{"id":12189,"date":"2016-06-19T11:17:46","date_gmt":"2016-06-19T14:17:46","guid":{"rendered":"http:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/?p=12189"},"modified":"2016-06-29T11:20:03","modified_gmt":"2016-06-29T14:20:03","slug":"leituras-o-caminho-de-uma-sociedade-sem-preconceitos-nathalia-oliveira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/leituras-o-caminho-de-uma-sociedade-sem-preconceitos-nathalia-oliveira\/","title":{"rendered":"Leituras: O caminho de uma sociedade sem preconceitos (Nathalia Oliveira)"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\" align=\"center\">Ataque terrorista \u00e0 boate Pulse, em Orlando, nos Estados Unidos no \u00faltimo final de semana deixou 49 mortos, tornando-se o maior ataque terrorista em solo americano desde o 11\/09\/2011; <em>em resposta, grupos de Taubat\u00e9 protestaram contra a LGBTfobia (reportagem de Nathalia Oliveira) e Daniel Reis, professor da UFF analisa o epis\u00f3dio em sua cr\u00f4nica \u201cOs desafios do terror e do medo\u201d<\/em><strong><em><!--more--><\/em><\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/Manifesto.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-12191\" title=\"Manifesto\" src=\"http:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/Manifesto-200x300.jpg\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/Manifesto-200x300.jpg 200w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/Manifesto-300x450.jpg 300w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/Manifesto.jpg 500w\" sizes=\"auto, (max-width: 200px) 100vw, 200px\" \/><\/a>O que era para ter sido momentos de divers\u00e3o se transformou em trag\u00e9dia na madrugada de domingo, 12, na boate gay Pulse, em Orlando nos Estados Unidos. Os frequentadores da balada dan\u00e7avam e se divertiam na \u201cFesta Latina\u201d que rolava quando Omar Mateen, 29, come\u00e7ou a atirar. Apesar da m\u00fasica alta, os frequentadores ouviram os disparos. Alguns se esconderam no banheiro, outros conseguiram fugir pela sa\u00edda dos fundos. Mas, para as 49 v\u00edtimas a vida acabou. Omar, norte-americano de descend\u00eancia \u00e1rabe, ao perceber que autoridades cercavam o local, fez de ref\u00e9m as pessoas que ainda estavam no local. A pol\u00edcia invadiu o local e ele atirou em si mesmo.<\/p>\n<p>Uma a cada tr\u00eas pessoas que estavam na Pulse foram alvejadas. Al\u00e9m das v\u00edtimas fatais, 53 ficaram feridas. O ataque em Orlando \u00e9 considerado o mais letal na hist\u00f3ria dos EUA. O massacre levantou discuss\u00f5es no pa\u00eds e no mundo a respeito do terrorismo, do atirador que teria liga\u00e7\u00f5es com o Estado Isl\u00e2mico, e, principalmente, da LGBTfobia marcada pelo \u00f3dio e preconceito contra l\u00e9sbicas, gays, bissexuais e transg\u00eaneros.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/Avenida-do-Povo.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-12192\" title=\"Avenida do Povo\" src=\"http:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/Avenida-do-Povo-300x199.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"199\" srcset=\"https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/Avenida-do-Povo-300x199.jpg 300w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/Avenida-do-Povo-450x299.jpg 450w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/Avenida-do-Povo.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong>Reflexos na terra de Lobato<\/strong><\/p>\n<p>Em Taubat\u00e9, o ataque motivou um ato p\u00fablico na quinta-feira, 16, na Pra\u00e7a Santa Terezinha, organizada pelo Coletivo Horizontes que milita pela liberdade sexual e de g\u00eanero. \u201cNos inspiramos no Ato Contra a Cultura de Estupro [realizado no m\u00eas passado]. A gente quer lembrar e mostrar pra sociedade que isso aconteceu l\u00e1, mas que isso tamb\u00e9m acontece aqui, LGBTs morrem todos os dias no Brasil\u201d explica Willian Amaral, um dos organizadores. Os manifestantes utilizaram a pra\u00e7a como espa\u00e7o para discutir as dificuldades que eles encontram diariamente. Com cartazes e velas acessas representando o luto, aproximadamente 150 pessoas caminharam em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 C\u00e2mara Municipal para protestar contra a falta respeito e por seus direitos.<\/p>\n<p>\u201cSe voc\u00ea analisar as posi\u00e7\u00f5es preconceituosas, assim como as a\u00e7\u00f5es [homof\u00f3bicas], [percebe-se] que s\u00e3o de um senso comum ao extremo. S\u00e3o reducionistas, explicitam uma fragilidade cognitiva e racioc\u00ednio limitado frente ao objeto. O sujeito n\u00e3o consegue explicar de uma forma racional a rela\u00e7\u00e3o que ele tem com o objeto de \u00f3dio e preconceito\u201d, explica o doutor em Psicologia Social da Universidade de Taubat\u00e9, R\u00e9gis Toledo. De acordo com o psic\u00f3logo, conflitos internos pessoais e estere\u00f3tipos presentes na sociedade est\u00e3o na origem de a\u00e7\u00f5es preconceituosas.