{"id":12866,"date":"2016-08-07T11:23:59","date_gmt":"2016-08-07T14:23:59","guid":{"rendered":"http:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/?p=12866"},"modified":"2016-08-07T11:23:59","modified_gmt":"2016-08-07T14:23:59","slug":"licao-de-mestre-estrutura-interna-de-jupiter","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/licao-de-mestre-estrutura-interna-de-jupiter\/","title":{"rendered":"Li\u00e7\u00e3o de Mestre: Estrutura interna de J\u00fapiter"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\" dir=\"ltr\"><em><strong>Acredita-se que J\u00fapiter seja composto de um n\u00facleo denso, circundado por hidrog\u00eanio met\u00e1lico com algum h\u00e9lio e uma camada exterior, composta principalmente de hidrog\u00eanio molecular, mas ainda existem d\u00favidas consider\u00e1veis sobre a estrutura interna do planeta. O n\u00facleo \u00e9 muitas vezes descrito como rochoso, mas sua composi\u00e7\u00e3o em detalhes \u00e9 desconhecida, bem como as propriedades destes materiais na temperatura e press\u00e3o destas profundidades. Em 1997, a exist\u00eancia de um n\u00facleo s\u00f3lido foi sugerida por medidas gravitacionais, indicando uma massa de 12 a 45 vezes a da Terra, ou 3% a 15% da massa jupteriana. Modelos mais recentes indicam a presen\u00e7a de um n\u00facleo, com 14 a 18 massas terrestres.<!--more--><\/strong><\/em><\/p>\n<p dir=\"ltr\">A presen\u00e7a de um n\u00facleo durante ao menos parte da hist\u00f3ria de J\u00fapiter \u00e9 sugerida por modelos de forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria, envolvendo a forma\u00e7\u00e3o inicial de um n\u00facleo rochoso ou de gelo, massivo ou suficiente para atrair gravitacionalmente o hidrog\u00eanio e o h\u00e9lio presentes na nebulosa protossolar. Assumindo que tenha existido, o n\u00facleo pode ter diminu\u00eddo em tamanho \u00e0 medida que correntes de convec\u00e7\u00e3o de hidrog\u00eanio met\u00e1lico l\u00edquido levassem material do n\u00facleo derretido para n\u00edveis mais altos do interior planet\u00e1rio. Um n\u00facleo s\u00f3lido pode n\u00e3o existir, j\u00e1 que as medidas gravitacionais n\u00e3o s\u00e3o suficientemente precisas para negar esta possibilidade.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">A regi\u00e3o do n\u00facleo \u00e9 circundada pelo manto, formado primariamente por hidrog\u00eanio met\u00e1lico denso, que estende-se at\u00e9 78% do raio do planeta. H\u00e9lio e N\u00e9on precipitam-se atrav\u00e9s desta camada, em dire\u00e7\u00e3o ao n\u00facleo, reduzindo a abund\u00e2ncia destes materiais na atmosfera exterior do planeta.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Acima do manto localiza-se o interior transparente da atmosfera de hidrog\u00eanio l\u00edquido e hidrog\u00eanio gasoso, com a por\u00e7\u00e3o gasosa estendendo-se da camada de nuvens vis\u00edveis at\u00e9 uma profundidade de cerca de 1 000 km. Acredita-se que n\u00e3o h\u00e1 uma fronteira clara entre essas camadas de diferentes densidades de hidrog\u00eanio; as condi\u00e7\u00f5es variam lentamente do g\u00e1s at\u00e9 a camada s\u00f3lida \u00e0 medida que se aprofunda.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">A temperatura dentro de J\u00fapiter aumenta com a profundidade. Na regi\u00e3o de fase de transi\u00e7\u00e3o, no qual hidrog\u00eanio l\u00edquido \u2014 aquecido para al\u00e9m do seu ponto cr\u00edtico \u2014 torna-se met\u00e1lico, acredita-se que a temperatura seja de 10 000 K. A temperatura na fronteira do n\u00facleo \u00e9 estimada em 36000 K.<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>A atmosfera de J\u00fapiter<\/strong><\/p>\n<p dir=\"ltr\">J\u00fapiter \u00e9 coberto por nuvens compostas por cristais de amon\u00edaco e possivelmente hidrosulfeto de am\u00f4nio. As nuvens est\u00e3o localizadas na tropopausa, e est\u00e3o organizadas em bandas de diferentes latitudes, conhecidas como regi\u00f5es tropicais. Estas est\u00e3o subdivididas em &#8220;faixas&#8221; de cor clara, e &#8220;cintur\u00f5es&#8221; de cor escura. As intera\u00e7\u00f5es destas diferentes bandas e os seus respetivos padr\u00f5es de circula\u00e7\u00e3o atmosf\u00e9rica criam zonas nas quais tempestades e turbul\u00eancias atmosf\u00e9ricas ocorrem. Ventos de at\u00e9 100 m\/s (360 km\/h) s\u00e3o comuns em tais regi\u00f5es. As zonas possuem comprimento, cor e intensidade vari\u00e1veis com o passar do tempo, mas t\u00eam permanecido est\u00e1veis o suficiente para receberem termos de identidade da comunidade astron\u00f4mica.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">A camada de nuvens possui apenas 50 km de profundidade, e consiste em duas partes: uma camada grossa inferior e uma camada mais fina, menos vis\u00edvel, superior. H\u00e1 a possibilidade de existirem nuvens de \u00e1gua sob a camada de amon\u00edaco, que seriam a causa dos raios detetados na atmosfera. Estas descargas el\u00e9tricas podem ter mil vezes o poder dos raios terrestres. As nuvens de \u00e1gua poderiam formar tempestades, alimentadas pelo calor proveniente do interior do planeta.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">As nuvens de J\u00fapiter possuem cores de tom laranja e marrom. Isto \u00e9 devido a elementos que mudam de cor quando expostos aos raios ultravioleta do Sol. N\u00e3o se sabe com exatid\u00e3o quais os elementos envolvidos e sua composi\u00e7\u00e3o, mas acredita-se que sejam f\u00f3sforo, enxofre ou hidrocarbonetos. Estes compostos coloridos, chamados de crom\u00f3foros, misturam-se com as nuvens da camada inferior.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Devido \u00e0 baixa inclina\u00e7\u00e3o axial de J\u00fapiter, as regi\u00f5es polares do planeta recebem muito menos radia\u00e7\u00e3o solar do que a regi\u00e3o equatorial. A convec\u00e7\u00e3o de material do interior do planeta, por\u00e9m, transporta energia para os polos, homogeneizando as temperaturas na camada de nuvens.<\/p>\n<div>\n<div>\n<div>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"center\"><em><strong>por Ant\u00f4nio Marmo de Oliveira,\u00a0antonio_m@uol.com.br<\/strong><\/em><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Acredita-se que J\u00fapiter seja composto de um n\u00facleo denso, circundado por hidrog\u00eanio met\u00e1lico com algum h\u00e9lio e uma camada exterior, composta principalmente de hidrog\u00eanio molecular, &#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":12867,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[31,33],"tags":[],"class_list":["post-12866","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-colunas","category-licao-de-mestre"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12866","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12866"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12866\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":12879,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12866\/revisions\/12879"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/12867"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12866"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12866"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12866"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}