{"id":16967,"date":"2019-07-09T19:37:11","date_gmt":"2019-07-09T22:37:11","guid":{"rendered":"http:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/?p=16967"},"modified":"2019-07-09T20:22:01","modified_gmt":"2019-07-09T23:22:01","slug":"o-guardiao-da-fronteira-jose-casado-oglobo-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/o-guardiao-da-fronteira-jose-casado-oglobo-2\/","title":{"rendered":"O guardi\u00e3o da fronteira (Jos\u00e9 Casado, OGlobo)"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><em><strong>Crian\u00e7as e adolescentes ind\u00edgenas s\u00e3o as maiores v\u00edtimas da explora\u00e7\u00e3o sexual acobertada por um sil\u00eancio c\u00famplice<\/strong><\/em><\/p>\n<p>O desenho no mapa lembra uma cabe\u00e7a de cachorro. \u00c9 um peda\u00e7o da Amaz\u00f4nia brasileira incrustado entre a Col\u00f4mbia e a Venezuela. Em S\u00e3o Gabriel da Cachoeira caberiam 90 cidades como o Rio ou 76 iguais a S\u00e3o Paulo. Fica \u00e0 margem do Rio Negro, que vagueia 880 quil\u00f4metros at\u00e9 Manaus, onde vira Amazonas.<\/p>\n<p>\u00c9 uma base do Ex\u00e9rcito na fronteira pantanosa, de \u00e1guas turvas, pouco peixe e floresta densa, dominada por grupos narco guerrilheiros estrangeiros e fac\u00e7\u00f5es nacionais do crime. Em torno do quartel vivem 42 mil pessoas, quase 80% ind\u00edgenas na mis\u00e9ria.<\/p>\n<p>Nessa babel de quatro idiomas (portugu\u00eas, nheengatu, tukano ebaniwa)e dezenas de dialetos, o sil\u00eancio comunit\u00e1rio ajuda a banalizara prostitui\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as ind\u00edgenas.<\/p>\n<p>Alguns pol\u00edticos e comerciantes se habituaram a comprar a virgindade de crian\u00e7as \u00edndias, com 10 a 13 anos de idade. \u00c9 coisa antiga, bem conhecida na cidade, mas quase ningu\u00e9m se preocupa \u2014 registrou o promotor J\u00falio Ara\u00fajo em processo aberto a partir dos relatos publicados pelas rep\u00f3rteres K\u00e1tia Brasil e Ela\u00edze Farias.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/Criancas.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-16968\" src=\"http:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/Criancas.jpg\" alt=\"Criancas\" width=\"400\" height=\"267\" srcset=\"https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/Criancas.jpg 400w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/Criancas-300x200.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Em setembro, um dos comerciantes mais ricos e influentes, o ex-vereador Manuel Carneiro Pinto, foi condenado por prostitui\u00e7\u00e3o infantil. Ele e os irm\u00e3os Marcelo e Arimat\u00e9ia receberam penas, somadas, de 142 anos de pris\u00e3o. Em abril, o comerciante Aelson da Silva foi punido com 67 anos de c\u00e1rcere.<\/p>\n<p>Das suas v\u00edtimas, oito j\u00e1 completaram 25 anos. O juiz Fl\u00e1vio de Freitas dimensionou nas senten\u00e7as a devasta\u00e7\u00e3o social dos Tariana, Uanana, Tucano e Bar\u00e9, humilhados.<\/p>\n<p>Todos os condenados est\u00e3o soltos, \u00e0 espera de julgamento dos recursos. Podem continuar nas ruas, se o Supremo mudar as regras sobre pris\u00e3o em segunda inst\u00e2ncia.<\/p>\n<p>O sil\u00eancio comunit\u00e1rio fomenta a prostitui\u00e7\u00e3o infantil. A sensa\u00e7\u00e3o de impunidade reverbera nas esquinas da cidade, escreveu o juiz.<\/p>\n<p>A C\u00e2mara de S\u00e3o Gabriel da Cachoeira confirma: dias atr\u00e1s homenageou Manuel Carneiro Pinto, condenado a 32 anos de pris\u00e3o. A Comiss\u00e3o Municipal da Mulher deu-lhe o t\u00edtulo de \u201cGuardi\u00e3o da Fronteira da Cabe\u00e7a do Cachorro\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Crian\u00e7as e adolescentes ind\u00edgenas s\u00e3o as maiores v\u00edtimas da explora\u00e7\u00e3o sexual acobertada por um sil\u00eancio c\u00famplice O desenho no mapa lembra uma cabe\u00e7a de cachorro. &#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":16969,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-16967","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-nacional"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16967","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16967"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16967\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":16970,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16967\/revisions\/16970"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/16969"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16967"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16967"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16967"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}