{"id":12963,"date":"2016-08-14T12:32:09","date_gmt":"2016-08-14T15:32:09","guid":{"rendered":"http:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/?p=12963"},"modified":"2016-08-24T15:28:27","modified_gmt":"2016-08-24T18:28:27","slug":"leituras-de-domingo-mas-quando-nasce-o-pai-em-um-homem-jose-carlos-sebe-bom-meihy","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/leituras-de-domingo-mas-quando-nasce-o-pai-em-um-homem-jose-carlos-sebe-bom-meihy\/","title":{"rendered":"Leituras de domingo &#8211; MAS, QUANDO NASCE O PAI EM UM HOMEM? (Jos\u00e9 Carlos Sebe Bom Meihy)"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><em>Foi com esta frase que resolvi pensar na melhor maneira de reverenciar o dia dos pais, ali\u00e1s, a passagem toda diz o seguinte: \u201cum homem se torna pai quando seu filho nasce, ao menos \u00e9 o que a sociedade reconhece. Mas quando nasce o pai em um homem? Ser\u00e1 que esses dois momentos est\u00e3o juntos?\u201d. Nem sei dizer de onde tirei a cita\u00e7\u00e3o, apenas lembro-me que tanto ela me tocou que a selecionei para um dia meditar sobre ela. E o momento chegou. E chegou carregado de emo\u00e7\u00f5es&#8230;<\/em> \u00a0<!--more--><\/p>\n<p>Tenho repetido que em minha vida h\u00e1 duas datas capitais: o dia dos professores e o dos pais. Por l\u00f3gico, n\u00e3o sa\u00fado o dia dos professores como se fora celebra\u00e7\u00e3o profissional, atividade pr\u00e1tica de frequentar escola, ou reconhecimento pelo papel dos mestres na forma\u00e7\u00e3o de seus alunos. N\u00e3o. N\u00e3o mesmo. Percebo no dia dos professores o respeito que me dou como tal, como cidad\u00e3o que v\u00ea em sua escolha uma op\u00e7\u00e3o de vida repartida na viv\u00eancia de gera\u00e7\u00f5es. Nunca quis ser outra coisa que n\u00e3o professor. Ent\u00e3o, o dia dedicado aos mestres me \u00e9 muito mais do que destaque projetado pelos outros, ou mesmo pelos pr\u00f3prios filhos. \u00c9 como se me fosse dado um espelho e nele me vise da maneira mais plena, humana e completa e correta.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Davi-e-o-pai.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-12965\" title=\"Davi e o pai\" src=\"http:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Davi-e-o-pai-450x337.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"337\" srcset=\"https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Davi-e-o-pai-450x337.jpg 450w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Davi-e-o-pai-300x224.jpg 300w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Davi-e-o-pai.jpg 526w\" sizes=\"auto, (max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em><strong>JC Sebe com o filho Davi no caf\u00e9 da manh\u00e3\u00a0<\/strong><\/em><\/p>\n<p>De certa forma, isto se repete quando contemplo meu papel de pai. O dia dos pais, para mim, n\u00e3o \u00e9 apenas efem\u00e9ride marcada por um dia no calend\u00e1rio que assinala encontro com o reconhecimento p\u00fablico da data. Nada disso. Outra vez, me olho especularmente no cen\u00e1rio da exist\u00eancia que me \u00e9 dada e me percebo parte de uma corrente que captura o sagrado que existe no masculino. Falo de transcend\u00eancia, pois. E h\u00e1 muita poesia nisto. Foi exatamente por esta certeza que mergulhei na frase que questiona o momento do nascimento da paternidade, al\u00e9m do dia do nascimento do primeiro filho. E me pergunto: desde quando resolvi que seria pai? A profundidade evocada como resposta me leva ao infinito de mim mesmo. E adivinho sonhos que se materializaram desde a inf\u00e2ncia. Como sempre quis ser professor, sempre quis ser pai.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Pedro-Meihy.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-12966\" title=\"Pedro Meihy\" src=\"http:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Pedro-Meihy.jpg\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Pedro-Meihy.jpg 200w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Pedro-Meihy-150x150.