{"id":18109,"date":"2020-07-05T10:24:38","date_gmt":"2020-07-05T13:24:38","guid":{"rendered":"http:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/?p=18109"},"modified":"2020-07-05T10:26:50","modified_gmt":"2020-07-05T13:26:50","slug":"um-galo-em-copacabana-garcia-marques-joao-cabral-e-renato-teixeira-mestre-jc-sebe-bom-meihy","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/um-galo-em-copacabana-garcia-marques-joao-cabral-e-renato-teixeira-mestre-jc-sebe-bom-meihy\/","title":{"rendered":"Um galo em Copacabana: Garcia Marques, Jo\u00e3o Cabral e Renato Teixeira (Mestre JC Sebe Bom Meihy)"},"content":{"rendered":"<p>Logo no come\u00e7o do confinamento imposto pela covid19, sem esperar, recebi via WhatsApp uma mensagem do Roberto dizendo que o irm\u00e3o, o Renatinho Teixeira, havia lhe passado uma nota p\u00e2ndega, revelando supostos barulhos na madrugada. Fiquei atento, entre curioso e amedrontado. Despertado na noite seguinte, ced\u00edssimo, sa\u00ed para ouvir a agonia da escurid\u00e3o. Escutei. Foi o que bastou para retrucar a mensagem. Iluminei a telinha com a not\u00edcia \u201ctem um galo em Copacabana, Renato\u201d. Sim, acreditem, um galo entoando forte seu chamamento da luz. Gravei. Gravei, precisei gravar, pois era tamanha a inconformidade que n\u00e3o seria cr\u00edvel sem prova. O corococ\u00f3 me aturdiu de maneira tal que foi capaz de despertar a mais adormecida nostalgia, contraste perfeito de minha empedernida civilidade. E ardeu em mim os anos cariocados.<\/p>\n<p>Continuamos por alguns dias trocando not\u00edcias que nos levaram ao territ\u00f3rio t\u00e3o nosso, o surrealismo. Foi um pulo chegar a Cartagena das \u00cdndias e na viagem flanada remeter a Garcia Marques. Depois, quieto, lembrei-me de um livro do laureado com o Nobel em 1984 \u201c<strong><em>Ningu\u00e9m escreve ao coronel<\/em><\/strong>\u201d e me dei releitura. O enredo implicava um velho militar que,em sua casinha esperava a carta de aposentadoria. Os dias se passavam e nada&#8230; O romance versa sobre a espera e o vazio causado pela aus\u00eancia do filho morto misteriosamente. Tudo sem not\u00edcias. A amargura do coronel era repartida pela const\u00e2ncia de um galo, presente dado pelo filho ausente. E o protagonismo do galo era met\u00e1fora da vig\u00edlia fiel e da repeti\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Gabriel-G-Marquez.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-18121\" src=\"http:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Gabriel-G-Marquez-450x200.jpg\" alt=\"Gabriel G Marquez\" width=\"450\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Gabriel-G-Marquez-450x200.jpg 450w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Gabriel-G-Marquez-300x133.jpg 300w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Gabriel-G-Marquez-768x341.jpg 768w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Gabriel-G-Marquez.jpg 810w\" sizes=\"auto, (max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em><strong>O colombiano Gabriel Garcia Marquez, o Gabo<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Andava perdido nesses del\u00edrios quando em outra madrugada Renato constatou \u201cZ\u00e9, preste aten\u00e7\u00e3o, um galo n\u00e3o canta sozinho. Deve ter outro galo por perto\u201d. Estava dada a senha not\u00edvaga: ouvir galos. Passei a ser escutador de ladainhas cacarejadas em catedrais imaginadas. E n\u00e3o \u00e9 que era verdade?! Identifiquei tr\u00eas. Tr\u00eas galos cariocas, e, em confid\u00eancias intimas comigo mesmo, recordei versos de Jo\u00e3o Cabral de Melo Neto. Foi no meio de um desses escuros madrugados que declinei, na lisura da reminisc\u00eancia melhor, os dizeres \u201cum galo sozinho n\u00e3o tece a manh\u00e3\/ ele precisar\u00e1 sempre de outros galos\/ De um que apanhe esse grito dele\/ e o lance a outro\u201d.<\/p>\n<p>Os dias e as madrugadas se sucederam, todas conferidas em cocoroc\u00f3s. N\u00e3o naturalizei as identifica\u00e7\u00f5es, de jeito algum. Pelo contr\u00e1rio, repeti ouvidos sempre novos e me entreguei \u00e0 buscas renovadas: teria mais algum galo? Devo dizer que o correr de meus muitos anos me ensinou a duvidar de acasos. Tudo acontece segundo algum impulso, divino ou diab\u00f3lico, mas tudo, como a li\u00e7\u00e3o dos galos, se fiando enredos que me levaram a uma can\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio Renato. O t\u00edtulo da cantiga \u00e9 \u201cRaiz\u201d. Juntei os fatos, emendei ideias, e me permiti uma par\u00f3dia em di\u00e1logo com o amigo encantador: eis o resultado.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/O-calo-da-campina.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-18122\" src=\"http:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/O-calo-da-campina-450x253.jpg\" alt=\"O calo da campina\" width=\"450\" height=\"253\" srcset=\"https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/O-calo-da-campina-450x253.jpg 450w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/O-calo-da-campina-300x169.jpg 300w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/O-calo-da-campina-768x432.jpg 768w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/O-calo-da-campina-750x420.jpg 750w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/O-calo-da-campina-1140x641.jpg 1140w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/O-calo-da-campina.