{"id":14089,"date":"2016-12-16T10:13:37","date_gmt":"2016-12-16T13:13:37","guid":{"rendered":"http:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/?p=14089"},"modified":"2016-12-16T10:13:37","modified_gmt":"2016-12-16T13:13:37","slug":"quando-a-bateria-harmoniza","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/quando-a-bateria-harmoniza\/","title":{"rendered":"Quando a bateria harmoniza"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em fevereiro de 2015 comentei o ent\u00e3o segundo CD do baterista Di St\u00e9ffano e agora, mais de um ano depois, tenho nas m\u00e3os o seu terceiro \u00e1lbum: <em>Recome\u00e7o<\/em> (independente). Tomo a liberdade de citar livremente alguns trechos daquela resenha.<\/p>\n<p>\u201cPrezados leitores e leitoras, hoje vou lhes falar de um CD instrumental \u2013 o trabalho do baterista, compositor e produtor musical Di St\u00e9ffano Wolff Bazilio. Ajustando acordes, abusando de elogi\u00e1veis din\u00e2micas, a bateria permite uma melhor liga entre o som de suas pe\u00e7as e o som dos outros instrumentos. A bateria de Di St\u00e9ffano age como se fosse um instrumento de harmonia, suas baquetas \u201ctocam\u201d os melhores acordes e assim melhor patenteiam as m\u00fasicas. Harmoniosos, seus arranjos misturam os timbres e lhes d\u00e3o equil\u00edbrio.\u201d<\/p>\n<p>Que prazerosa surpresa, meu Deus! A bateria de Di St\u00e9ffano est\u00e1 ainda mais harmonizadora, expandindo substancialmente o dom de entremear instrumentos, liberando-os para solos e improvisos. Consciente de seu talento, dividindo compassos com a mestria de um h\u00e1bil improvisador, sua bateria sabe que, se tocar \u00e9 preciso, harmonizar \u00e9 fundamental.<\/p>\n<p>Di St\u00e9ffano \u00e9 um baterista nato. Daqueles que, imagino, pegava panelas na cozinha de casa para tirar seus sons; daqueles para quem n\u00e3o existe ru\u00eddo impertinente, mas sim m\u00fasica vinda do corpo ou de qualquer objeto, com textura, peso ou tamanho d\u00edspares.<\/p>\n<p><em>Recome\u00e7o<\/em> traz novamente \u00e0 cena o Di St\u00e9ffano compositor e arranjador. S\u00e3o onze temas de sua autoria e tr\u00eas em parcerias diversas. Para grav\u00e1-los, contou com o talento do m\u00fasico, pianista e engenheiro de som David Feldman que, al\u00e9m de mixar e masterizar todo o disco, tocou piano na maior parte das m\u00fasicas.<\/p>\n<p>Num belo trabalho gr\u00e1fico de Cleiton Martorano, capa, contracapa e encarte embalam o \u00e1lbum para presente natalino.<\/p>\n<p>Ou\u00e7o as m\u00fasicas ganharem vida pelo toque dos instrumentistas que as interpretam: \u201cNicolas\u201d (Di St\u00e9ffano) abre a tampa. Composta em homenagem ao filho, o tema tem presen\u00e7a marcante da bateria de Di St\u00e9ffano, da guitarra (Daniel Santiago) e do sax soprano do mo\u00e7ambicano Ivan Mazuze. Os tr\u00eas se desdobram para fazer do tema um divertimento\u00a0 t\u00e3o solar quanto a crian\u00e7a que brinca sob a brisa do oceano.<\/p>\n<p>\u201cVelhos Amigos\u201d (Di St\u00e9ffano e Eduardo Taufic) fecha a tampa. Tendo o baixo ac\u00fastico a costurar o tema, enquanto a bateria de Di St\u00e9ffano une a todos, o flugel (Jess\u00e9 Sadoc) leva a introdu\u00e7\u00e3o at\u00e9 entreg\u00e1-la ao piano (Eduardo Taufic), que chega para tocar um belo <em>intermezzo<\/em>. O baixo firma o ch\u00e3o, enquanto a bateria trisca o prato, seguindo o seu destino de a todos harmonizar.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s muito ouvi-lo, conclu\u00edda a audi\u00e7\u00e3o de <em>Recome\u00e7o<\/em>, me vem \u00e0 cabe\u00e7a lhes dizer algo mais, paciente leitora, estimado leitor: um CD como este tem de estar em qualquer cedeteca que se preze&#8230; dito isso, ouso pedir para que se permita surpreender com a sonoridade instrumental que l\u00e1 est\u00e1 \u2013 ela \u00e9 coisa para se ter sempre por perto, para a ela recorrer em momentos de serena maturidade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Aquiles Rique Reis<\/strong>, vocalista do MPB4<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Em fevereiro de 2015 comentei o ent\u00e3o segundo CD do baterista Di St\u00e9ffano e agora, mais de um ano depois, tenho nas m\u00e3os o &#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":14090,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[32,31],"tags":[],"class_list":["post-14089","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-coluna-do-aquiles","category-colunas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14089","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14089"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14089\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":14091,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14089\/revisions\/14091"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/14090"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14089"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14089"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14089"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}