{"id":16171,"date":"2018-08-29T17:25:05","date_gmt":"2018-08-29T20:25:05","guid":{"rendered":"http:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/?p=16171"},"modified":"2018-08-29T17:25:05","modified_gmt":"2018-08-29T20:25:05","slug":"nem-so-da-corrupcao-vive-a-politica-brasileira-mestre-jc-sebe-bom-meihy","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/nem-so-da-corrupcao-vive-a-politica-brasileira-mestre-jc-sebe-bom-meihy\/","title":{"rendered":"Nem s\u00f3 da corrup\u00e7\u00e3o vive a pol\u00edtica brasileira (Mestre JC Sebe Bom Meihy)"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><strong><em>Para Paulo Pereira<\/em><\/strong><\/p>\n<p>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 Estamos fartos de ouvir sobre o andamento deste ano como exce\u00e7\u00e3o. O curto tempo para as campanhas, espremidas entre a Copa do Mundo e a proximidade da agenda de final de ano, condensou tens\u00f5es naturais de qualquer processo eleitoral. Os novidadeiros buscam atualizar temas na tentativa de mostrar que muito mais que nas disputas anteriores, certos temas respondem ao presente e ao imediato como se fossem desafios in\u00e9ditos. Entre tantos assuntos, dois merecem cuidados especiais: a corrup\u00e7\u00e3o e a falta de perspectivas. Falemos de ambos tentando uma sa\u00edda para o panorama geral e para a esperan\u00e7a que precisa ser, mais que nunca, a \u00faltima que morre.<\/p>\n<p>Certamente o tema da corrup\u00e7\u00e3o \u00e9 impactante. Manifesta\u00e7\u00e3o asquerosa da vida social, a contrafa\u00e7\u00e3o \u00e9 um convite irrecus\u00e1vel \u00e0 descren\u00e7a. A ela, ali\u00e1s, se atribuem dois predicados que, contudo, se suplementam. Ao afirmar que a corrup\u00e7\u00e3o \u00e9 \u201chist\u00f3rica\u201d, garante-se duas situa\u00e7\u00f5es: uma que ela sempre existiu, e que \u00e9 inerente \u00e0 condi\u00e7\u00e3o humana desde os tempos b\u00edblicos; outra que \u00e9 \u201csist\u00eamica\u201d, ou seja, est\u00e1 instalada culturalmente em todos os setores da vida, sem deixar campo livre. Prefiro esta segunda explica\u00e7\u00e3o, pois percebo que a corrup\u00e7\u00e3o \u00e9 parte do sistema de explora\u00e7\u00e3o capitalista sem o qual n\u00e3o temos como sobreviver no atual est\u00e1gio da vida globalizada. Em sociedades em que o progresso e o lucro se fazem far\u00f3is que guiam a pol\u00edtica, n\u00e3o h\u00e1 como deixar por menos o sentido do lucro. Do lucro \u00e0 gan\u00e2ncia, os passos s\u00e3o mec\u00e2nicos e apressados.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/Figueiredo.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-16172\" src=\"http:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/Figueiredo-450x344.jpg\" alt=\"Figueiredo\" width=\"450\" height=\"344\" srcset=\"https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/Figueiredo-450x344.jpg 450w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/Figueiredo-300x229.jpg 300w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/Figueiredo-768x587.jpg 768w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/Figueiredo.jpg 1185w\" sizes=\"auto, (max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em><strong>General Figueiredo e Pel\u00e9 n\u00e3o tinham papa na l\u00edngua<\/strong><\/em><\/p>\n<p>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 J\u00e1 a garantia do acompanhamento \u201chist\u00f3rico\u201d exigiria coer\u00eancia com a aceita\u00e7\u00e3o processual que sempre viu, no caso brasileiro, a implac\u00e1vel emerg\u00eancia do papel das empreiteiras participando das gigantescas obras operadas no pa\u00eds e fora dele. Desde a constru\u00e7\u00e3o de Bras\u00edlia, passando pela ditadura &#8211; que at\u00e9 o presente n\u00e3o revela suas contas, deixando assim um odor desconfiado -, seguindo dos governos da abertura democr\u00e1tica at\u00e9 as decepcionantes mostras do petismo, aceita-se com mais l\u00f3gica a constata\u00e7\u00e3o da corrup\u00e7\u00e3o moderna, recente e desafiante. A abordagem desse mal, contudo, carrega mais enigmas do que se pensa. N\u00e3o \u00e9 segredo que ela existe aqui ou alhures. Em pa\u00edses progressistas economicamente e