{"id":13494,"date":"2016-09-25T12:18:54","date_gmt":"2016-09-25T15:18:54","guid":{"rendered":"http:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/?p=13494"},"modified":"2016-10-06T17:52:13","modified_gmt":"2016-10-06T20:52:13","slug":"leituras-de-domingo-cronica-jornalistica-por-antonio-marmo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/leituras-de-domingo-cronica-jornalistica-por-antonio-marmo\/","title":{"rendered":"Leituras de Domingo: Cr\u00f4nica Jornal\u00edstica (por Ant\u00f4nio Marmo)"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><em><strong>Um leitor perguntou-me sobre o significado da palavra cr\u00f4nica, pois \u00e9 uma palavra onipresente nos diversos m\u00e9dia (substantivo masculino plural de m\u00eddias)<\/strong><\/em><!--more--><\/p>\n<p>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 Atualmente existem v\u00e1rios tipos de cr\u00f4nicas, pois a mesma pode ter car\u00e1ter humor\u00edstico, cr\u00edtico, informativo, sat\u00edrico, jornal\u00edstico, l\u00edrico, cient\u00edfico, hist\u00f3rico, etc. Por\u00e9m, como a origem da palavra cr\u00f4nica \u00e9 grega vem de <em>chronos<\/em> (tempo), isso implica que uma das caracter\u00edsticas desse tipo de texto \u00e9 o seu car\u00e1ter contempor\u00e2neo.<\/p>\n<p>Na <a href=\"http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Mitologia_grega\">mitologia grega<\/a>, <em>Chronos<\/em> (em <a href=\"http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Latim\">latim<\/a> <em>Chronus<\/em>) era a personifica\u00e7\u00e3o do <a href=\"http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Tempo\">tempo<\/a>.Assim, para mim, a cr\u00f4nica \u00e9 um g\u00eanero que tem rela\u00e7\u00e3o <em>com a ideia de tempo e consiste no registro de fatos e<\/em><em> ou informa\u00e7\u00f5es\u00a0 <\/em><em>do cotidiano em linguagem liter\u00e1ria, conotativa. <\/em>Segundo esse crit\u00e9rio, podemos ent\u00e3o escolher dois tipos de cr\u00f4nicas como paradigma para os demais, a saber:<\/p>\n<ol>\n<li>A cr\u00f4nica Jornal\u00edstica;<\/li>\n<li>A cr\u00f4nica Hist\u00f3rica.<\/li>\n<\/ol>\n<p>No s\u00e9culo XIX, com o desenvolvimento da imprensa, a cr\u00f4nica passou a fazer parte dos jornais. Assim surgiu a \u201c<em>Cr\u00f4nica Jornal\u00edstica<\/em>\u201d. No <a href=\"http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Jornalismo\">jornalismo<\/a>, a <em>cr\u00f4nica<\/em> \u00e9 uma <a href=\"http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Narra%C3%A7%C3%A3o\">narra\u00e7\u00e3o<\/a> curta, produzida essencialmente para ser veiculada na imprensa, seja nas p\u00e1ginas de uma revista, seja nas p\u00e1ginas de um jornal.<\/p>\n<p>Possui uma finalidade utilit\u00e1ria e pr\u00e9-determinada: agradar ou informar aos leitores dentro de um espa\u00e7o sempre igual e com a mesma localiza\u00e7\u00e3o, criando-se assim, no transcurso dos dias ou das semanas, uma familiaridade entre o <a href=\"http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Escritor\">escritor<\/a> e aqueles que o leem. Nesse sentido mais restrito, uma cr\u00f4nica \u00e9 uma forma textual no estilo de narra\u00e7\u00e3o que tem por fatos aquilo que acontecem em nosso cotidiano. Por este motivo, \u00e9 uma leitura agrad\u00e1vel, pois o leitor interage com os acontecimentos e por muitas vezes se identifica com as a\u00e7\u00f5es tomadas pelas personagens.<\/p>\n<p>Voc\u00ea j\u00e1 deve ter lido algumas cr\u00f4nicas, pois est\u00e3o presentes em jornais, revistas e livros. Al\u00e9m do mais, \u00e9 uma leitura que nos envolve, uma vez que utiliza a primeira pessoa e aproxima o autor de quem l\u00ea. Como se estivessem em uma conversa informal, o cronista tende a dialogar sobre fatos at\u00e9 mesmo \u00edntimos com o leitor.<\/p>\n<p>O texto \u00e9 curto e de linguagem simples, o que o torna ainda mais pr\u00f3ximo de todo tipo de leitor e de praticamente todas as faixas et\u00e1rias. A s\u00e1tira, a ironia, o uso da linguagem coloquial demonstrada na fala das personagens, a exposi\u00e7\u00e3o dos sentimentos e a reflex\u00e3o sobre o que se passa est\u00e3o presentes nas cr\u00f4nicas.<\/p>\n<p>Para outros escritores, uma cr\u00f4nica se reduz a uma hist\u00f3ria que exp\u00f5e os fatos em narra\u00e7\u00e3o simples e segundo a ordem em que eles se v\u00e3o acontecendo. Algumas s\u00e3o obras de testemunhas oculares ou contempor\u00e2neas, mas outras s\u00e3o escritas muito tempo depois dos eventos que descrevem e podem ser muito fantasiosas. A cr\u00f4nica hist\u00f3rica busca sempre relatar a realidade social, pol\u00edtica ou cultural, avaliada pelo autor quase sempre com um tom de protesto ou de argumenta\u00e7\u00e3o. Por exemplo, na B\u00edblia encontramos v\u00e1rios textos que podem ser enquadrados como \u201c<em>Cr\u00f4nicas Hist\u00f3ricas<\/em>\u201d.<\/p>\n<p>Como exposto acima, h\u00e1 v\u00e1rios motivos que levam os leitores a gostar das cr\u00f4nicas, mas e se voc\u00ea fosse escrever uma, o que seria necess\u00e1rio? Vejamos de forma esquematizada as caracter\u00edsticas da cr\u00f4nica:<\/p>\n<ul>\n<li>Narra\u00e7\u00e3o curta;<\/li>\n<li>Descri\u00e7\u00e3o de fatos da vida cotidiana;<\/li>\n<li>Restrito a um tempo cronol\u00f3gico determinado.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Portanto, se voc\u00ea n\u00e3o gosta ou sente dificuldades de ler, a cr\u00f4nica \u00e9 uma dica interessante, pois possui todos os requisitos necess\u00e1rios para tornar a leitura um h\u00e1bito agrad\u00e1vel!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um leitor perguntou-me sobre o significado da palavra cr\u00f4nica, pois \u00e9 uma palavra onipresente nos diversos m\u00e9dia (substantivo masculino plural de m\u00eddias)<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":13495,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[31,33],"tags":[],"class_list":["post-13494","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-colunas","category-licao-de-mestre"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13494","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13494"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13494\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":13601,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13494\/revisions\/13601"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/13495"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13494"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13494"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13494"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}