{"id":15136,"date":"2017-10-02T16:22:09","date_gmt":"2017-10-02T19:22:09","guid":{"rendered":"http:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/?p=15136"},"modified":"2017-10-02T16:22:09","modified_gmt":"2017-10-02T19:22:09","slug":"o-que-ja-era-otimo-melhorou-aquiles-sobre-cd-de-joyce-moreno","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/o-que-ja-era-otimo-melhorou-aquiles-sobre-cd-de-joyce-moreno\/","title":{"rendered":"O que j\u00e1 era \u00f3timo melhorou (Aquiles sobre CD de Joyce Moreno)"},"content":{"rendered":"<p>Meu Deus! Estou diante de algo que se agita em mim com ainda mais for\u00e7a do que sempre agitou. Uma energia que, ante t\u00e3o radiante fulgor, me fala aos sentidos. Espanto-me! Tenho a sensa\u00e7\u00e3o de estar diante de uma esp\u00e9cie de milagre musical, e me emociono&#8230; Exagero? N\u00e3o creio! Inverdade? N\u00e3o!<\/p>\n<p>Tenho comigo a certeza de que emo\u00e7\u00f5es devem ser sempre exteriorizadas, sem medo de parecer piegas, ou pior, de serem vistos como se viessem de quem \u201cadora\u201d tudo o que ouve. Como se s\u00f3 importasse ao leitor acompanhar o \u201cverdadeiro\u201d cr\u00edtico, o que deprecia, o que se vale de palavras injuriosas para dizer que n\u00e3o gostou.<\/p>\n<p>Pois bem, surpreendi-me com a audi\u00e7\u00e3o de <em>Palavra e Som<\/em> (Biscoito Fino), novo CD de Joyce Moreno. Parecia-me imposs\u00edvel que ela agregasse ainda mais qualidade \u00e0 sua arte&#8230; mas ela assim fez: nesse novo disco, pela primeira vez, ela escreveu versos \u2013 joias que, para al\u00e9m de seu viol\u00e3o e de sua voz, completam o seu tesouro musical.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/Joyce-Moreno-reduzida.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-15138\" src=\"http:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/Joyce-Moreno-reduzida-450x300.jpg\" alt=\"Joyce Moreno reduzida\" width=\"450\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/Joyce-Moreno-reduzida-450x300.jpg 450w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/Joyce-Moreno-reduzida-300x200.jpg 300w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/Joyce-Moreno-reduzida-768x512.jpg 768w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/Joyce-Moreno-reduzida.jpg 800w\" sizes=\"auto, (max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em><strong>Joyce Moreno, uma esp\u00e9cie de milagre musical para Aquiles do MPB4<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Ao todo s\u00e3o dez letras s\u00f3 dela; mais uma de Torquato Neto (na verdade, uma carta para Ronaldo Bastos), uma de Jo\u00e3o Cavalcanti e outra de Paulo C\u00e9sar Pinheiro. A JM coube music\u00e1-las.<\/p>\n<p>Ela, que assina dire\u00e7\u00e3o musical, arranjos, viol\u00e3o e voz do novo \u00e1lbum, tem a acompanh\u00e1-la Tutty Moreno (bateria), H\u00e9lio Alves (piano) e Rodolfo Stroeter. Al\u00e9m disso, conta com as participa\u00e7\u00f5es especiais de um grupo que capitaneia, formado por Dori Caymmi (de voz cada vez mais grave, como a do pai), Alfredo Del Penho (viol\u00e3o de sete cordas e viola de dez), Lula Galv\u00e3o (guitarra e viol\u00e3o), Pedro Amorim (bandolim), Paulino Dias (tantan) e Mattis Cederberg (trombone baixo).<\/p>\n<p>Um exemplo de uma das belas m\u00fasicas \u00e9 a doce \u201cMar e Lua\u201d, que tem introdu\u00e7\u00e3o de piano e baixo. Um <em>intermezzo<\/em> do piano, em duo com vocalises de JM, tem a bateria segurando as pontas. Enquanto eles brilham, imag\u00e9tica, a letra revela: \u201c(&#8230;) E a Lua percorre o mar\/ E dan\u00e7am fazendo espuma\/ Na praia da solid\u00e3o\/ (&#8230;) O mar bramiu de paix\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p>Outra letra porreta de Joyce est\u00e1 na inspirada \u201cO Amor \u00c9 o Lobo do Amor\u201d, talvez a grande m\u00fasica do CD: \u201c(&#8230;) O amor sem servid\u00e3o\/ Sem presa e sem pris\u00e3o\/ Amor que \u00e9 libertador\/ Amor que n\u00e3o diz n\u00e3o (&#8230;)\u201d. Como um grito, afinado e firme, notas longas iniciam e fecham alguns versos, agregando valor po\u00e9tico \u00e0 letra.<\/p>\n<p>(&#8230;) \u201cMaria do olhar profundo\/ Vela por todo este mundo\/ Todas as religi\u00f5es\/ Maria da claridade (&#8230;) Rogai por todos, Senhora\/ Que seja agora e na hora\/ Das nossas vidas, am\u00e9m\u201d, versos que fecham \u201cAve Maria Serena\u201d, uma prece ecum\u00eanica, na qual Joyce dobra sua voz em ter\u00e7as no refr\u00e3o, enquanto a viola de dez cordas ponteia.<\/p>\n<p>Em \u201cPalavra e Som\u201d, can\u00e7\u00e3o envolvente que d\u00e1 nome e fecha a tampa do CD, novamente JM dobra sua voz em ter\u00e7as. Com bateria, baixo e piano iluminando os versos, o arranjo, a voz e o viol\u00e3o de Joyce Moreno embutem em si o amadurecimento de uma mulher que, desassossegada, se renova e evolui, acrescendo criatividade ao que j\u00e1 era f\u00e9rtil&#8230; e emocionando-me.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong><em>Aquiles Rique Reis<\/em><\/strong><em>, vocalista do MPB4<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Meu Deus! Estou diante de algo que se agita em mim com ainda mais for\u00e7a do que sempre agitou. 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