{"id":16111,"date":"2018-08-08T19:37:13","date_gmt":"2018-08-08T22:37:13","guid":{"rendered":"http:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/?p=16111"},"modified":"2018-08-08T19:37:13","modified_gmt":"2018-08-08T22:37:13","slug":"reforma-politica-pensando-desafios-politicos-vindouros-mestre-jc-sebe-bom-meihy","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/reforma-politica-pensando-desafios-politicos-vindouros-mestre-jc-sebe-bom-meihy\/","title":{"rendered":"REFORMA POL\u00cdTICA: PENSANDO DESAFIOS POL\u00cdTICOS VINDOUROS (Mestre JC Sebe Bom Meihy)"},"content":{"rendered":"<p>Com o tempo aprendi uma li\u00e7\u00e3o importante: jamais menosprezar os inimigos. Jamais. Essa dif\u00edcil pr\u00e1tica, no entanto, se faz apoiada no dever sagrado do respeito a todos. Sim, antes de tudo, precedendo atitudes externadas em rea\u00e7\u00f5es nervosas e muitas vezes seguidas de ru\u00eddos danosos a n\u00f3s mesmos, temos que desenvolver exerc\u00edcios que extrapolam os limites da toler\u00e2ncia. Devo dizer tamb\u00e9m que n\u00e3o gosto da palavra toler\u00e2ncia, pois implica uma abertura artificial, autocentrada e sagradora do nosso ego permissivo. Tolerar \u00e9 conceder e, na perspectiva que advogo pretende-se mais do que admitir. O aparelhamento de igualdades \u00e9 necess\u00e1rio, em certos casos, urgente. Mas, como \u00e9 dif\u00edcil!<\/p>\n<p>A tradu\u00e7\u00e3o desses dois verbos para o campo do debate pol\u00edtico \u00e9, contudo, mais que necess\u00e1rio. Torna-se urgente o acatamento da adversidade para se poder crescer com ela. Assim, e s\u00f3 desta forma, poderemos ir al\u00e9m do \u00f3dio expresso e cab\u00edvel nas oposi\u00e7\u00f5es sem fundamentos. A ponte que se retra\u00e7a entre o que nos parece refut\u00e1vel e o di\u00e1logo exige argumentos. N\u00e3o basta \u2013 e todos estamos fartos \u2013 piadinhas infames, apontamentos de mentiras evidentes, exageros indomesticados e por vezes expressos em gritos. Temos que ter clareza de que todo comportamento humano \u00e9 pass\u00edvel de revis\u00f5es ou trocas e que s\u00f3 mesmo a morte \u00e9 coisa certa. N\u00e3o pensem, contudo, que se prop\u00f5em relativiza\u00e7\u00f5es ou deixa disto. N\u00e3o, nada de passividade ou sil\u00eancio conveniente. Pelo reverso, o que se advoga \u00e9 a formula\u00e7\u00e3o de argumentos capazes de permitir a busca de dial\u00f3gica, aquela capaz de permitir trocas cab\u00edveis de um e de outro lado.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/Mercken.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-16113\" src=\"http:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/Mercken.jpg\" alt=\"Mercken\" width=\"331\" height=\"152\" srcset=\"https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/Mercken.jpg 331w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/Mercken-300x138.jpg 300w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/Mercken-165x75.jpg 165w\" sizes=\"auto, (max-width: 331px) 100vw, 331px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em><strong>Mencken foi jornalista e cr\u00edtico social norte-americano<\/strong><\/em><\/p>\n<p>A formula\u00e7\u00e3o desta premissa exige m\u00e9todo. Sim, n\u00e3o vale apenas ser contra pelo simples e complicado radicalismo. N\u00e3o mesmo. Tenhamos em conta que a palavra radical deriva do termo latino radix e raiz, e assim, raiz nasce nas profundezas do inexplic\u00e1vel imediato. A melhor forma de considera\u00e7\u00e3o dos elementos que alimentam diverg\u00eancias \u00e9 a admiss\u00e3o de suas consequ\u00eancias, tanto no n\u00edvel pessoal como no coletivo. Sob tal perspectiva, vale