{"id":15412,"date":"2017-12-05T14:55:13","date_gmt":"2017-12-05T17:55:13","guid":{"rendered":"http:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/?p=15412"},"modified":"2017-12-05T15:15:28","modified_gmt":"2017-12-05T18:15:28","slug":"crime-em-nome-da-lei-uma-sequencia-de-erros-judiciais-fica-impune-por-indiferenca-de-carmen-dodge-e-segovia-jose-neumanne","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/crime-em-nome-da-lei-uma-sequencia-de-erros-judiciais-fica-impune-por-indiferenca-de-carmen-dodge-e-segovia-jose-neumanne\/","title":{"rendered":"Crime em nome da lei &#8211; Uma sequ\u00eancia de erros judiciais fica impune por indiferen\u00e7a de C\u00e1rmen, Dodge e Seg\u00f3via (*Jos\u00e9 N\u00eaumanne)"},"content":{"rendered":"<p>O ano de 2018 n\u00e3o ser\u00e1 marcado por conflitos ideol\u00f3gicos ou por embates entre populismo e choque do capitalismo. Seus 365 dias ser\u00e3o lembrados pela guerra sem sono e sem quartel dos cem parlamentares investigados e seus aliados suspeitos no Poder Legislativo contra a sociedade indignada, que n\u00e3o poder\u00e1 cochilar diante dos truques e armadilhas dos detentores do foro de prerrogativa de fun\u00e7\u00e3o para manterem a jabuticaba envenenada e escaparem do martelo pesado de S\u00e9rgio Moro, em Curitiba, Vallisney de Souza Oliveira, em Bras\u00edlia, e Marcelo Bretas, no Rio.<!--more--> Com a ajuda da Pol\u00edcia Federal (PF) e do Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal (MPF) na investiga\u00e7\u00e3o dos crimes de colarinho-branco, que continuam desgra\u00e7ando a gest\u00e3o p\u00fablica nestes tristes tr\u00f3picos de L\u00e9vi-Straus.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/Marcelo-Bretas.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-15414\" src=\"http:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/Marcelo-Bretas-450x253.jpg\" alt=\"Marcelo Bretas\" width=\"450\" height=\"253\" srcset=\"https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/Marcelo-Bretas-450x253.jpg 450w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/Marcelo-Bretas-300x169.jpg 300w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/Marcelo-Bretas.jpg 610w\" sizes=\"auto, (max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/Sergio-Moro.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-large wp-image-15415\" src=\"http:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/Sergio-Moro-450x339.jpg\" alt=\"Bras\u00edlia- DF 04-08-2016 Juiz Sergio Moro na comiss\u00e3o especial de combate a corrup\u00e7\u00e3o. Foto Lula Marques\/Ag\u00eancia PT\" width=\"450\" height=\"339\" srcset=\"https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/Sergio-Moro-450x339.jpg 450w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/Sergio-Moro-300x226.jpg 300w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/Sergio-Moro.jpg 765w\" sizes=\"auto, (max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/Vallisney.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-15416\" src=\"http:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/Vallisney-450x297.jpg\" alt=\"Vallisney\" width=\"450\" height=\"297\" srcset=\"https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/Vallisney-450x297.jpg 450w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/Vallisney-300x198.jpg 300w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/Vallisney-768x508.jpg 768w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/Vallisney.jpg 932w\" sizes=\"auto, (max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em><strong>Os pol\u00edticos malandros fogem como o diabo da cruz dos ju\u00edzes federais\u00a0S\u00e9rgio Moro, em Curitiba,\u00a0Marcelo Bretas, no Rio e Vallisney de Souza Oliveira, em Bras\u00edlia<\/strong><\/em><\/p>\n<p>O Estado de Direito \u00e0 brasileira ter\u00e1 refor\u00e7ada, ent\u00e3o, sua natureza peculiar de consagrar como her\u00f3is da liberdade n\u00e3o os profissionais da resist\u00eancia pol\u00edtica civil aos abusos das autoridades constitu\u00eddas