{"id":17272,"date":"2019-10-22T10:43:57","date_gmt":"2019-10-22T13:43:57","guid":{"rendered":"http:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/?p=17272"},"modified":"2019-10-22T10:43:57","modified_gmt":"2019-10-22T13:43:57","slug":"a-cruz-dos-imigrantes-segundo-nicario-jimenez-mestre-jc-sebe-bom-meihy","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/a-cruz-dos-imigrantes-segundo-nicario-jimenez-mestre-jc-sebe-bom-meihy\/","title":{"rendered":"A cruz dos imigrantes segundo Nicario Jim\u00e9nez (Mestre JC Sebe Bom Meihy)"},"content":{"rendered":"<p>Sem d\u00favida, um dos grandes dramas contempor\u00e2neos tem se expressado pelos processos de imigra\u00e7\u00e3o em massa, alguns simult\u00e2neos, outros em grupos mi\u00fados ou n\u00e3o, todos consequentes. Mais do que mudan\u00e7as volunt\u00e1rias e espor\u00e1dicas, assistimos agora a uma tensa prociss\u00e3o de pessoas que buscam dias menos ruins e minimamente prometedores. Com eufemismo mais agudo, diria que migram fugindo da fome, da mis\u00e9ria e do absoluto desequil\u00edbrio econ\u00f4mico que polariza setores sociais. Essa transfer\u00eancia acontece como se fosse uma novela de horrores e, muitas vezes, em nossas poltronas assistimos tais fa\u00e7anhas como se fossem fic\u00e7\u00f5es. Nada mais correto para os deslocados que a busca de novos amanheceres; nada mais abstruso para os setores que recebem.<\/p>\n<p>As migra\u00e7\u00f5es contempor\u00e2neas se explicam pela teoria do<em> push\/pull<\/em> \u2013 empurra e puxa \u2013 que ent\u00e3o exercita sua garra mais afiada e cruel sob o julgo do capitalismo progressivo. Misturados aos problemas inerentes a esses processos multiplicados, justi\u00e7a social, direitos humanos, deveres morais, se interpenetram exigindo solu\u00e7\u00f5es que escapam do bom senso comum, e tamb\u00e9m das r\u00e9deas de governos locais quase sempre muito defensivos. A imigra\u00e7\u00e3o hoje \u00e9 um cr\u00f4nico dilema internacional, talvez o mais complexo deles por implicar rela\u00e7\u00f5es consequentes e muitas vezes definitivas e fatais. \u00c9 exatamente a\u00ed que reside o cora\u00e7\u00e3o dos dramas de pessoas que mudam e que se veem diretamente implicadas na quest\u00e3o de reconhecimento da pr\u00f3pria cidadania em terras alheias.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Imigrantes.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-17273\" src=\"http:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Imigrantes-450x300.jpg\" alt=\"Imigrantes\" width=\"450\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Imigrantes-450x300.jpg 450w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Imigrantes-300x200.jpg 300w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Imigrantes.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em><strong>Imigrantes ocupam o centro das disputas internacionais<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Ocorre que dentre as mais expressivas trag\u00e9dias est\u00e1 o apagamento pessoal, o sil\u00eancio das raz\u00f5es individuais, o anonimato e a simplifica\u00e7\u00e3o dos motivos de cada um. Tudo \u00e9 visto no conjunto como se individualidades n\u00e3o existissem, como se trat\u00e1ssemos de animais em bandos. Concorre para isso o ponto de vista dos grupos dominantes, daqueles que se veem, por um motivo ou outro, com maior ou menor intensidade, compelidos ao acolhimento perempt\u00f3rio e sempre inc\u00f4modo. E no conjunto, tudo \u00e9 t\u00e3o grande, t\u00e3o dilatado e concludente que esquecemos as particularidades de cada caso, e assim condenamos todos \u00e0 uma igualdade simplificadora, percebendo-os parecidos na condi\u00e7\u00e3o de indigentes indesej\u00e1veis. E torna-se f\u00e1cil not\u00e1-los como forasteiros, oportunistas, ilegais, intrusos, e sob esses refr\u00e3os, qualquer particularidade roda junto com o alcance de solu\u00e7\u00f5es conciliat\u00f3rias ou humanit\u00e1rias. Ent\u00e3o, tudo e todos se resumem a estat\u00edsticas, not\u00edcias informativas, temas ret\u00f3ricos de pol\u00edtica internacional.