{"id":17088,"date":"2019-08-13T16:57:27","date_gmt":"2019-08-13T19:57:27","guid":{"rendered":"http:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/?p=17088"},"modified":"2019-08-13T16:58:48","modified_gmt":"2019-08-13T19:58:48","slug":"o-ministro-que-colabora-bernardo-mello-franco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/o-ministro-que-colabora-bernardo-mello-franco\/","title":{"rendered":"O ministro que colabora (Bernardo Mello Franco)"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><strong><em>Nem Moro, nem Guedes. Em sete meses de governo, o ministro que mais facilitou a vida de Bolsonaro foi Dias Toffoli, presidente do STF<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Nem Moro, nem Guedes. Em sete meses de governo, o ministro que mais facilitou avida de Jair Bolsonaro foi Dias Toffoli. O detalhe \u00e9 que ele n\u00e3o integra o governo do capit\u00e3o. D\u00e1 expediente como ministro do Supremo Tribunal Federal. O presidente deve a Toffoli um favor de m\u00e3e: a liminar que paralisou as investiga\u00e7\u00f5es contra o primeiro-filho, Fl\u00e1vio Bolsonaro. Com uma canetada em pleno recesso, o ministro tirou a pol\u00edcia do encal\u00e7o do Zero Um.<\/p>\n<p>Para salv\u00e1-lo, travou centenas investiga\u00e7\u00f5es que tamb\u00e9m usaram dados do Coaf e da Receita Federal. \u201cNunca na hist\u00f3ria brasileira um plant\u00e3o judici\u00e1rio concedeu liminar num caso sem urg\u00eancia e a causar um tumulto de tal ordem\u201d, resumiu o professor Walter Maierovitch. A liminar surpreendeu pela ousadia, n\u00e3o pelo prop\u00f3sito.<\/p>\n<p>Desde a campanha, Toffoli se esfor\u00e7a para cortejar Bolsonaro e os militares que o cercam. Numa atitude in\u00e9dita na democracia, o ministro instalou um general na presid\u00eancia do Supremo. Depois saiu-se com a declara\u00e7\u00e3o de que preferia chamar o golpe militar de \u201cmovimento de 1964\u201d.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/Toffoli-na-Veja.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-17089\" src=\"http:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/Toffoli-na-Veja-344x450.png\" alt=\"Toffoli na Veja\" width=\"344\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/Toffoli-na-Veja-344x450.png 344w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/Toffoli-na-Veja-230x300.png 230w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/Toffoli-na-Veja.png 459w\" sizes=\"auto, (max-width: 344px) 100vw, 344px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em><strong>Serviente e eficiente, presidente do STF<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Com Bolsonaro no poder, Toffoli virou habitu\u00e9 do Planalto e do Alvorada. Em abril, acompanhou o presidente num encontro com pastores evang\u00e9licos que o apoiaram na elei\u00e7\u00e3o. No m\u00eas seguinte, posou de figurante num caf\u00e9 da manh\u00e3 com deputadas e senadoras governistas. As apari\u00e7\u00f5es foram complementadas pelo an\u00fancio de um estranho pacto entre Poderes, a pretexto de \u201cdestravar o Brasil para retomar o crescimento\u201d.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s o recesso de julho, o ministro resolveu dar mais uma prova de fidelidade. Na revista \u201cVeja\u201d dessa semana, ele relata encontros em que teria acalmado pol\u00edticos, empres\u00e1rios e militares insatisfeitos com Bolsonaro. Toffoli emerge da entrevista como o fiador de um governo em apuros. \u201cO Supremo deve ter esse papel moderador, oferecer solu\u00e7\u00f5es em momentos de crise\u201d, afirma.<\/p>\n<p>O Poder Moderador foi abolido pela Constitui\u00e7\u00e3o de 1891. O texto instituiu a separa\u00e7\u00e3o dos Poderes, que deveriam funcionar com \u201cindepend\u00eancia e harmonia\u201d. A ideia de um Judici\u00e1rio governista, seja qual for o governo, contraria um princ\u00edpio b\u00e1sico da Rep\u00fablica. No Congresso, os movimentos do presidente do Supremo s\u00e3o interpretados como uma busca por prote\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/Bolsonaro-Toffoli-e-Joyce.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-17090\" src=\"http:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/Bolsonaro-Toffoli-e-Joyce.jpg\" alt=\"Bolsonaro, Toffoli e Joyce\" width=\"305\" height=\"165\" srcset=\"https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/Bolsonaro-Toffoli-e-Joyce.jpg 305w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/Bolsonaro-Toffoli-e-Joyce-300x162.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 305px) 100vw, 305px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em><strong>Toffoli entre o presidente e a l\u00edder do governo no Congresso<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Nomeado pelo ex-presidente Lula, Toffoli costuma ser alvo da milit\u00e2ncia bolsonarista na internet. O ministro tamb\u00e9m se viu na mira da Lava-Jato ao ser citado na dela\u00e7\u00e3o da OAS. No in\u00edcio do ano, o nome de sua mulher apareceu numa investiga\u00e7\u00e3o da Receita sobre suspeitas de irregularidade fiscal.<\/p>\n<p>Em mar\u00e7o, Toffoli instaurou um inqu\u00e9rito sigiloso que, nas palavras da procuradora Raquel Dodge, transformou o Supremo em \u201ctribunal de exce\u00e7\u00e3o \u201d. Ele alegou que pretendia rebater \u201cnot\u00edcias fraudulentas\u201d e defender a \u201chonorabilidade\u201d da Corte. H\u00e1 dez dias, o ministro Alexandre de Moraes usou o inqu\u00e9rito para suspender investiga\u00e7\u00f5es da Receita. Beneficiou 133 pessoas, incluindo a primeira-dama do Supremo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nem Moro, nem Guedes. 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