para exercerem o monop\u00f3lio da for\u00e7a, mas os agentes portadores de ins\u00edgnias que vasculham suas casas, seus escrit\u00f3rios e at\u00e9 seus gabinetes em busca de ind\u00edcios comprometedores de pr\u00e1ticas il\u00edcitas. H\u00e1 uma raz\u00e3o forte para isso: a Rep\u00fablica \u00e9 presidida por um daqueles cidad\u00e3os em seu estranho dialeto <em>juridiqu\u00eas<\/em> que, entre circunl\u00f3quios e golpes de m\u00e3os, tra\u00e7am trilhas para fugir do p\u00e3o, p\u00e3o, queijo, queijo de explica\u00e7\u00f5es l\u00f3gicas que possam ser facilmente entendidas. A plebe tem todas as raz\u00f5es do mundo para desconfiar desses fin\u00f3rios. <em>Et pour cause<\/em>, a pol\u00edcia que mata pobres e pardos na rua, em vez de proteg\u00ea-los dos delinquentes que ocupam o territ\u00f3rio onde vivem. Mas, mesmo truculenta, ela tem sido elogiada nas mesmas manifesta\u00e7\u00f5es populares que execram os elegantes mandat\u00e1rios feitos gestores por decis\u00e3o da maioria dos sufr\u00e1gios populares.<\/p>\n<p>Nessa condi\u00e7\u00e3o, policiais viram mocinhos de capa e espada, promotores p\u00fablicos tornam-se justiceiros munidos de <em>powerpoints<\/em> e ju\u00edzes s\u00e3o tratados como deuses do Olimpo especial das varas dos crimes de colarinho- branco. Antes o altar foi ocupado por Joaquim Barbosa. Hoje Moro, Vallisney e Bretas s\u00e3o as bolas da vez rumo \u00e0 ca\u00e7apa para onde encaminham gatunos das receitas estatais. Pouco importa para eles, que n\u00e3o abrem m\u00e3o de privil\u00e9gios de jeito e maneira, se os gastos que tornam invi\u00e1veis as escritas cont\u00e1beis da autoridade que recolhe e paga tamb\u00e9m fogem ao uso racional pelos excessos dos cabides de emprego, dos vencimentos al\u00e9m do teto e, sobretudo, dos penduricalhos nos porta-chap\u00e9us das delegacias, promotorias e f\u00f3runs, onde todos s\u00e3o julgados de acordo com uma lei que varia para cada caso.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/Thomas-Bastos.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-15417\" src=\"http:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/Thomas-Bastos-450x302.jpg\" alt=\"Thomas Bastos\" width=\"450\" height=\"302\" srcset=\"https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/Thomas-Bastos-450x302.jpg 450w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/Thomas-Bastos-300x201.jpg 300w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/Thomas-Bastos-768x515.jpg 768w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/Thomas-Bastos.jpg 1954w\" sizes=\"auto, (max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em><strong>M\u00e1rcio Thomaz Bastos, articulador jur\u00eddico do governo Lula<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Recentemente, at\u00e9 a pr\u00f3spera prole do metal\u00fargico-modelo teve seus telefonemas grampeados por federais, que o chefe imediato, M\u00e1rcio Thomaz Bastos, chamava de \u201crepublicanos\u201d, num desafio \u00e0 altura inating\u00edvel onde, no trono, se postava o prestimoso pai, chefe de todos os chef\u00f5es, Luiz In\u00e1cio Lula da Silva. \u00c9 que a PF, \u00e0 \u00e9poca, se dividia em grupos sob os ausp\u00edcios de diferentes correntes: os tucanos de Marcelo Itagiba, os herdeiros de Romeu Tuma, os petistas de Paulo Lacerda, etc. Hoje os rep\u00f3rteres que frequentam os gabinetes dos agentes e delegados reportam a exist\u00eancia de uma nova gera\u00e7\u00e3o que aposta no conhecimento das leis e na isonomia dos investigados. Por uma feliz coincid\u00eancia, os velhos promotores e ju\u00edzes tamb\u00e9m foram substitu\u00eddos por jovens que se orgulham de seus princ\u00edpios de f\u00e9 na justi\u00e7a e na ordem. \u00c9 bom, mas a ordem elevada a extremos chega a virar repress\u00e3o pela repress\u00e3o e a justi\u00e7a pode esconder-se nos por\u00f5es quando se modifica numa esp\u00e9cie de profiss\u00e3o de f\u00e9 de meras convic\u00e7\u00f5es. Isso produz um efeito perverso na mudan\u00e7a da velha democracia grega num novo cavalo de Troia, em cujo ventre cren\u00e7as se metamorfoseiam em verdades absolutas, como no jogo de luzes e sombras que fazia a gra\u00e7a de \u201cAs apar\u00eancias enganam\u201d, se\u00e7\u00e3o semanal de Carlos Est\u00eavam no <em>Cruzeiro<\/em> dos anos 30 a 60. em que a luz iluminava a trag\u00e9dia que parecia com\u00e9dia \u00e0 sombra. Ou vice-versa.