{"id":15451,"date":"2017-12-14T11:04:18","date_gmt":"2017-12-14T14:04:18","guid":{"rendered":"http:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/?p=15451"},"modified":"2017-12-14T11:04:18","modified_gmt":"2017-12-14T14:04:18","slug":"o-arauto-popular-aquiles-analisa-obra-de-renato-teixeira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/o-arauto-popular-aquiles-analisa-obra-de-renato-teixeira\/","title":{"rendered":"O arauto popular (Aquiles analisa obra de Renato Teixeira)"},"content":{"rendered":"<p>A diversidade de g\u00eaneros musicais existentes no Brasil \u00e9 que faz da nossa m\u00fasica a melhor do mundo. Dito isto, por favor, venham comigo, leitores: o samba carioca nasceu na Bahia; bem como o frevo baiano nasceu em Pernambuco; os temas musicais existentes nas \u00e1reas interioranas, embora sigam florescendo, s\u00e3o pouco conhecidos por grande parte de nossa gente (eu inclusive); a riqueza do cancioneiro das \u00e1reas ditas caipiras ou sertanejas se manifesta atrav\u00e9s de uma m\u00fasica t\u00e3o popular que identifica e representa todo o povo do interior brasileiro.<\/p>\n<p>Digo isso ap\u00f3s prazerosas audi\u00e7\u00f5es de um CD que traduz com fineza o jeito rural de compor, tocar e cantar: <em>Terra de Sonhos \u2013 Renato Teixeira &amp; Orquestra do Estado de Mato Grosso <\/em>(Kuarup).<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/Capa-Renatinho-reduzida.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-15453\" src=\"http:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/Capa-Renatinho-reduzida-450x407.jpg\" alt=\"Capa Renatinho reduzida\" width=\"450\" height=\"407\" srcset=\"https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/Capa-Renatinho-reduzida-450x407.jpg 450w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/Capa-Renatinho-reduzida-300x272.jpg 300w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/Capa-Renatinho-reduzida-768x695.jpg 768w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/Capa-Renatinho-reduzida.jpg 1000w\" sizes=\"auto, (max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em><strong>Capa do CD Terra de Sonhos<\/strong><\/em><\/p>\n<p>O \u00e1lbum tem dire\u00e7\u00e3o art\u00edstica e reg\u00eancia de Leandro Carvalho, ele que junto com Renato Teixeira escolheu o repert\u00f3rio e os seis arranjadores. A orquestra de cordas (afina\u00e7\u00e3o m\u00e1xima!), criada em 2005, tem 21 m\u00fasicos e as participa\u00e7\u00f5es especiais de Chico Teixeira e Natan Marques (viol\u00f5es).<\/p>\n<p>Solos e muita din\u00e2mica v\u00eam e v\u00e3o&#8230; e Renato Teixeira? \u2013 o que \u00e9 isso, meu Deus?! Graves redondos, voz macia, quase t\u00edmida, ele interpreta como um arauto, sintetizando e amalgamando as virtudes da m\u00fasica regional. Sens\u00edvel, suas can\u00e7\u00f5es, falando de dores, amores, desejos, sonhos, retratam o que o povo sente.<\/p>\n<p>E o sonhar come\u00e7a com \u201cTerra de Sonhos\u201d (Renato Teixeira e Almir Sater). O arranjo de Ruri\u00e1 Duprat conduz a melodia calorosa que envolve os versos de Sater, cantados por Renato.<\/p>\n<p>\u201cTocando em Frente\u201d (RT e Almir Sater) tem arranjo de Andr\u00e9 Mehmari, que, com pegadas mel\u00f3dicas e r\u00edtmicas, eleva Renato. A intro arritmo tem feiti\u00e7o, tem for\u00e7a espiritual \u2013 \u00e9 a beleza oferecendo o seu encanto. O <em>pizzicato<\/em> das cordas, junto com o canto, arrasa. E Renato Teixeira entoando: \u201cAndo devagar\/ Porque j\u00e1 tive pressa (&#8230;).\u201d Emo\u00e7\u00e3o!<\/p>\n<p>\u201cAmora\u201d (RT) tem arranjo de Vittor Santos. A intro \u00e9 delicada, assim como preciosa \u00e9 a letra. A voz vem com o viol\u00e3o. A orquestra se junta a eles. Um <em>intermezzo <\/em>suave, e a can\u00e7\u00e3o segue rom\u00e2ntica&#8230;<\/p>\n<p>\u201cChalana\u201d (Arlindo Pinto e M\u00e1rio Zan) tem arranjo de Paulo Arag\u00e3o. Como numa prece, Renato canta \u201cO chalana (&#8230;) navega no remanso do Rio Paraguai (&#8230;)\u201d. Uma nota aguda da melodia sai l\u00edmpida da garganta do cantador. Meu Deus!<\/p>\n<p>\u201cPassatempo\u201d (Renato Teixeira) tem arranjo de \u00cdtalo Peron. Na intro as cordas e a viola ponteiam. E v\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cMeu Veneno\u201d (Renato Teixeira) tem arranjo \u201cinvocado\u201d de Tiago Costa. Desde a intro, o violino desgarra pra logo depois voltar a \u201cgarrar\u201d na melodia. Num passeio dos versos pelos lugares por onde passou o cantador, ele mais a orquestra se divertem enquanto criam formosuras.<\/p>\n<p>Ao longo do disco, percebe-se o quanto cada arranjador botou f\u00e9 na orquestra e no maestro, dedicando a eles o melhor de sua inspira\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>E o arauto segue cantando os versos nascidos pra l\u00e1 dos cafund\u00f3s do mundo. E assim ele tatua a fogo de fogueira e \u00e0 luz da noite a cara do Brasil profundo.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong><em>Aquiles Rique Reis<\/em><\/strong><em>, vocalista do MPB4<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A diversidade de g\u00eaneros musicais existentes no Brasil \u00e9 que faz da nossa m\u00fasica a melhor do mundo. 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