tur\u00edstica sustent\u00e1vel, exerc\u00edcio da cidadania, al\u00e9m de polo ativador de opini\u00e3o p\u00fablica. Suponhamos ent\u00e3o uma clave imagin\u00e1ria redentora da mis\u00e9ria que ostentamos com miquelina satisfa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>E come\u00e7aria pela proposta de um calend\u00e1rio de celebra\u00e7\u00f5es articuladas. Para tanto, seria virtuoso estabelecer crit\u00e9rios t\u00e9cnicos e, assim, combinar tr\u00eas elementos que se retroalimentam: tradi\u00e7\u00e3o, rever\u00eancia cidad\u00e3 e espa\u00e7os f\u00edsicos. Sim, pensar datas e atribuir-lhes significados din\u00e2micos, reelaborar pr\u00e1ticas consagradas e estabelecer espa\u00e7os de mem\u00f3ria \u00e9 estrat\u00e9gia esperta. Por l\u00f3gico, pensa-se sempre na condi\u00e7\u00e3o cr\u00edtica, atualizada e em di\u00e1logo com modelos atualizados e amplos, pois afinal, n\u00e3o somos uma ilha e a cultura local deve buscar participa\u00e7\u00f5es gerais. Nesse sentido, nossos espa\u00e7os de cultura se constituem plataformas para olhares mais conectados. Ent\u00e3o, quais seriam, al\u00e9m das oficiais, as efem\u00e9rides cab\u00edveis? Apostemos em algumas possibilidades que podem ser calibradas:<\/p>\n<p>1- Semana Monteiro Lobato;<\/p>\n<p>2- Dia da m\u00fasica caipira;<\/p>\n<p>3- Dia do Padroeiro, S\u00e3o Francisco das Chagas e,<\/p>\n<p>4- Anivers\u00e1rio da cidade, 5 de dezembro.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/R-Teixeira.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-18573\" src=\"http:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/R-Teixeira-450x270.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"270\" srcset=\"https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/R-Teixeira-450x270.jpg 450w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/R-Teixeira-300x180.jpg 300w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/R-Teixeira-768x461.jpg 768w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/R-Teixeira.jpg 1086w\" sizes=\"auto, (max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em><strong>Nosso m\u00fasico trovador Renato Teixeira, de Taubat\u00e9 para o mundo<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Como crit\u00e9rio de continuidade no di\u00e1logo de forma\u00e7\u00e3o cidad\u00e3 atuante, tal sequ\u00eancia comemorativa atravessa o esp\u00edrito da proposta pensada a partir da cultura em nossa cidade. Isso tomando a raz\u00e3o cultural e suas express\u00f5es como: l\u00f3cus de cria\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o de conhecimentos; formula\u00e7\u00e3o de ambiente de di\u00e1logo com outros equipamentos culturais correlatos, disponibilidade de acesso p\u00fablico e integra\u00e7\u00e3o em programas mais amplos com ramifica\u00e7\u00e3o nacional. Exploremos as alternativas indicadas:<\/p>\n<p><em><strong>CALEND\u00c1RIO:<\/strong><\/em><\/p>\n<p>1-\u00a0 Semana Monteiro Lobato: tendo a literatura (para crian\u00e7as e adultos) como ponto de partida, institui\u00e7\u00f5es da sociedade civil e centros de estudos (escola diversas, universidades, clubes de servi\u00e7o e setor empresarial) seriam convidados a integrar programas elaborados por comiss\u00f5es executoras estabelecidas e patrocinadas pela Prefeitura Municipal, a fim de favorecer: c\u00edrculos de leitura e produ\u00e7\u00e3o de textos; exibi\u00e7\u00f5es de artes variadas e, sobretudo, certames de an\u00e1lise cr\u00edtica da obra de Lobato. Neste quesito, deve merecer destaque o estabelecimento premia\u00e7\u00f5es categorizadas para: estudantes de v\u00e1rios n\u00edveis, para a sociedade em geral e com \u00eanfase a dota\u00e7\u00e3o de um Pr\u00eamio Nacional sobre a cr\u00edtica da obra lobateana.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, distribu\u00eddas ao longo de uma semana, seriam buscadas aberturas para debates atualizados e problematizadores da obra do escritor. A Prefeitura Municipal, por meio de seus equipamentos existentes (museus, salas de apresenta\u00e7\u00f5es e escolas), assumiria o compromisso de elaborar comiss\u00f5es espec\u00edficas destinadas a dar dimens\u00e3o a uma Semana vibrante, capaz de tirar essa celebra\u00e7\u00e3o do lament\u00e1vel vazio atual. O enfretamento de dilemas nacionais como: racismo, meio ambiente, condi\u00e7\u00e3o de g\u00eanero, vida do campo, seriam alguns temas motivadores de fundamenta\u00e7\u00e3o cr\u00edtica a partir da obra de Lobato.