<\/p>\n<p>Excelente reportagem de Luiz Maklouf Carvalho no <strong>Estado<\/strong> de domingo 3 de dezembro revela como \u00e9 preciso vigiar para evitar abusos de autoridade. Muito embora tamb\u00e9m n\u00e3o se deva permitir que a aus\u00eancia dessa vigil\u00e2ncia facilite a fuga dos delinquentes perfumados pelos desv\u00e3os dos tribunais de ju\u00edzes que escondem nas dobras de suas togas penas de ganso prontas para promoverem a impunidade de seus afilhados de casamento. O rep\u00f3rter comparou a trag\u00e9dia do ex-reitor da Universidade de Santa Catarina (UFSC) Luiz Carlos Concellier de Olivo, o Cau, com a saga de Josef K, perseguido pela lei implac\u00e1vel e sombria na cria\u00e7\u00e3o de fic\u00e7\u00e3o do maior romancista do s\u00e9culo 20, o judeu tcheco Franz Kafka. A abertura de <em>O Processo<\/em>, o romance que virou cl\u00e1ssico de cinema na vers\u00e3o irretoc\u00e1vel de Orson Welles, ressurge na abertura do texto no jornal: \u201cAlgu\u00e9m devia ter caluniado Luiz Carlos Cancellier de Oliveira, porque foi preso numa manh\u00e3, sem que houvesse feito alguma coisa de mal\u201d.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/Carlos-Concellier.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-15418\" src=\"http:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/Carlos-Concellier.jpg\" alt=\"Carlos Concellier\" width=\"276\" height=\"183\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em><strong>Reitor da UFSC n\u00e3o resistiu \u00e0 persegui\u00e7\u00e3o federal<\/strong><\/em><\/p>\n<p>No entanto, nem Kafka seria capaz de descrever o frio roteiro de Florian\u00f3polis: Cau foi preso pela Pol\u00edcia Federal, na Opera\u00e7\u00e3o Ouvidos Moucos, em 14 de setembro. Era investigado, sem saber, pela delegada \u00c9rika Mialik Marena, ex-coordenadora da Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato em Curitiba, e depois da Ouvidos Moucos, em Florian\u00f3polis. Fora denunciado pelo corregedor-geral da UFSC, Rodolfo Hickel do Prado, que n\u00e3o omitiu \u00e0 pol\u00edcia sua condi\u00e7\u00e3o de desafeto do denunciado pela mesquinha raz\u00e3o de que este, para economizar gastos na institui\u00e7\u00e3o, subtra\u00edra uma gratifica\u00e7\u00e3o de R$ 1 mil de seu holerite mensal. A PF usou 115 agentes para prender os sete denunciados, entre os quais Cancellier, encaminhado, como se condenado fora, \u00e0 penitenci\u00e1ria. \u201cTeve os p\u00e9s acorrentados, as m\u00e3os algemadas, foi submetido, nu, \u00e0 revista \u00edntima, vestiu o uniforme de presidi\u00e1rio e ficou em uma cela na ala de seguran\u00e7a m\u00e1xima\u201d, descreveu Maklouf. Dezoito dias depois, jogou-se do s\u00e9timo andar de um shopping na capital catarinense. Tudo come\u00e7ou numa investiga\u00e7\u00e3o corriqueira sobre um programa de educa\u00e7\u00e3o a dist\u00e2ncia. A PF informou em manchete em seu site que a Opera\u00e7\u00e3o Ouvidos Moucos combatia desvios de R$ 80 milh\u00f5es. A delegada reconheceu que esse total era a soma dos repasses do Minist\u00e9rio de Educa\u00e7\u00e3o para a UFSC ao longo de dez anos (de 2005 a 2015), sendo que Cancellier assumiu a reitoria em maio de 2016.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/Delegada-Erika.