<\/p>\n<p>De acordo com Toledo, as manifesta\u00e7\u00f5es de raiva e de preconceito, desde casos extremos como o que aconteceu em Orlando at\u00e9 mensagens de \u00f3dio em rela\u00e7\u00e3o aos LGBTs nas redes sociais, tem origem na fragilidade do pr\u00f3prio agressor. \u201cO conflito ps\u00edquico do sujeito \u00e9 t\u00e3o intenso que ele v\u00ea aquele objeto do preconceito, que pode ser LGBT, mulheres ou torcedor de futebol de outro time, como amea\u00e7a. Por conta da sua fragilidade voc\u00ea quer destru\u00ed-lo. Quando n\u00e3o h\u00e1 um argumento racional, voc\u00ea tem que eliminar aquele grupo ou pessoa\u201d.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/01-Praca.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-12193\" title=\"01 Praca\" src=\"http:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/01-Praca-300x199.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"199\" srcset=\"https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/01-Praca-300x199.jpg 300w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/01-Praca-450x299.jpg 450w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/01-Praca.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong>N\u00fameros preocupantes<\/strong><\/p>\n<p>De acordo com pesquisa realizada pela ONG <em>Transgender Europe<\/em>, rede europeia de organiza\u00e7\u00f5es que apoiam os direitos da popula\u00e7\u00e3o transg\u00eanero, o Brasil \u00e9 o pa\u00eds que mais mata travestis e transexuais no mundo. Entre 2008 e 2014, foram registradas 604 mortes. Levantamento do Grupo Gay da Bahia aponta que um homossexual \u00e9 morto a cada 28 horas no Brasil, 318 em 2015. Contando os \u00faltimos quatro anos, o n\u00famero salta para 1.560. Segundo dados do Governo Federal, o disque 100 totaliza 8.099 den\u00fancias de viol\u00eancia.<\/p>\n<p>No Vale do Para\u00edba, apesar de n\u00e3o existirem \u00edndices sobre a viol\u00eancia contra LGBTs, o preconceito ainda \u00e9 muito grande. \u201cAqui no Vale a gente tem um problema muito grande com a LGBTfobia. Estamos no interior de um grande Estado, apesar de estarmos em um ponto chave entre Rio de Janeiro e S\u00e3o Paulo, o coronelismo e conservadorismo ainda s\u00e3o dominantes\u201d, esclarece Willian Amaral. \u201cVoc\u00ea v\u00ea aqui, por exemplo, vereadores que pautam pela marcha da fam\u00edlia tradicional e que usam o palanque para falar que viu um casal gay se beijando e que aquilo era horr\u00edvel\u201d, frisa.<\/p>\n<p>O caminho para uma sociedade sem preconceitos e igualit\u00e1ria estaria na discuss\u00e3o de pensamentos e avalia\u00e7\u00e3o de costumes. \u201cAs pautas que eles (LGBTs) t\u00eam levado \u00e0 sociedade diante da perspectiva de rela\u00e7\u00f5es homoafetivas e a reorganiza\u00e7\u00e3o de modelos familiares, s\u00e3o extremamente importantes ao pensarmos nos dias atuais\u201d, opina o R\u00e9gis Toledo. \u201cEssa postura de imediato vai resultar em rea\u00e7\u00f5es \u00e0s quais estamos vendo. Ao ocuparem os seus lugares (os LGBTs) explicitam aquilo que est\u00e1 mal resolvido na sociedade. O discurso de alguns setores do Congresso Nacional em rela\u00e7\u00e3o a isto \u00e9 s\u00f3 viol\u00eancia. \u00c9 ser\u00edssimo\u201d, finaliza o psic\u00f3logo, que destaca a necessidade de transforma\u00e7\u00e3o e empatia para aceita\u00e7\u00e3o de diferen\u00e7as.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/Na-rua.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-12194\" title=\"Na rua\" src=\"http:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/Na-rua-300x199.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"199\" srcset=\"https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/Na-rua-300x199.jpg 300w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/Na-rua-450x299.jpg 450w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/Na-rua.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Cr\u00e9ditos fotos: Kas Hoshi\/Coletivo Horizontes<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ataque terrorista \u00e0 boate Pulse, em Orlando, nos Estados Unidos no \u00faltimo final de semana deixou 49 mortos, tornando-se o maior ataque terrorista em solo &#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":12190,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[29,7],"tags":[],"class_list":["post-12189","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-regional","category-reportagem"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12189","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12189"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12189\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":12348,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12189\/revisions\/12348"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/12190"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12189"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12189"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12189"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}