{"id":17827,"date":"2020-04-17T18:48:02","date_gmt":"2020-04-17T21:48:02","guid":{"rendered":"http:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/?p=17827"},"modified":"2020-04-17T18:48:02","modified_gmt":"2020-04-17T21:48:02","slug":"socorro-o-piloto-sumiu-nelson-motta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/socorro-o-piloto-sumiu-nelson-motta\/","title":{"rendered":"Socorro, o piloto sumiu (Nelson Motta)"},"content":{"rendered":"<p>O rei Jorge III (1738-1820) foi um dos monarcas mais queridos da Inglaterra, fez muitas conquistas, embora tivesse perdido a sua maior col\u00f4nia na Am\u00e9rica, os Estados Unidos, mas teve um problema na velhice: enlouqueceu.<\/p>\n<p>Maluco beleza, sa\u00eda pelos corredores do Castelo de Windsor enrolado em len\u00e7\u00f3is, uma vez falou 58 horas sem parar, num passeio pelo campo saiu cantando completamente nu, dizia coisas desconexas. Embora na \u00e9poca os m\u00e9dicos pouco soubessem sobre doen\u00e7as mentais, era claro que o rei estava incapacitado para governar, e seu filho foi nomeado regente. Como no filme \u201cA loucura do rei\u201d.<\/p>\n<p>Se j\u00e1 \u00e9 dif\u00edcil dizer que o rei est\u00e1 nu, muito mais \u00e9 convenc\u00ea-lo de que est\u00e1 louco. Como o presidente Delfim Moreira (1918-1919).<\/p>\n<p>Como convencer um insano de que ele est\u00e1 doente? E se for o rei da Inglaterra?<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Delfim-Moreira.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-17828\" src=\"http:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Delfim-Moreira-302x450.jpg\" alt=\"Delfim Moreira\" width=\"302\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Delfim-Moreira-302x450.jpg 302w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Delfim-Moreira-201x300.jpg 201w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Delfim-Moreira-768x1146.jpg 768w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Delfim-Moreira.jpg 1055w\" sizes=\"auto, (max-width: 302px) 100vw, 302px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em><strong>Delfim Moreira tinha arterioesclerose precoce<\/strong><\/em><\/p>\n<p>E se for o presidente do Brasil? Com todo o respeito e compaix\u00e3o pela dor e o sofrimento dos doentes mentais, cada dia mais Bolsonaro diz e faz coisas que n\u00e3o podem ser s\u00f3 burrice, ignor\u00e2ncia, maldade, narcisismo ou paranoia. Qualquer profissional de doen\u00e7as mentais v\u00ea tra\u00e7os preocupantes no seu comportamento. Afinal, o cara n\u00e3o \u00e9 normal, tem corpo fechado, desafia o v\u00edrus, o Congresso e o Supremo, se acha um mito invenc\u00edvel.<\/p>\n<p>Dem\u00eancia n\u00e3o \u00e9 vergonha, n\u00e3o \u00e9 castigo divino nem culpa do doente. Mas, se para obter uma carteira de caminhoneiro o cara tem que fazer exames de sanidade mental, se grandes empresas o exigem antes de contratar, por que n\u00e3o o presidente da Rep\u00fablica?<\/p>\n<p>Quem poderia obrigar o presidente a um exame de sanidade mental por uma junta m\u00e9dica? O Congresso? Os generais? V\u00e1rias a\u00e7\u00f5es j\u00e1 correm na Justi\u00e7a. O que diz a Constitui\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>Na g\u00edria das favelas, os malucos s\u00e3o chamados de \u201c22\u201d, artigo do antigo C\u00f3digo Penal sobre insanidade mental, como \u201cPaulinho 22\u201d, \u201cTelma 22\u201d e, por que n\u00e3o, \u201cJair 22\u201d? O bom da insanidade \u00e9 que ela apaga tudo de ruim que foi feito, at\u00e9 crimes, porque o cara \u00e9 inimput\u00e1vel. \u00c9 melhor que impeachment.<\/p>\n<p>S\u00f3 n\u00e3o podem nomear Carluxo como regente.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O rei Jorge III (1738-1820) foi um dos monarcas mais queridos da Inglaterra, fez muitas conquistas, embora tivesse perdido a sua maior col\u00f4nia na Am\u00e9rica, &#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":17829,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-17827","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-nacional"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17827","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17827"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17827\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":17830,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17827\/revisions\/17830"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/17829"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17827"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17827"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17827"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}