{"id":11884,"date":"2016-05-29T15:20:56","date_gmt":"2016-05-29T18:20:56","guid":{"rendered":"http:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/?p=11884"},"modified":"2016-05-29T15:32:14","modified_gmt":"2016-05-29T18:32:14","slug":"aquiles-ceu-uma-grande-cantora-e-compositora","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/aquiles-ceu-uma-grande-cantora-e-compositora\/","title":{"rendered":"Aquiles: C\u00e9u, uma grande cantora e compositora"},"content":{"rendered":"<p>Admir\u00e1veis e arrojados, os versos de C\u00e9u s\u00e3o loucos. Por vezes delirantes, eles voam livres, soltos. Quase sempre simples, seus versos ora s\u00e3o entusiasmados, ora s\u00e3o profundos, nunca rimados. Energizadas, as palavras s\u00e3o a imagem de sua personalidade. A vida em palavras \u2013 universo vivo, desencantador e descarado. Cruas, fascinantes, cru\u00e9is, elas, soltas, voam, voam&#8230;<!--more--><\/p>\n<p>O ritmo de C\u00e9u \u00e9 uma fortaleza, recomenda-se n\u00e3o tentar batuc\u00e1-lo. As levadas de C\u00e9u de cl\u00e1ssicas n\u00e3o t\u00eam nem o menor sinal. Modernas, el\u00e9tricas, eletr\u00f4nicas.<\/p>\n<p>A vida de C\u00e9u \u00e9 m\u00fasica. Cantada, tocada, s\u00f3 ou em parceria, sua vida sugere j\u00e1 ter, desde antes de tudo, o seu destino lido na linha da m\u00e3o. Quando o c\u00e9u se ajunta com a terra, o horizonte se torna claramente azul ou assustadoramente cinza chumbo. \u00c9 quando C\u00e9u preenche sua vida de cores e canta e chora e recria seu mundo. Mundo que \u00e9 l\u00e1 onde o horizonte acarinha o mar e afaga a terra onde o mar habita.<\/p>\n<p>Encantado com Tropix, o quarto CD de C\u00e9u, escrevi os par\u00e1grafos acima enquanto viajava de Fortaleza para S\u00e3o Paulo. Literalmente nas nuvens \u2013 ora sobre elas, ora abaixo ou dentro delas \u2013, senti-me seguro pelo som que ouvia. N\u00e3o que, em meio \u00e0s eventuais turbul\u00eancias, a m\u00fasica me acalmasse; n\u00e3o, ao contr\u00e1rio, o som me provocava, me a\u00e7ulava. Entre v\u00e1cuos, cumulus nimbus e sacolejos, a sensa\u00e7\u00e3o de que daquela vez, inexoravelmente, o avi\u00e3o cairia e eu, com alguma sorte, iria para o c\u00e9u, ouvindo C\u00e9u.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_11886\" style=\"width: 450px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/capa_ceu_tropix-620.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-11886\" class=\"size-large wp-image-11886\" title=\"Capa de Tropix da cantora C\u00e9u\" src=\"http:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/capa_ceu_tropix-620-450x450.jpg\" alt=\"Capa de Tropix da cantora C\u00e9u\" width=\"450\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/capa_ceu_tropix-620-450x450.jpg 450w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/capa_ceu_tropix-620-150x150.jpg 150w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/capa_ceu_tropix-620-300x300.jpg 300w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/capa_ceu_tropix-620.jpg 650w\" sizes=\"auto, (max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-11886\" class=\"wp-caption-text\">Capa de Tropix da cantora C\u00e9u<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Enquanto isso, a sua voz (nada acontece por acaso) me dava a certeza de que com ela o c\u00e9u continuaria inalcan\u00e7\u00e1vel (ao menos naquele momento). E foi com essa certeza, advinda da m\u00fasica de C\u00e9u, que o avi\u00e3o pousou. E eu fiquei no c\u00e9u&#8230;<\/p>\n<p>Para dividir a concep\u00e7\u00e3o musical do \u00e1lbum, C\u00e9u liderou um trio de instrumentistas: Pupilo (percussionista da Na\u00e7\u00e3o Zumbi), Lucas Martins (contrabaixista) e Herv\u00e9 Salters (tecladista franc\u00eas que, junto com Pupilo, produziu o disco). E tem tamb\u00e9m algumas \u00f3timas participa\u00e7\u00f5es, como a do guitarrista Pedro S\u00e1, a de Rosa Morena (filha de C\u00e9u, que com ela divide o vocal num acalanto composto em sua homenagem) e a de Tulipa Ruiz, que divide os vocais com C\u00e9u em duas faixas.<\/p>\n<p>Sem alardes, C\u00e9u entoa seu canto como quem faz a coisa mais banal do mundo. Sua voz brota sussurrada, afinada. Seu timbre embala as levadas. Suas divis\u00f5es r\u00edtmicas s\u00e3o absolutamente coerentes com o que interpreta.<\/p>\n<p>Desde \u201cPerfume do Invis\u00edvel\u201d (C\u00e9u), a faixa de abertura de Tropix, um som contempor\u00e2neo circunda o CD. A introdu\u00e7\u00e3o com sons eletr\u00f4nicos logo tem a ades\u00e3o do baixo. E chega a voz&#8230; meu Deus! Como se n\u00e3o fosse extraordin\u00e1ria, a voz de<\/p>\n<p>C\u00e9u chega quase despretensiosa. Voz que traz em si o germe do espanto que acomete quem presencia o seu poder.<\/p>\n<p>Doce e delicada, C\u00e9u \u00e9 ousada. Desaforada e surpreendente, sua m\u00fasica \u00e9 en\u00e9rgica. Suas melodias n\u00e3o respeitam padr\u00f5es. Admir\u00e1veis, suas melodias s\u00e3o a face mais palp\u00e1vel de seu of\u00edcio&#8230; uma admir\u00e1vel cantora e compositora.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div>\n<p><strong><em>por Aquiles Rique Reis<\/em><\/strong><em>, m\u00fasico e vocalista do MPB4<\/em><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Admir\u00e1veis e arrojados, os versos de C\u00e9u s\u00e3o loucos. Por vezes delirantes, eles voam livres, soltos. 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