retomar o princ\u00edpio exposto pelo jornalista norte-americano Henry Mencken ao ensinas que que \u201cpara cada problema complexo existe uma resposta clara, simples e errada\u201d. Sim, partamos da evid\u00eancia de que os pontos em quest\u00e3o s\u00e3o sempre intrincados, plenos de facetas e que n\u00e3o existem respostas fechadas e simplistas. Ali\u00e1s, recomenda-se ju\u00edzo ao admitir facilidades, pois elas carregam erros. Com seguran\u00e7a, a chave mais eficiente para abrir a busca de solu\u00e7\u00f5es \u00e9 o enredamento causal. Sim, a origem das coisas, pelo menos a origem imediata dos problemas tem que ser apontada como ponto de partida. E, tamb\u00e9m, pouco ou nada vale come\u00e7ar pela origem dos dilemas. Assim, cabe fazer diagn\u00f3sticos e estes remetem aos discursos, fatos e evid\u00eancias causadoras de disc\u00f3rdias.<\/p>\n<p>Pensando nestes itens introdut\u00f3rios, prezam-se os valores dos diagn\u00f3sticos. Pois bem, estamos em plena campanha presidencial e n\u00e3o \u00e9 de todo apressado dizer que este \u00e9 um momento importante porquanto nunca os problemas nacionais tiveram tanta urg\u00eancia de solu\u00e7\u00f5es e nem submetidos a tantas novidades tecnol\u00f3gicas. Assim, o primeiro ponto a ser distinguido remete \u00e0 campanha. Falamos de financiamento desta maratona louca a que s\u00e3o submetidos candidatos e eleitores. A outra ponta da pol\u00eamica permitida por este item remete \u00e0 urg\u00eancia da reforma eleitoral. Especialistas n\u00e3o pol\u00edticos, jornalistas e acad\u00eamicos s\u00e9rios alertam para a conveni\u00eancia da manuten\u00e7\u00e3o de campanhas presidenci\u00e1veis em escala nacional, mas setorizadas (voto distrital), para o executivo. Isso mexeria de imediato com as distribui\u00e7\u00f5es de tempo e verba para os candidatos, bem como aten\u00e7\u00e3o espec\u00edfica aos programas dos proponentes. A virtude maior do voto distrital se transparece na combina\u00e7\u00e3o do comprometimento regional e do controle das promessas.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/Reforma-politica.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-16114\" src=\"http:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/Reforma-politica.jpg\" alt=\"Reforma politica\" width=\"286\" height=\"176\" \/><\/a><\/p>\n<p>Na mesma senda, outro item a ser definido exige que se pense em mandatos de reelei\u00e7\u00f5es e, no caso, a alternativa de uma \u00fanica reelei\u00e7\u00e3o para deputados, nas duas inst\u00e2ncias (estadual e federal), se coaduna com o mandato \u00fanico para presidente. A evid\u00eancia dos benef\u00edcios nestes casos remete ao princ\u00edpio da renova\u00e7\u00e3o e diz contra a profissionaliza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. Vale aqui pensar a virtude da circularidade de mandos, quest\u00e3o b\u00e1sica para a democracia que se alimenta de figuras novas e inovadoras. Ademais, \u00e9 cab\u00edvel a indigna\u00e7\u00e3o frente a pr\u00e1tica continu\u00edsta de mandatos legislativos. Temos aberra\u00e7\u00f5es que mostram como virtudes o fato de algu\u00e9m permanecer como deputado por mais de tr\u00eas mandatos consecutivos.<\/p>\n<p>E h\u00e1 outras reformas a serem debatidas: previd\u00eancia, trabalhista, do Supremo Tribunal Federal. Tamb\u00e9m temas espec\u00edficos se apresentam: Amaz\u00f4nia, estatais, porte de armas. Vamos em frente, sempre pensando no di\u00e1logo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com o tempo aprendi uma li\u00e7\u00e3o importante: jamais menosprezar os inimigos. Jamais. 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