{"id":11944,"date":"2016-06-05T12:47:12","date_gmt":"2016-06-05T15:47:12","guid":{"rendered":"http:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/?p=11944"},"modified":"2016-06-05T12:47:12","modified_gmt":"2016-06-05T15:47:12","slug":"aquiles-vamos-de-musica-instrumental","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/aquiles-vamos-de-musica-instrumental\/","title":{"rendered":"Aquiles: Vamos de m\u00fasica instrumental?"},"content":{"rendered":"<p>Sim? \u00d3timo! Vamos ent\u00e3o de Milagre (Kalimba), o novo trabalho do violonista, compositor e arranjador Gabriel Improta.<!--more--><\/p>\n<p>Tudo come\u00e7a com uma lind\u00edssima interpreta\u00e7\u00e3o de \u201cPassarim\u201d (Tom Jobim). Com uma forma\u00e7\u00e3o minimalista, o viol\u00e3o de Gabriel Improta tem no contrabaixo ac\u00fastico de Rodrigo Villa e na bateria de Rafael Barata os parceiros para criar o clima de quietude pedido pela composi\u00e7\u00e3o jobiniana: o viol\u00e3o dedilha a melodia. Logo o baixo alterna notas da melodia com sequ\u00eancias de improvisos. Munida apenas de vassourinhas, a bateria se une a eles. O ritmo quase melanc\u00f3lico da m\u00fasica desata em admir\u00e1vel suingue. E assim o som rola macio, cadenciado. Por entre os caminhos abertos pelo solo do viol\u00e3o, a melodia soa pujante, vigorosa que est\u00e1 pelo acompanhamento do contrabaixo e da bateria. Aula de interpreta\u00e7\u00e3o. J\u00e1 com a primeira parte sendo finalizada, a bateria, com baquetas, somada ao baixo e ao viol\u00e3o, des\u00e1guam num desenho arr\u00edtmico criado por Jobim, e que hoje \u00e9 como se j\u00e1 fizesse parte da composi\u00e7\u00e3o. Passando novamente pela introdu\u00e7\u00e3o, a bateria crescendo nos pratos, tem in\u00edcio um impressionante improviso de Improta. Enquanto a bateria usa quase todas as suas pe\u00e7as, ao baixo cabe pulsar o arranjo de GI. \u00c9 quando rola um falso final. Mas ainda tem mais: por entre rufos da bateria e repeti\u00e7\u00f5es de notas do baixo, o piano emerge tocando a introdu\u00e7\u00e3o. Meu Deus! Alguns curtos solos da bateria, amparados pelo baixo repetindo uma nota em pedal e o viol\u00e3o tocando pequenos trechos da melodia&#8230; e tudo cresce em formid\u00e1vel din\u00e2mica. No \u00e1pice do que se afigura como um grandioso final, ainda h\u00e1 tempo de o viol\u00e3o restar solit\u00e1rio. Ao fundo, ouve-se pios de passarim.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_11946\" style=\"width: 450px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/gabrielimprotamilagre.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-11946\" class=\"size-large wp-image-11946\" title=\"Milagre de Gabriel Improta\" src=\"http:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/gabrielimprotamilagre-450x407.jpg\" alt=\"Milagre de Gabriel Improta\" width=\"450\" height=\"407\" srcset=\"https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/gabrielimprotamilagre-450x407.jpg 450w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/gabrielimprotamilagre-300x271.jpg 300w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/gabrielimprotamilagre.jpg 650w\" sizes=\"auto, (max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-11946\" class=\"wp-caption-text\">Milagre de Gabriel Improta<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em \u201cChoro Para McCoy\u201d (Gabriel Improta), o arranjo tra\u00e7a um perfil exato da fortaleza r\u00edtmica e mel\u00f3dica do tema. A introdu\u00e7\u00e3o, com percuss\u00e3o sob o comando de Marcos Suzano e Daniel Barata, cria a cama para a guitarra (Gabriel Improta) e o contrabaixo el\u00e9trico (Rodrigo Villa) se esbaldarem. Compassos depois, chega a flauta de Marcelo Martins, bem como o trombone (Fabiano Segalote) e os saxes (Dirceu Leite). Pura festan\u00e7a popular brasileira. O arranjo para os sopros \u00e9 contagiante. A percuss\u00e3o e a bateria d\u00e3o sustan\u00e7a \u00e0 pisada. O trombone protagoniza. Repetindo notas graves, ele ajuda a criar a atmosfera que ponteia o tema. \u00c9 o samba-jazz, meu \u2018broder\u2019.<\/p>\n<p>\u201cMilagre\u201d, a can\u00e7\u00e3o praieira de Dorival Caymmi, chega sob as b\u00ean\u00e7\u00e3os do viol\u00e3o (Improta), do baixo el\u00e9trico (Rodrigo Villa), da flauta (Carlos Malta), da bateria (Rafael Barata) e da percuss\u00e3o (Marcos Suzano). Um ritmo sensual eleva a can\u00e7\u00e3o. Ao fundo, ouve-se uma voz feminina: Brancka. Logo o viol\u00e3o sola enquanto a flauta cria frases mel\u00f3dicas tocadas em ter\u00e7as. Uma levada em samba revela a Bahia \u00e0 beira-mar. Num belo duo, Brancka volta a cantar em ter\u00e7as com a flauta. A picardia baiana bole no compasso do samba lento&#8230; Bem Dorival.<\/p>\n<p>O CD Milagre \u00e9 mais do que as palavras dizem.<\/p>\n<div>\n<div>\n<p><strong><em>por Aquiles Rique Reis<\/em><\/strong><em>, m\u00fasico e vocalista do MPB4<\/em><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sim? \u00d3timo! 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