{"id":12708,"date":"2016-07-27T15:24:21","date_gmt":"2016-07-27T18:24:21","guid":{"rendered":"http:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/?p=12708"},"modified":"2016-07-27T15:24:21","modified_gmt":"2016-07-27T18:24:21","slug":"coluna-do-aquiles-antonio-adolfo-e-o-cara","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/coluna-do-aquiles-antonio-adolfo-e-o-cara\/","title":{"rendered":"Coluna do Aquiles: Antonio Adolfo \u00e9 o cara"},"content":{"rendered":"<p>Foi em junho do ano passado que eu comentei sobre um CD rec\u00e9m-lan\u00e7ado pelo grande pianista, compositor e arranjador Antonio Adolfo, que \u00e0 \u00e9poca completava 50 anos de profiss\u00e3o. Tanto l\u00e1 atr\u00e1s como agora, fa\u00e7o quest\u00e3o de enaltecer o seu perfil empreendedor, engajado e pioneiro \u2013 foi ele que, dando uma banana \u00e0s grandes gravadoras, lan\u00e7ou o disco seminal <em>Feito em Casa<\/em> (1977). Esta a\u00e7\u00e3o apontou um caminho novo para a produ\u00e7\u00e3o fonogr\u00e1fica: o disco independente.<!--more--><\/p>\n<p>Pois ele acaba de lan\u00e7ar <em>Tropical Infinito<\/em> (selo AAM), seu 25\u00ba \u00e1lbum. Sempre disposto a buscar novas sonoridades, Antonio escalou um time de primeira linha que incluiu uma novidade, um trio de metais formado por Jess\u00e9 Sadoc (trompete e flugelhorn), Marcelo Martins (saxes soprano e alto) e Serginho Trombone (trombone). O grupo contou ainda com Leo Amuedo (guitarra), Jorge Helder (contrabaixo), Rafael Barata (bateria e percuss\u00e3o), Andr\u00e9 Siqueira (percuss\u00e3o) e um convidado especial, o violonista Claudio Spiewak.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/infinito.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-12710\" title=\"\" src=\"http:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/infinito-450x450.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/infinito-450x450.jpg 450w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/infinito-150x150.jpg 150w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/infinito-300x300.jpg 300w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/infinito.jpg 650w\" sizes=\"auto, (max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Todos os arranjos s\u00e3o assinados por AA, que tamb\u00e9m \u00e9 autor de quatro das nove m\u00fasicas gravadas (duas delas in\u00e9ditas). O disco abre com \u201cKiller Joe\u201d (Benny Golson). Num arranjo que faz jus ao t\u00edtulo, Antonio buscou ampliar o significado de samba jazz.\u00a0 Em andamento ligeiro, piano, bateria e baixo tocam a introdu\u00e7\u00e3o, que segue at\u00e9 a entrada dos metais. E o coro come. O suingue entrega de bandeja o tema para que o trombone fa\u00e7a um solo memor\u00e1vel. O piano segue seu rumo de a todos juntar. Chega o trompete, indo firme nas notas mais altas. O sax toma para si o direito de improvisar e assim vai at\u00e9 entregar o solo para a guitarra. Ap\u00f3s esses improvisos, o piano volta a protagonizar o arranjo. Numa din\u00e2mica correta, os sopros levam a melodia ao \u201cforte\u201d, encaminhando-a para o final, que se consuma com uma virada da bateria.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/1wu64b3VB6o\" frameborder=\"0\" width=\"560\" height=\"315\"><\/iframe><\/p>\n<p>Fechando a tampa, temos \u201cLuar da Bahia\u201d (Antonio Adolfo). Arritmo, a guitarra inicia a melodia. Baixo e bateria seguram a onda. Enquanto a guitarra toca, os sopros garantem um apoio de luxo. O piano se junta, e os tr\u00eas seguem juntos por alguns compassos. Baixo e bateria sustentam a levada delicada. O baixo \u201cchama\u201d o clarinete, que n\u00e3o se faz de rogado e vai preciso \u00e0s notas de um improviso. Novamente arritmo, o baixo sola, enquanto o piano \u00e9 econ\u00f4mico nos acordes e a bateria \u00e9 sutil. Aos poucos o ritmo volta. Os sopros e o piano tornam a se juntar e tocam um desenho que se repete \u2013uma multiplica\u00e7\u00e3o que enleva o esp\u00edrito tanto de quem toca quanto de quem ouve.<\/p>\n<p>Volto ao artigo que escrevi em 2015: eu o titulei como \u201cAntonio Adolfo, um m\u00fasico moderno\u201d. Sim, pois al\u00e9m de todos os seus predicados serem imensos, me impressiona sua modernidade, que faz dele um dos maiores instrumentistas brasileiros. Basta uma passada de olhos por tudo o que ele j\u00e1 criou desde os anos 1960 para constatar: Antonio \u00e9 <em>o<\/em> cara!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Aquiles Rique Reis<\/strong>, m\u00fasico e vocalista do MPB4<\/p>\n<p><strong>PS<\/strong>. O CD<em> <\/em>pode ser encontrado nos sites Spotify, Amazon, Cdbaby e iTunes, ou no da distribuidora www.robdigital.com<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foi em junho do ano passado que eu comentei sobre um CD rec\u00e9m-lan\u00e7ado pelo grande pianista, compositor e arranjador Antonio Adolfo, que \u00e0 \u00e9poca completava &#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":12709,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[32,31],"tags":[],"class_list":["post-12708","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-coluna-do-aquiles","category-colunas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12708","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12708"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12708\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":12711,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12708\/revisions\/12711"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/12709"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12708"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12708"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12708"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}