<\/p>\n<p>Pela \u00f3tica de quem padece, entretanto, preside algo incontido e \u00e9pico nessa aventura. Visto no particular, na precis\u00e3o dom\u00e9stica e individual, cada singular tem seu fundo heroico que \u00e9 sempre amiudado por quest\u00f5es que afinal remetem ao interesse dos poderosos que se veem, muitas vezes, invadidos. E nessa toada preside um enredo de evoca\u00e7\u00e3o b\u00edblica que, ali\u00e1s, se transparece nas narrativas dos que conseguem, de alguma maneira, expiar o processo. Em termos de Hist\u00f3ria, o pequeno, o m\u00ednimo humano, o enredo pessoal, se dilui, mas como n\u00e3o h\u00e1 apagamento absoluto, vez ou outra repontam como resultado de lutas t\u00e3o desiguais. As antinomias se expressam de maneira gritante opondo os fracos aos fortes; os letrados aos pouco escolarizados; os migrantes aos donos do poder. A sobreviv\u00eancia dos fracos, assim, precisa se redizer a fim de traduzir condi\u00e7\u00f5es que levam a pensar nossa \u00e9tica humanit\u00e1ria. \u00c9 assim que a arte em geral se presta como c\u00f3digo, como meio ou mensagem que supera determinismos est\u00e9ticos consagrados pelas express\u00f5es consagradas. Nesse contexto, a chamada arte popular ganha foros de manifesto pol\u00edtico e galga aten\u00e7\u00e3o espec\u00edfica.<\/p>\n<p>Por incr\u00edvel que pare\u00e7a, no momento prestamos mais aten\u00e7\u00e3o nos urgentes problemas africanos do que no nosso pr\u00f3ximo mais pr\u00f3ximo, ou seja latino-americano. Em termos continentais, a movimenta\u00e7\u00e3o de grupos deprimidos por fatores de sobreviv\u00eancia tem provocado mordazes transfer\u00eancias migrat\u00f3rias. As movimenta\u00e7\u00f5es dos nossos vizinhos latino-americanos \u2013 bem como a de brasileiros que integram esses contingentes \u2013 t\u00eam se intensificado de maneira t\u00e3o sutil a n\u00e3o mais causar estranhamento. Mas nossa apatia \u00e9 sintoma de problemas que precisam ser diagnosticados em busca de solu\u00e7\u00f5es humanizadas e urgentes. Na altura hist\u00f3rica de nossos dias, uma das mais alarmantes condi\u00e7\u00f5es remete a busca dos Estados Unidos como espa\u00e7o de recome\u00e7os. Contingentes de imigrantes acorrem, por diversos meios, para a fronteira do M\u00e9xico para, de l\u00e1, se transferirem para o norte. Ao longo de algumas d\u00e9cadas, mais e mais estrat\u00e9gias de bloqueio t\u00eam sido implementadas de maneira a estancar acessos. A \u00faltima e mais consequente etapa dessas investidas remete \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de um muro enorme, capaz de separar toda fronteira.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Muro.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-17274\" src=\"http:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Muro.jpg\" alt=\"Muro\" width=\"282\" height=\"179\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em><strong>O muro que est\u00e1 sendo constru\u00eddo por Donald Trump na fronteira com o M\u00e9xico<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Em termos de den\u00fancia das desgra\u00e7as causadas por essas pol\u00edticas, o cinema tem proposto pe\u00e7as capazes de dimensionar o esfor\u00e7o da Literatura e do teatro, da fotografia e pintura, aberta a den\u00fancias. Mas h\u00e1 tamb\u00e9m outras alternativas, menos acess\u00edveis mas igualmente competentes. Entre as possibilidades, um artista particular merece destaque: Nic\u00e1rio Jim\u00e9nes Quispe, um senhor peruano de pouco mais de 