com economias consolidadas, como Estados Unidos, Jap\u00e3o ou Reino Unido, ela existe e se expressa com a mesma sordidez. O caso da Am\u00e9rica Latina assusta pela proximidade, e assim vemos sem surpresa o que se passa na Argentina, Peru, M\u00e9xico. H\u00e1 alentos, \u00e9 verdade, e nessa linha o Chile a Col\u00f4mbia se apresentam na vizinhan\u00e7a. Em termos oficiais, \u00e9 bom que se reconhe\u00e7a, ocupamos o 96\u00ba lugar entre 180 pa\u00edses segundo a Transpar\u00eancia Internacional, no mesmo n\u00edvel, portanto, da \u00cdndia, China e Kuwait que se apresentam como fen\u00f4menos de emerg\u00eancia e supera\u00e7\u00e3o de passados de pen\u00faria.<\/p>\n<p>A abordagem da corrup\u00e7\u00e3o merece outras companhias, pois n\u00e3o \u00e9 a \u00fanica senhora dona do caos que vivemos. Sou daqueles que creditam \u00e0 inexperi\u00eancia eleitoral a grande raz\u00e3o de nossa vacilaria pol\u00edtico-eleitoral. \u00c9 l\u00f3gico que n\u00e3o concordo com a frase infeliz pronunciada por Pel\u00e9 em 1972, quando em defesa da ditadura dizia que \u201cpovo n\u00e3o sabe votar\u201d. Em corre\u00e7\u00e3o, garanto que povo n\u00e3o pode manter o aprendizado por ter um espa\u00e7o de 21 anos de ditadura onde o voto livre e universal tinha regras exclusivas dadas aos chamados col\u00e9gios, sem participa\u00e7\u00e3o do povo. Desde ent\u00e3o, os direitos t\u00eam sido exercitados com titubeios de aprendizado. N\u00e3o h\u00e1, contudo, regime melhor que o democr\u00e1tico. \u00c9 neste sentido que se advoga o direito de todos. E temos que aprender custe o que custar.<\/p>\n<p>No cen\u00e1rio presente, devemos destacar a indig\u00eancia dos argumentos mais expostos. H\u00e1 aqueles que defendem o n\u00e3o di\u00e1logo e a ordem imposta \u00e0 bala, \u00e0 castra\u00e7\u00e3o qu\u00edmica de estupradores, \u00e0 pena de morte, \u00e0 militariza\u00e7\u00e3o das escolas, ao fechamento das fronteiras e, claramente, s\u00e3o contr\u00e1rios ao direito de equipara\u00e7\u00e3o das mulheres aos homens e a todas as diferen\u00e7as, em particular contra os negros e homossexuais. Isso, por\u00e9m, por sofrido que seja, \u00e9 leg\u00edtimo num espa\u00e7o de discuss\u00e3o p\u00fablica. Vai da maioria do eleitorado querer ou n\u00e3o. O que se torna dif\u00edcil, \u00e9 admitir que os contr\u00e1rios n\u00e3o t\u00eam se contraposto com programas minimamente s\u00f3lidos, baseados em princ\u00edpios e compromissos partid\u00e1rios coerentes. O que temos no plantel dispon\u00edvel \u00e9 uma individualiza\u00e7\u00e3o dos candidatos.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/Dacciolo.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-16173\" src=\"http:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/Dacciolo.jpg\" alt=\"Dacciolo\" width=\"290\" height=\"174\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em><strong>Cabo Pastor Daciolo recolheu-se\u00a0 no campo para consultar seu deus<\/strong><\/em><\/p>\n<p>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 Cada um falando por si, e poucos replicam os mandos arbitr\u00e1rios que sim est\u00e3o mais claramente colocados. Nessa perspectiva, os debates n\u00e3o t\u00eam servido para muita coisa. Aberra\u00e7\u00f5es como o Pastor-Cabo-candidato oferece a sugestiva URSAL (Uni\u00e3o das Rep\u00fablicas Socialistas da Am\u00e9rica Latina) como t\u00f3pico de debate ganham proemin\u00eancia. Em complemento, uma ladainha de promessas sem cabimento se alinha \u00e0s falas que se esgotam em n\u00fameros estat\u00edsticos e promessas desarticuladas. Mas \u00e9 o que temos&#8230;<\/p>\n<p>\u00c9 exatamente sobre o vazio de propostas e ideias que haveremos que decidir. Decidir e pagar para ver. D\u00f3i dizer que n\u00e3o temos outro caminho, e que caminhando, mesmo com eventuais tombos, haveremos de aprender a dura li\u00e7\u00e3o da democracia. Estamos juntos. Estamos? Vejamos&#8230;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para Paulo Pereira \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 Estamos fartos de ouvir sobre o andamento deste ano como exce\u00e7\u00e3o. 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