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Galo cantou\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Galo cantou<br \/>\nMadrugada na Campina \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Na madrugada carioca<br \/>\nManh\u00e3 menina\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Manh\u00e3 rapina<br \/>\nT\u00e1 na flor do meu jardim \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Sem flor no meu jardim<br \/>\nHoje \u00e9 domingo\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Hoje choramingo<br \/>\nMe desculpe eu t\u00f4 sem pressa \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A vida que corre depressa<br \/>\nNem preciso de conversa \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Preciso de conversa<br \/>\nN\u00e3o h\u00e1 nada pr\u00e1 cumprir \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Pois muito h\u00e1 a redimir<br \/>\nPassar o dia\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Pagar os dias<br \/>\nOuvindo o som de uma viola \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Sem som de uma viola<br \/>\nEu quero que o mundo agora\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 Queria que o mundo agora<br \/>\nSe mostre pros bem-te-vi \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Me mostrasse um bem-te-vi<br \/>\nMando daqui das bandas \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Bem aqui nestas bandas<\/p>\n<p>Do rural lembran\u00e7as \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Do rural lembran\u00e7as<br \/>\nVibra\u00e7\u00f5es da nova hora \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Saudade da nova hora<br \/>\nPra voc\u00ea que n\u00e3o t\u00e1 aqui \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 De voc\u00ea que n\u00e3o t\u00e1 aqui<\/p>\n<p>Amanhecer\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Amanhecer<br \/>\n\u00c9 uma li\u00e7\u00e3o do universo \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Aqui \u00e9 castigo perverso<br \/>\nQue nos ensina\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 Que pouco ensina<br \/>\nQue \u00e9 preciso renascer \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 E eu preciso renascer<br \/>\nO novo amanhece\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Mas novo n\u00e3o acontece<br \/>\nO novo amanhece\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Pois o novo s\u00f3 anoitece<\/p>\n<p>J\u00e1 tem rolinha\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 Nem tem galinha<br \/>\nL\u00e1 no terreiro varrido \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Nem terreiro varrido<br \/>\nE o orvalho brilha\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0O orvalho n\u00e3o brilha<br \/>\nComo p\u00e9talas ao sol\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 Tudo apagado no farol<br \/>\nTem uma sombra\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 Nem uma sombra<br \/>\nQue caminha pras montanhas\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 Sem contorno as montanhas<br \/>\nSe espelhando feito alma \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Se encolhendo em minha alma<br \/>\nPor dentro do matagal \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Tudo triste meio letal<br \/>\nE quanto mais\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0E quanto mais<br \/>\nA luz vai invadindo a terra\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0A luz vai surgindo na serra<br \/>\nO que a noite n\u00e3o revela\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0O vazio mais se revela<br \/>\nO dia mostra pra mim \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O dia senten\u00e7a do fim<br \/>\nA r\u00e1dio agora\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 Na alma agora<br \/>\nT\u00e1 tocando Rancho Fundo\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 T\u00e1 tocando Rancho Fundo<br \/>\nSomos s\u00f3 eu e mundo\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Somos s\u00f3 eu e o mundo<br \/>\nE tudo come\u00e7a aqui\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0E tudo termina aqui.<\/p>\n<p>Amanhecer\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 Amanhecer carioca<br \/>\n\u00c9 uma li\u00e7\u00e3o do universo \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00c9 um castigo perverso<br \/>\nQue nos ensina\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Que me ensina<br \/>\nQue \u00e9 preciso renascer \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Que se deve renascer<br \/>\nO novo amanhece\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 Mas o novo n\u00e3o amanhece.<\/p>\n<p>O novo amanhece\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 O novo s\u00f3 me envelhece.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Dando vida \u00e0 cl\u00e1ssica oposi\u00e7\u00e3o entre \u201ccidade e campo\u201d, me vi naturalmente convidado a supor o caso do galo carioca. Ainda bem que na solid\u00e3o carioca um galo me lembrou a eternidade do que fui&#8230; Cocorococ\u00f3&#8230;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Logo no come\u00e7o do confinamento imposto pela covid19, sem esperar, recebi via WhatsApp uma mensagem do Roberto dizendo que o irm\u00e3o, o Renatinho Teixeira, havia &#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":18123,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-18109","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-nacional"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18109","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18109"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18109\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":18126,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18109\/revisions\/18126"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18123"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18109"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18109"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18109"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}