{"id":16980,"date":"2019-07-12T09:32:59","date_gmt":"2019-07-12T12:32:59","guid":{"rendered":"http:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/?p=16980"},"modified":"2019-07-12T09:32:59","modified_gmt":"2019-07-12T12:32:59","slug":"o-guardiao-da-fronteira-jose-casado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/o-guardiao-da-fronteira-jose-casado\/","title":{"rendered":"O guardi\u00e3o da fronteira (Jos\u00e9 Casado)"},"content":{"rendered":"<p>O desenho no mapa lembra uma cabe\u00e7a de cachorro. \u00c9 um peda\u00e7o da Amaz\u00f4nia brasileira incrustado entre a Col\u00f4mbia e a Venezuela. Em S\u00e3o Gabriel da Cachoeira caberiam 90 cidades como o Rio ou 76 iguais a S\u00e3o Paulo. Fica \u00e0 margem do Rio Negro, que vagueia 880 quil\u00f4metros at\u00e9 Manaus, onde vira Amazonas.<\/p>\n<p>\u00c9 uma base do Ex\u00e9rcito na fronteira pantanosa, de \u00e1guas turvas, pouco peixe e floresta densa, dominada por grupos narco guerrilheiros estrangeiros e fac\u00e7\u00f5es nacionais do crime. Em torno do quartel vivem 42 mil pessoas, quase 80% ind\u00edgenas na mis\u00e9ria.<\/p>\n<p>Nessa babel de quatro idiomas (portugu\u00eas, nheengatu, tukano ebaniwa)e dezenas de dialetos, o sil\u00eancio comunit\u00e1rio ajuda a banalizara prostitui\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as ind\u00edgenas.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/Indigenas.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-16981\" src=\"http:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/Indigenas-450x298.jpg\" alt=\"Indigenas\" width=\"450\" height=\"298\" srcset=\"https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/Indigenas-450x298.jpg 450w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/Indigenas-300x199.jpg 300w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/Indigenas.jpg 510w\" sizes=\"auto, (max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em><strong>Adolescentes ind\u00edgenas, v\u00edtimas de inescrupulosos no interior do Pa\u00eds<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Alguns pol\u00edticos e comerciantes se habituaram a comprar a virgindade de crian\u00e7as \u00edndias, com 10 a 13 anos de idade. \u00c9 coisa antiga, bem conhecida na cidade, mas quase ningu\u00e9m se preocupa \u2014 registrou o promotor J\u00falio Ara\u00fajo em processo aberto a partir dos relatos publicados pelas rep\u00f3rteres K\u00e1tia Brasil e Ela\u00edze Farias.<\/p>\n<p>Em setembro, um dos comerciantes mais ricos e influentes, o ex-vereador Manuel Carneiro Pinto, foi condenado por prostitui\u00e7\u00e3o infantil. Ele e os irm\u00e3os Marcelo e Arimat\u00e9ia receberam penas, somadas, de 142 anos de pris\u00e3o. Em abril, o comerciante Aelson da Silva foi punido com 67 anos de c\u00e1rcere.<\/p>\n<p>Das suas v\u00edtimas, oito j\u00e1 completaram 25 anos. O juiz Fl\u00e1vio de Freitas dimensionou nas senten\u00e7as a devasta\u00e7\u00e3o social dos Tariana, Uanana, Tucano e Bar\u00e9, humilhados.<\/p>\n<p>Todos os condenados est\u00e3o soltos, \u00e0 espera de julgamento dos recursos. Podem continuar nas ruas, se o Supremo mudar as regras sobre pris\u00e3o em segunda inst\u00e2ncia.<\/p>\n<p>O sil\u00eancio comunit\u00e1rio fomenta a prostitui\u00e7\u00e3o infantil. A sensa\u00e7\u00e3o de impunidade reverbera nas esquinas da cidade, escreveu o juiz.<\/p>\n<p>A C\u00e2mara de S\u00e3o Gabriel da Cachoeira confirma: dias atr\u00e1s homenageou Manuel Carneiro Pinto, condenado a 32 anos de pris\u00e3o. A Comiss\u00e3o Municipal da Mulher deu-lhe o t\u00edtulo de \u201cGuardi\u00e3o da Fronteira da Cabe\u00e7a do Cachorro\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O desenho no mapa lembra uma cabe\u00e7a de cachorro. \u00c9 um peda\u00e7o da Amaz\u00f4nia brasileira incrustado entre a Col\u00f4mbia e a Venezuela. 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