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-15419\" src=\"http:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/Delegada-Erika-450x288.jpg\" alt=\"Delegada Erika\" width=\"450\" height=\"288\" srcset=\"https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/Delegada-Erika-450x288.jpg 450w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/Delegada-Erika-300x192.jpg 300w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/Delegada-Erika.jpg 602w\" sizes=\"auto, (max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em><strong>\u00c9rika Marena, coordenadora da opera\u00e7\u00e3o Ouvidos Moucos<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Maklouf n\u00e3o conseguiu ouvir o delator Prado, que n\u00e3o atendeu ao celular que a institui\u00e7\u00e3o forneceu como sendo sua propriedade. Conforme Maklouof, ao voltar de uma viagem a Portugal, Cancellier mandou abrir um inqu\u00e9rito, pedido pelo professor Gerson Rizzatti, e afastou Prado at\u00e9 a conclus\u00e3o, mas o juiz federal Osny Cardoso Filho n\u00e3o o autorizou. A vice-reitora Alacoque Erdmann, no cargo, foi visitada pelo superintendente da Controladoria-Geral da Uni\u00e3o (CGU) no Estado, Orlando Vieira de Castro, e pelo procurador da Rep\u00fablica Andr\u00e9 Bertuol. Depois da visita, ela revogou a portaria. O rep\u00f3rter n\u00e3o conseguiu falar com ela, nem Bertuol e Cardoso. E registrou que o site <em>Jornalistas Livres<\/em> deu conta de uma senten\u00e7a contra Prado por cal\u00fania e atos de viol\u00eancia contra a ex-mulher e moradores de um pr\u00e9dio do qual foi s\u00edndico. Em 25 de novembro \u00faltimo, o juiz Marcelo Volpato de Souza arquivou o inqu\u00e9rito da morte do reitor, louvando-se do parecer do procurador Andrey Cunha Amorim, concluindo por suic\u00eddio. E atribuindo o gesto \u00e0 humilha\u00e7\u00e3o de que Chancellier foi v\u00edtima.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/Rodolfo-Hickel-do-Prado.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-15420\" src=\"http:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/Rodolfo-Hickel-do-Prado-450x253.jpg\" alt=\"Rodolfo Hickel do Prado\" width=\"450\" height=\"253\" srcset=\"https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/Rodolfo-Hickel-do-Prado-450x253.jpg 450w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/Rodolfo-Hickel-do-Prado-300x169.jpg 300w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/Rodolfo-Hickel-do-Prado-768x432.jpg 768w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/Rodolfo-Hickel-do-Prado-750x420.jpg 750w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/Rodolfo-Hickel-do-Prado-1140x641.jpg 1140w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/Rodolfo-Hickel-do-Prado.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Rodolfo Hickel do Prado, corregedor-geral da UFSC, revelou \u00e0 pol\u00edcia que o reitor era seu desafeto porque que n\u00e3o omitiu \u00e0 pol\u00edcia sua condi\u00e7\u00e3o de desafeto do denunciado pela mesquinha raz\u00e3o de que este, para economizar gastos na institui\u00e7\u00e3o, subtra\u00edra uma gratifica\u00e7\u00e3o de R$ 1 mil de seu holerite mensal.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Tudo foi convenientemente sepultado sem que a presidente do Conselho Nacional de Justi\u00e7a, C\u00e1rmen L\u00facia, tenha perguntado \u00e0 ju\u00edza federal Juliana Cassol por que autorizou a pris\u00e3o. N\u00e3o h\u00e1 tamb\u00e9m not\u00edcia do interesse da procuradora-geral da Rep\u00fablica, Raquel Dodge, em saber de Bertuol o que motivou o pedido de pris\u00e3o. Tamb\u00e9m a delegada federal tem a esclarecer sua atua\u00e7\u00e3o, no m\u00ednimo, imprudente. Mas o diretor-geral da PF, Fernando Seg\u00f3via, parece mais interessado em garantir privil\u00e9gios para os colegas na reforma da Previd\u00eancia, negociando diretamente com o presidente da C\u00e2mara dos Deputados, Rodrigo Maia, o Botafogo do propinoduto da Petrobr\u00e1s, e em esgrimir com os procuradores na luta pelo poder nos inqu\u00e9ritos dos acusados. Para qu\u00ea? Pelo visto, para nada!<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong><em>*Jornalista, poeta e escritor<\/em><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O ano de 2018 n\u00e3o ser\u00e1 marcado por conflitos ideol\u00f3gicos ou por embates entre populismo e choque do capitalismo. 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