{"id":16381,"date":"2018-11-28T15:56:18","date_gmt":"2018-11-28T18:56:18","guid":{"rendered":"http:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/?p=16381"},"modified":"2018-11-28T15:56:18","modified_gmt":"2018-11-28T18:56:18","slug":"cd-contradicoes-de-chico-maranhao-aquiles-do-mpb4","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/cd-contradicoes-de-chico-maranhao-aquiles-do-mpb4\/","title":{"rendered":"CD Contradi\u00e7\u00f5es, de Chico Maranh\u00e3o (Aquiles do MPB4)"},"content":{"rendered":"<p>Francisco Fuzzetti de Viveiros Filho nasceu em S\u00e3o Lu\u00eds do Maranh\u00e3o. Ao completar dezoito anos, desceu para S\u00e3o Paulo e cursou a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP. Influenciado pelo ambiente musical da \u00e9poca, fez-se compositor e violonista. \u00c0quela altura, conhecido apenas como Maranh\u00e3o, tocou viol\u00e3o na premiada montagem de <em>Morte e Vida Severina<\/em> (1968), de Jo\u00e3o Cabral de Melo Neto, cujos versos Chico Buarque musicou.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/Maranhao.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-16383\" src=\"http:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/Maranhao.jpg\" alt=\"Maranhao\" width=\"259\" height=\"194\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em><strong>Chico Maranh\u00e3o, m\u00fasico, poeta e arquiteto<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Participou do terceiro Festival de M\u00fasica Popular Brasileira (1967) da TV Record, onde conquistou o sexto lugar com o frevo \u201cGabriela\u201d, cantado pelo MPB4. Para avaliar o valor do feito, lembremo-nos de que nesse festival Edu Lobo e Capinan ficaram em primeiro lugar com \u201cPonteio\u201d, Gilberto Gil em segundo com \u201cDomingo no Parque&#8221;, Chico Buarque e MPB4, com \u201cRoda Viva\u201d, ficaram em terceiro, Caetano Veloso (\u201cAlegria, Alegria\u201d) chegou em quarto e Roberto Carlos, com \u201c<em>Maria, Carnaval e Cinzas\u201d<\/em> (Luiz Carlos Paran\u00e1), conquistou o quinto lugar.<\/p>\n<p>O tempo passou e Maranh\u00e3o voltou para casa. Virou Chico Maranh\u00e3o e tratou de fazer valer seu amor por sua terra. Fez-se um estudioso cultural e aprofundou seu olhar afetuoso sobre o povo ludovicense<strong>.<\/strong><\/p>\n<p>Compositor de grande sensibilidade, Chico Maranh\u00e3o lan\u00e7a agora o \u00e1lbum duplo <em>Contradi\u00e7\u00f5es<\/em> (Kuarup), com 22 m\u00fasicas autorais e in\u00e9ditas.<\/p>\n<p>Em \u201cOs Telhados de S\u00e3o Lu\u00eds\u201d, ele retrata a sua cidade natal. Acompanhado apenas por piano (Carlos Parn\u00e1) e viol\u00e3o de sete cordas (Luiz J\u00fanior, ele que escreveu os arranjos, dirigiu e produziu o \u00e1lbum), CM declama os versos.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s louvar os \u201ctelhados\u201d, chega a vez de \u201cSobrados e Trapiches\u201d. Com bela melodia, tendo um tambor a acrescentar suingue \u00e0 levada, CM canta como um arquiteto musical: \u201c(&#8230;) Do alto de suas tamancas (mancas)\/ Se exp\u00f5e com cortesia\/ Azulejos na estampa\/ Mirantes de grande heran\u00e7a\/ Ares de soberania (&#8230;)\u201d.<\/p>\n<p>Com um desenho do sete cordas, tem in\u00edcio \u201cSobrado\u201d. O acordeom (Rui M\u00e1rio) chega junto, enquanto a flauta (S\u00e1vio Ara\u00fajo) desenha o tributo \u00e0 arquitetura de S\u00e3o Lu\u00eds do Maranh\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cRo\u00e7a Brasil\u201d (CM e Chico Teixeira), uma das duas m\u00fasicas de Chico com parceiro, \u00e9 uma linda can\u00e7\u00e3o sertaneja. Com a mesma forma\u00e7\u00e3o do arranjo anterior, a sensibilidade impera.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/Maranhao-e-Chico-Teixeira.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-16382\" src=\"http:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/Maranhao-e-Chico-Teixeira.jpg\" alt=\"Maranhao e Chico Teixeira\" width=\"259\" height=\"194\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em><strong>Os Chicos parceiros, Maranh\u00e3o e Teixeira, filho de Renato<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Chico Maranh\u00e3o mostra suas m\u00fasicas com a emo\u00e7\u00e3o de um trovador que sabe a for\u00e7a que tem. Louvando com carinho a cultura maranhense, (re)avalia a sua pr\u00f3pria condi\u00e7\u00e3o de autor que traz no matul\u00e3o o linguajar do seu povo. Todo o sentimento, todo o vigor que ele tem \u00e0 flor da pele, voam ao vento s\u00e3o-luisense.<\/p>\n<p>Contudo, por n\u00e3o ser propriamente um cantor, sua afina\u00e7\u00e3o trope\u00e7a \u2013 talvez pelo entusiasmo, pela eloqu\u00eancia que vem de seu pertencimento \u00e0 terra que canta. Por\u00e9m, mesmo quando desacertada, sua voz \u00e9 movida pelo ardor de um homem alinhado \u00e0 m\u00fasica que concebe com a garra de um poeta criador.<\/p>\n<p>Chico se fortalece na identifica\u00e7\u00e3o que tem com o povo da terra que adotou como sobrenome \u2013 Maranh\u00e3o! Povo que ele tanto ama e reconhece as dessemelhan\u00e7as.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong><em>Aquiles Rique Reis<\/em><\/strong><em>, vocalista do MPB4<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Francisco Fuzzetti de Viveiros Filho nasceu em S\u00e3o Lu\u00eds do Maranh\u00e3o. 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