<\/p>\n<p>2- Dia da M\u00fasica Caipira: a data oficial consagrada em n\u00edvel nacional, 13 de julho, deve ser estrategicamente capitalizada por Taubat\u00e9, que ostenta n\u00edtida voca\u00e7\u00e3o para se tornar refer\u00eancia regional e at\u00e9 nacional. Com a cria\u00e7\u00e3o de uma comiss\u00e3o espec\u00edfica, seriam valorizadas express\u00f5es locais e regionais, posto termos excelente estoque de manifesta\u00e7\u00f5es do cancioneiro sertanejo. Sob uma programa\u00e7\u00e3o propositiva, buscar\u00edamos valorizar os compositores, int\u00e9rpretes e musicistas locais, tendo como objetivo a centraliza\u00e7\u00e3o dessa atividade ampla, em Taubat\u00e9. Em n\u00edvel mais ambicioso, esse esfor\u00e7o objetivaria transformar nossa cidade em uma esp\u00e9cie de Polo Musical Caipira. Seria ainda desej\u00e1vel que esse eventual Polo Musical se mantivesse vinculado a um \u00f3rg\u00e3o municipal definido (cultura, educa\u00e7\u00e3o ou turismo). Como destaque desta alternativa seria criado um Pr\u00eamio Renato Teixeira, destinado a duas categorias: composi\u00e7\u00e3o e interpreta\u00e7\u00e3o de m\u00fasicas sertanejas. Al\u00e9m disso, na data prevista, seria apresentado um festival p\u00fablico aberto \u00e0 participa\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o em uma s\u00e9rie de shows.<\/p>\n<p>3- Dia do Padroeiro, 4 de outubro, dia de S\u00e3o Francisco, data assinalada como feriado local, deveria trocar essa condi\u00e7\u00e3o por uma festividade ativadora, de movimento do com\u00e9rcio e das atividades locais. Uma Feira de produtos locais, distribu\u00edda por bairros daria vida \u00e0 divulga\u00e7\u00e3o de artigos do variado artesanato e da culin\u00e1ria local. Com a defini\u00e7\u00e3o de espa\u00e7os qualificados, seriam motivadas atividades capazes de destacar produtos e artesanato como: das figuras de barro, o croch\u00ea, pintores e escultores da cidade \u2013 ou de quantos, no espa\u00e7o taubateano, exercem sua arte. A descentraliza\u00e7\u00e3o das atividades por bairros marcaria o objetivo caracterizador desta celebra\u00e7\u00e3o que deve revelar valores e express\u00f5es locais, dos espa\u00e7os de suas atividades;<\/p>\n<p>4- Dia da cidade: o 5 de dezembro, tamb\u00e9m, em vez de ser considerado feriado local, em favor da ativa\u00e7\u00e3o da economia urbana (que deve permanecer ativa e motivada para os festejos de fim de ano), sugere-se destaque especial para mostra do que de melhor a cidade possui tanto no setor da cultura como da produ\u00e7\u00e3o agroindustrial. Para tanto, imagina-se uma grande e expressiva Feira agroindustrial e de cultura, manifesta\u00e7\u00e3o capaz de dignificar a produ\u00e7\u00e3o e o turismo local, al\u00e9m de atrair visitantes e investidores. A colabora\u00e7\u00e3o da extensa rede de ind\u00fastrias e empresas estabelecidas na cidade poderia sustentar atividades que implicariam: realiza\u00e7\u00e3o de torneios esportivos e demais manifesta\u00e7\u00f5es, discuss\u00e3o de neg\u00f3cios, isso em atividades contidas em um de nossos grandes parques ou espa\u00e7os p\u00fablicos (l\u00f3cus da Feira). Uma comiss\u00e3o composta por nomes representativos da ind\u00fastria, do campo e da cultura local, al\u00e9m de representantes de clubes de servi\u00e7os, deve ser estabelecida como mecanismo de atra\u00e7\u00e3o de capitais para a articula\u00e7\u00e3o e execu\u00e7\u00e3o desta atividade que deve, al\u00e9m de agregar o p\u00fablico local, promover nossa visibilidade em escala nacional.<\/p>\n<p><em><strong>REVER\u00caNCIA CIDAD\u00c3<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Taubat\u00e9 poderia valorizar de maneira minimamente criativa e din\u00e2mica, justa e digna, figuras que exerceram atividades relevantes e projetaram a cidade. Temos muitos talentos reconhecidos fora de nosso espa\u00e7o, gente que, contudo, mereceria mais aten\u00e7\u00e3o, e, assim, na chave da Prata da Casa. Artistas pouco considerados, ou que carecem de maior lustro, como: Alda Garrido, Clodomiro Amazonas, Georgina de Albuquerque, Hebe Camargo, Tony e Cely Campello, Cid Moreira bem como tipos populares como as artes\u00e3s Carolina, C\u00e2ndia, artistas pl\u00e1sticos como Anderson Fabiano, Dem\u00e9trio, mestre Justino, Regis Machado, entre outros, poderiam ser homenageados no Dia da cidade. Por certo, o apadrinhamento do taubateano mais conhecido, Renato Teixeira, seria de extrema conveni\u00eancia como mote para outras homenagens. Semin\u00e1rios, simp\u00f3sios, certames, exposi\u00e7\u00f5es e grupos de estudos poderiam animar rever\u00eancias que merecem ser ampliadas e distribu\u00eddas em abordagens que os justificam.