60 anos. Em recente estudo, tr\u00eas autores norte-americanos, Carol Damian, Michael LaRosa e Steve Stein, se juntaram para propor um exame mais \u00edntimo dessa saga materializada pela produ\u00e7\u00e3o intensa de ret\u00e1bulos. Sob a classifica\u00e7\u00e3o de \u201carte popular\u201d, os orat\u00f3rios se prestam a narrar as fa\u00e7anhas desses personagens que se mostram em tens\u00f5es. A mera constata\u00e7\u00e3o disso implica historiar o significado do uso dos pequenos altares que deixaram de ser pe\u00e7as dom\u00e9sticas para se transformarem em objetos pol\u00edticos, muitos compondo cole\u00e7\u00f5es de museus.<\/p>\n<p>A compara\u00e7\u00e3o entre orat\u00f3rios (da Am\u00e9rica portuguesa) e os ret\u00e1bulos (da Am\u00e9rica Espanhola) \u00e9 interessante como pretexto para se pensar a matriz religiosa crist\u00e3 cat\u00f3lica, que serve de base para tais manifesta\u00e7\u00f5es. Derivada de tradi\u00e7\u00f5es medievais, em particular usadas nas Cruzadas contra os mul\u00e7umanos na Idade M\u00e9dia, os altares m\u00f3veis se tornaram conhecidos e, mais tarde, compuseram o equipamento viajante de conquistadores e peregrinos no chamado \u201cNovo Mundo\u201d. Ainda que no Brasil as pequenas caixas com cenas da vida de Cristo e dos santos tenha permanecido no senso religioso, no lado espanhol ganhou din\u00e2mica especial negociando a comunica\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. E essa foi uma sutil mudan\u00e7a. Em termos de entendimento da varia\u00e7\u00e3o das mensagens, a imigra\u00e7\u00e3o tornou-se tema insistente. \u00c9 a\u00ed que Nicario Jim\u00e9nez atua como express\u00e3o m\u00e1xima.<\/p>\n<p>Herdando de seus antepassados a pr\u00e1tica andina de fazer ret\u00e1bulos, em particular de seu av\u00f4 que produzia refer\u00eancias natalinas para turistas, tra\u00e7os da viv\u00eancia ind\u00edgena foram incorporadas \u00e0s cenas de pres\u00e9pios. E desde logo um desafio intercultural foi imposto: quais dilemas estariam representados? Temas meramente crist\u00e3os, cat\u00f3licos? Como repontaria a mem\u00f3ria ind\u00edgena? Submiss\u00e3o ou resist\u00eancia? Um desafio paralelo se montava e exigia uma rela\u00e7\u00e3o inscrita na din\u00e2mica capitalista que afinal vincula todas essas manifesta\u00e7\u00f5es. Como sobreviver com a pr\u00e1tica dos ret\u00e1bulos num mundo colonialista? Logicamente a alternativa do consumismo tur\u00edstico floriu e foi ele o respons\u00e1vel pela negocia\u00e7\u00e3o tem\u00e1tica. Mas houve evolu\u00e7\u00e3o e as galerias e museus atuaram nisso.<\/p>\n<p>A complexidade natural escondida nas manifesta\u00e7\u00f5es art\u00edsticas populares desafia entendimentos que na apar\u00eancia s\u00e3o tidas como express\u00f5es quase elementares ou ing\u00eanuas. O caso das obras de Nic\u00e1rio dinamiza sutilezas e servem de ponte para se pensar na precocidade da mudan\u00e7a da abordagem devoto religiosa para a pol\u00edtica. Houve sim um fator primordial motivando o c\u00e2mbio, o impacto do movimento comunista manifestado nos eventos do Sendero Luminoso, grupo ativista peruano de a\u00e7\u00e3o guerrilheira desde os anos de 1970. O epis\u00f3dio \u201cMatanza de Cayala\u201d, em 1988, onde foram mortos e desaparecidos cerca de 100 pessoas marcaram definitivamente a produ\u00e7\u00e3o dos ret\u00e1bulos de Jim\u00e9nez. \u00c9 verdade que essa tend\u00eancia se anunciava no geral, mas a proemin\u00eancia deste artista se fez mais not\u00e1vel.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Livro.