{"id":16583,"date":"2019-02-15T14:10:17","date_gmt":"2019-02-15T17:10:17","guid":{"rendered":"http:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/?p=16583"},"modified":"2019-02-15T14:10:17","modified_gmt":"2019-02-15T17:10:17","slug":"quem-e-didu-nogueira-aquiles-do-mpb4","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/quem-e-didu-nogueira-aquiles-do-mpb4\/","title":{"rendered":"Quem \u00e9 Didu Nogueira? (Aquiles do MPB4)"},"content":{"rendered":"<p>Tenho na m\u00e3o um bom CD de samba, <em>Identidade<\/em> (independente), o trabalho de estreia de Didu Nogueira. Tendo sua vida distinguida com o gene do samba, ele, que \u00e9 filho de Gisa Nogueira, sobrinho do saudoso bamba Jo\u00e3o Nogueira e, por consequ\u00eancia, primo de Diogo Nogueira, \u00e9 um camarada respeitado no mundo do samba carioca.<\/p>\n<p>Com voz de sambista da velha guarda, dizendo os versos com entusiasmo e cantando a melodia numa levada que \u201cseduz\u201d os versos, resultando num suingue de responsa, eis Didu Nogueira.<\/p>\n<p>Produtor e organizador de eventos que dizem respeito ao samba \u2013 o que faz com esmero \u2013, ele aumenta sua for\u00e7a e sua ra\u00e7a, demonstradas num CD que revitaliza seu amor pelo ritmo que o embala desde o ber\u00e7o, ninado por Gisa.<\/p>\n<p>Didu sabe de cor e salteado o nome dos instrumentistas que melhor tocam samba no Rio de Janeiro, gra\u00e7as ao seu trabalho de organizador. Para gravar, convidou tr\u00eas m\u00fasicos que t\u00eam o samba correndo nas veias: Afonso Machado, Jorge Simas e Tiago Machado.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/didu_nogueira.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-16584\" src=\"http:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/didu_nogueira-450x300.jpg\" alt=\"didu_nogueira\" width=\"450\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/didu_nogueira-450x300.jpg 450w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/didu_nogueira-300x200.jpg 300w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/didu_nogueira-768x512.jpg 768w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/didu_nogueira.jpg 1279w\" sizes=\"auto, (max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em><strong>Didu, sobrinho do saudoso Jo\u00e3o Nogueira<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Contando com arranjos de Afonso Machado, Kidbone, Jorge Simas, Tiago Machado e Marcelo Menezes, Didu canta 16 sambas \u2013 onze in\u00e9ditos e cinco regrava\u00e7\u00f5es. Com arranjos consistentes e aprimorados, que contam com naipes de cordas e sopros e atua\u00e7\u00f5es primorosas dos instrumentistas, ele certamente tamb\u00e9m se far\u00e1 respeitar por seu cantar.<\/p>\n<p>Os ritmistas seguram a onda, suingando as levadas e dando-lhes pulsa\u00e7\u00e3o precisa para que os sambas exponham Didu Nogueira. Assim, potencializam a voz desse estreante que j\u00e1 tem cara de veterano.<\/p>\n<p>Logo de cara, um lindo canto vindo de um coro misto d\u00e1 in\u00edcio ao en\u00e9rgico \u201cSant\u00edssima Trindade\u201d (Jorge Simas e Didu Nogueira). \u00c9 ali que Didu come\u00e7a o processo de sagra\u00e7\u00e3o de sua identidade. Os versos legitimam o sambista que agora vem a p\u00fablico revelar sua voz, voz que, at\u00e9 ent\u00e3o, s\u00f3 era ouvida em rodas de samba.<\/p>\n<p>Leci Brand\u00e3o deu a Didu \u201cNa Casa de Lygia Santos\u201d, outro bom samba do CD, homenagem \u00e0 mulher sempre pr\u00f3xima do mundo do samba e a quem Didu reverencia como sua \u201cm\u00e3e preta\u201d.<\/p>\n<p>\u201cMarea\u00e7\u00e3o\u201d (Marcelo Menezes e Paulo C\u00e9sar Pinheiro) tamb\u00e9m traduz a alma do sambista: \u201cMergulhei meu amor no mar da paix\u00e3o\/ Era um mar de esplendor na imensid\u00e3o (&#8230;)\u201d. Assim \u00e9 Didu: voz envolta num turbilh\u00e3o de emo\u00e7\u00e3o, num fulgurante vasto mundo. E n\u00e3o canso de dizer: o arranjo e o desempenho dos instrumentistas s\u00e3o extraordin\u00e1rios.<\/p>\n<p>\u201cSempre Bate o Sol\u201d (Mauro Duarte, Gisa Nogueira e Jo\u00e3o Nogueira) tem intro do trombone. Outro bonito samba, para o qual Didu se entrega de corpo e alma.<\/p>\n<p>\u201cQuentinha Que N\u00e3o Fecha\u201d (Afonso Machados e Nei Lopes) tem Didu dando show ao cantar versos bem-humorados que avisam que a quentinha, quando tem tanta comida que n\u00e3o fecha a tampa, \u00e9 mais cara.<\/p>\n<p><em>Identidade<\/em> \u00e9 um disco tratado com o tanto de carinho que Didu Nogueira, agora com um grande disco na pra\u00e7a, merece. Lembra da interroga\u00e7\u00e3o do t\u00edtulo deste texto, \u201cQuem \u00e9 Didu Nogueira?\u201d. Pois bem, respondo agora: ele \u00e9 o mais novo cantor de primeira linha no samba carioca.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong><em>Aquiles Rique Reis<\/em><\/strong><em>, vocalista do MPB4<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tenho na m\u00e3o um bom CD de samba, Identidade (independente), o trabalho de estreia de Didu Nogueira. 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