<\/p>\n<p>Na mesma linha, sup\u00f5em-se que a apresenta\u00e7\u00f5es de resultados de escolas ou empreendimentos de ensino (ensino profissional, de n\u00edvel m\u00e9dio e universidades) poderiam compor um plantel de apresenta\u00e7\u00f5es dos pr\u00f3prios resultados. Inscreve-se nessa linha a possibilidade de se pensar em Taubat\u00e9 com proje\u00e7\u00e3o de cidade universit\u00e1ria. A data suposta para tanto seria o 5 de dezembro.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/Fernando-Pessoa-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-18574\" src=\"http:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/Fernando-Pessoa-1.jpg\" alt=\"\" width=\"299\" height=\"168\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em><strong>Fernando Pessoa: a vis\u00e3o do mundo a partir de uma aldeia<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em><strong>ESPACOS F\u00cdSICOS<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Chega a ser simpl\u00f3rio o tratamento dado aos nossos lugares oficializados como l\u00f3cus de mem\u00f3ria. O estado dos nossos museus, bem como as verbas destinadas \u00e0 sua manuten\u00e7\u00e3o e melhoria, em particular no \u00e2mbito de responsabilidade do Munic\u00edpio, \u00e9 vergonhoso. Ainda que em situa\u00e7\u00e3o melhor, os museus particulares se apresentem com alguma dignidade representativa (Museu de Arte Sacra e Museu de Hist\u00f3ria Natural), os demais atestam o descuidado, o simplismo amador\u00edstico de suas atividades e gest\u00e3o, e isso comprova a falta de vis\u00e3o das autoridades. Legados aos cuidados de pessoas de boa vontade, mas despreparadas para exerc\u00edcio t\u00e9cnico, o que se tem \u00e9 atestado do conformismo intelectual que resulta no conjunto de museus pesando de maneira insatisfat\u00f3ria no or\u00e7amento municipal. Isso sem contar a falta de entusiasmo que leva a popula\u00e7\u00e3o a n\u00e3o ter qualquer entusiasmo por tais logradouros. Em complemento, a decep\u00e7\u00e3o de quem vem de fora, atra\u00eddo para esses centros n\u00e3o esconde decep\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><em><strong>POR FIM&#8230;<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Abri esta reflex\u00e3o evocando Pessoa no verso que indica a vis\u00e3o do mundo a partir de uma aldeia. \u00c9 com esta ideia que fecho este texto que, na melhor aspira\u00e7\u00e3o, pode servir de pretexto para qualquer debate capaz de nos fazer contemplar melhor o que \u00e9 cultura a partir do olhar taubateano. O envolvimento da popula\u00e7\u00e3o nestas quest\u00f5es \u00e9 desej\u00e1vel e cabe \u00e0 Prefeitura eleita ativar tais trocas. A forma\u00e7\u00e3o de um grupo de estudos constitu\u00eddo por t\u00e9cnicos, estudiosos e especialistas em espa\u00e7o urbano e uso da cidade deve ser plataforma alcan\u00e7\u00e1vel que, no espa\u00e7o de um ano favore\u00e7a a elabora\u00e7\u00e3o de um Plano Diretor Cultural alinhado\u00a0 com um projeto de governo municipal que comece revitalizado pela cr\u00edtica, virando a p\u00e1gina de uma realidade diferente da que temos. Enfim, na fluidez do sonho, o meu est\u00e1 sonhado&#8230; E n\u00e3o deixo de supor que S\u00edsifo pode ter a clem\u00eancia do castigo atrevido.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver do Universo\/ Por isso a minha aldeia \u00e9 t\u00e3o grande como outra terra qualquer\/ Porque &#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":18575,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-18571","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-nacional"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18571","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18571"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18571\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":18576,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18571\/revisions\/18576"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18575"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18571"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18571"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18571"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}