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-17275\" src=\"http:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Livro-280x450.jpg\" alt=\"Livro\" width=\"280\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Livro-280x450.jpg 280w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Livro-186x300.jpg 186w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Livro-768x1236.jpg 768w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Livro.jpg 1591w\" sizes=\"auto, (max-width: 280px) 100vw, 280px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em><strong>Capa do livro sobre Nicario Jimenez Quispe<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Tudo \u00e9 muito sugestivo na trajet\u00f3ria desses ret\u00e1bulos pol\u00edticos. Vale destacar desde logo a manuten\u00e7\u00e3o do formato externo, de caixa que se fecha com duas portas. Evocando altares, tais pe\u00e7as insistem no branco que abriga muitas figuras multicoloridas, mantendo tamb\u00e9m a const\u00e2ncia de flor\/ flores no tri\u00e2ngulo superior e nas partes externas. Al\u00e9m da espor\u00e1dica repeti\u00e7\u00e3o das representa\u00e7\u00f5es do nascimento de Cristo \u2013 que atende o consumo geral \u2013 lances da vida cotidiana s\u00e3o assumidos, desautorizando o exclusivismo religioso. Andan\u00e7as de bicicletas, aqu\u00e1rios, cenas de trabalho ou de atividades de trabalho, sugerem considera\u00e7\u00f5es autobiogr\u00e1ficas do artista. Sob esta perspectiva, o livro intitulado \u201c<em>Immigration in the visual art of Nicario Jim\u00e9nez Quispe<\/em>\u201d enfoca na pr\u00f3pria trajet\u00f3ria a saga de toda uma legi\u00e3o de pessoas em movimento, rumo a Am\u00e9rica fronteirada pelo muro em curso de constru\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Proposto em cinco f\u00e9rteis cap\u00edtulos, os autores retra\u00e7am os espinhosos esfor\u00e7os dos que se arriscam. Com \u00eanfase na vida cotidiana e nos dilemas que atormentam tais aventureiros, e tudo \u00e9 mostrado ao longo de 130 p\u00e1ginas e cerca de 50 ilustra\u00e7\u00f5es artisticamente selecionadas e dispostas alternadamente. Destaque deve ser dado ao congestionamento de personagens que integram as cenas e \u00e0 movimenta\u00e7\u00e3o das figuras, quase sempre em constantes conflitos. Ainda que a varia\u00e7\u00e3o de situa\u00e7\u00f5es atravesse as in\u00fameras pe\u00e7as, o humor e a cr\u00edtica pol\u00edtica d\u00e3o o tom geral. Para a audi\u00eancia brasileira destaca-se a import\u00e2ncia da resist\u00eancia mais dificilmente notada em nossas produ\u00e7\u00f5es visuais populares. De toda forma, sa\u00fada-se a presen\u00e7a de um livro que nos permita perceber a rea\u00e7\u00e3o de imigrantes que se sonorizam com acenos de aten\u00e7\u00e3o. Sobretudo, este livro serve para alertar o p\u00fablico em geral sobre aspectos que n\u00e3o vemos. E v\u00ea-los pela \u00f3tica de um latino americano \u00e9 um convite a pensar o mundo moderno. E nossos dilemas nele&#8230;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sem d\u00favida, um dos grandes dramas contempor\u00e2neos tem se expressado pelos processos de imigra\u00e7\u00e3o em massa, alguns simult\u00e2neos, outros em grupos mi\u00fados ou n\u00e3o, todos &#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":17276,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-17272","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-nacional"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17272","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17272"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17272\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":17277,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17272\/revisions\/17277"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/17276"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17272"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17272"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17272"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}