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 200px) 100vw, 200px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em><strong>Pedro, filho ca\u00e7ula de Mestre Sebe<\/strong><\/em><\/p>\n<p>A confid\u00eancia da anterioridade do feito paterno exige explica\u00e7\u00f5es. Tive um pai ador\u00e1vel: alegre, trabalhador incans\u00e1vel, conversador, dono de uma hist\u00f3ria irresist\u00edvel, cheio de defeitos que nele eram gra\u00e7a. Ah! como gostava de v\u00ea-lo seduzindo fregueses na loja \u2013 \u201c<em>O turco do mercado<\/em>\u201d cantou Renato Teixeira sobre ele \u2013 e como suas paix\u00f5es complementavam aquele personagem que caberia em romances a serem escritos! Certamente, desde pequeno quis roubar-lhe o fogo de ser. Tive que derivar escolhas, por\u00e9m e acho que consegui algumas, embora tantos sejam minhas falhas. Sem d\u00favida, a generosidade foi o dote que mais pretendi reproduzir. E tamb\u00e9m o amor pelos filhos. Mas n\u00e3o \u00e9 qualquer amor, desses naturais. Meu pai viveu comigo o amor irrestrito. Rebelde que fui, talvez por isso, ele sustentou os meus arroubos. Todos; inclusive e principalmente, aqueles que iam diretamente contra seus preceitos pol\u00edticos. Acho que foi exatamente a\u00ed que resolvi que queria ser pai. E assim se fez. O nascimento de meus filhos, portanto, n\u00e3o me fizeram pai. Eu j\u00e1 o era muito antes.<\/p>\n<p>A consci\u00eancia da paternidade lida com muitas coisas e se articula de forma misteriosa a complexidade da vida. Se me perguntassem qual o momento pais pleno dessa experi\u00eancia, diria sem muito titubear: \u00e9 perceber meus filhos, pais. Falo, portanto de netos \u2013 biol\u00f3gicos ou assumidos \u2013 e vejo que a paternidade \u00e9 virtuosa pelas consequ\u00eancias filtradas no sentir-se pai. Pai, filho, pai: tri\u00e2ngulo perfeito de v\u00e9rtices amorosos. Ali\u00e1s, com isto respondo a segunda parte da frase que serve de mote para reflex\u00e3o: <em>ser\u00e1 que estes dois momentos est\u00e3o juntos<\/em>? E com a soberania de quem olha o pr\u00f3prio passado, respondo que n\u00e3o obrigatoriamente. H\u00e1 pais que nascem pais. Acho que sou desses.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Felipe-gino-ze-do-po-e-renaro-ayelo.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-12967\" title=\"Felipe, gino ze do po e renaro ayelo\" src=\"http:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Felipe-gino-ze-do-po-e-renaro-ayelo.jpg\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"214\" srcset=\"https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Felipe-gino-ze-do-po-e-renaro-ayelo.jpg 350w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/Felipe-gino-ze-do-po-e-renaro-ayelo-300x183.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em><strong>Felipe, filho mais velho, amigo dos amigos do pai como Z\u00e9 do P\u00f3 (de caf\u00e9), Gino Consorte (in memorian) e Renato Ayelo<\/strong><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foi com esta frase que resolvi pensar na melhor maneira de reverenciar o dia dos pais, ali\u00e1s, a passagem toda diz o seguinte: \u201cum homem &#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":12964,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[31,36],"tags":[],"class_list":["post-12963","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-colunas","category-lazer-e-cultura"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12963","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12963"}],"version-history":[{"count":14,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12963\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":12978,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12963\/revisions\/12978"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/12964"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12963"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12963"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12963"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}