{"id":11879,"date":"2016-05-29T15:16:28","date_gmt":"2016-05-29T18:16:28","guid":{"rendered":"http:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/?p=11879"},"modified":"2016-05-29T15:16:28","modified_gmt":"2016-05-29T18:16:28","slug":"marmo-planetas-estrelas-e-outros-objetos-cosmicos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/marmo-planetas-estrelas-e-outros-objetos-cosmicos\/","title":{"rendered":"Marmo: Planetas , estrelas e outros objetos c\u00f3smicos"},"content":{"rendered":"<p>Astro \u00e9 um corpo celeste luminoso por si mesmo ou que recebe claridade de outro. De forma simplificada, podemos dizer que um astro ou \u00e9 um planeta ou \u00e9 uma estrela.<!--more--><\/p>\n<p>J\u00e1 os planetoides s\u00e3o planetas menores (pequenos planetas). Existem tamb\u00e9m no espa\u00e7o os Asteroides que s\u00e3o corpos rochosos e met\u00e1licos que possuem \u00f3rbita definida ao redor do Sol. Fazem parte dos menores objetos do sistema solar, possuindo, geralmente, apenas algumas centenas de quil\u00f4metros. Os asteroides est\u00e3o concentrados em uma \u00f3rbita cuja dist\u00e2ncia m\u00e9dia do Sol \u00e9 em torno de 2,1 a 3,2 unidades astron\u00f4micas, entre as \u00f3rbitas de Marte e J\u00fapiter. Esta regi\u00e3o \u00e9 conhecida como Cintur\u00e3o de Asteroides, uma fonte de pequenos corpos.<\/p>\n<p>Os meteoros, por sua vez, s\u00e3o fragmentos de materiais que vagueiam pelo espa\u00e7o e que, segundo a Organiza\u00e7\u00e3o Internacional de Meteoros, possuem dimens\u00f5es significativamente menores que um asteroide.<\/p>\n<p>A diferen\u00e7a entre planeta e estrela \u00e9 basicamente a grandeza da massa.<\/p>\n<p>Via de regra, os corpos que s\u00e3o 100 vezes menores do que o Sol s\u00e3o chamados de planetas. Os que s\u00e3o at\u00e9 100 vezes maiores s\u00e3o estrelas. Uma estrela \u00e9 uma grande e luminosa bola de plasma, mantida \u00edntegra pela gravidade e pela press\u00e3o de radia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ao fim de sua vida, uma estrela pode conter tamb\u00e9m uma propor\u00e7\u00e3o de mat\u00e9ria degenerada. A mais pr\u00f3xima da Terra \u00e9 o Sol, fonte da maior parte da energia do planeta. Outras estrelas s\u00e3o vis\u00edveis da Terra durante a noite, quando n\u00e3o s\u00e3o ofuscadas pela luz do Sol ou bloqueadas por fen\u00f4menos atmosf\u00e9ricos. Historicamente, as estrelas mais importantes da esfera celeste foram agrupadas em constela\u00e7\u00f5es e asterismos, e as estrelas mais brilhantes ganharam nomes pr\u00f3prios.<\/p>\n<p>Extensos cat\u00e1logos de estrelas foram compostos pelos astr\u00f4nomos, o que permite a exist\u00eancia de designa\u00e7\u00f5es padronizadas.<\/p>\n<p>Pelo menos durante uma parte da sua vida, uma estrela brilha devido \u00e0 fus\u00e3o nuclear do hidrog\u00eanio no seu n\u00facleo, liberando energia que atravessa o interior da estrela e irradia para o espa\u00e7o sideral. Quase todos os elementos que ocorrem na natureza mais pesados que o h\u00e9lio foram criados por estrelas, pela nucleoss\u00edntese estelar durante as suas vidas . Os astr\u00f4nomos podem determinar a massa, idade, composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica e muitas outras propriedades de uma estrela observando o seu espectro, luminosidade e movimento no espa\u00e7o. A massa total de uma estrela \u00e9 o principal determinante da sua evolu\u00e7\u00e3o e poss\u00edvel destino. Outras caracter\u00edsticas de uma estrela s\u00e3o determinadas pela hist\u00f3ria da sua evolu\u00e7\u00e3o, inclusive o di\u00e2metro, rota\u00e7\u00e3o, movimento e temperatura.<\/p>\n<p>Como j\u00e1 dissemos, as estrelas brilham porque possuem uma \u201cfornalha at\u00f4mica\u201d no seu n\u00facleo, ou seja, um processo de fus\u00e3o nuclear dos \u00e1tomos existentes em seu corpo e, assim, h\u00e1 a emiss\u00e3o de luz.<\/p>\n<p>Os corpos pequenos esfriam, tornando-se planetas. As nebulosas s\u00e3o aglomera\u00e7\u00f5es de mat\u00e9ria interestelar que, muitas vezes, ap\u00f3s longos processos de condensa\u00e7\u00e3o gravitacionais, produzem diversas estrelas. De fato, constituem-se em ber\u00e7\u00e1rios de estrelas.<\/p>\n<p>Uma estrela, com massa muito grande, no fim de sua vida fatalmente explodir\u00e1, O exemplo mais famoso \u00e9 a Nebulosa do Caranguejo, que \u00e9 o resto da supernova que explodiu em 1054.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A morte de uma estrela<\/strong><\/p>\n<p><strong><\/strong>Estrelas nascem vivem e morrem. Explodir \u00e9 uma das maneiras de morrer das estrelas.<\/p>\n<p>Supernova \u00e9 o nome dado aos corpos celestes surgidos ap\u00f3s as explos\u00f5es de estrelas com mais de 10 massas solares, aproximadamente.<\/p>\n<p>Esse fen\u00f4meno, Supernova, \u00e9 capaz de produzir objetos extremamente brilhantes, cujos brilhos declinam rapidamente at\u00e9 se tornarem invis\u00edveis depois de algumas semanas ou meses. Por outro lado, em apenas alguns dias, o seu brilho pode intensificar-se em um bilh\u00e3o de vezes a partir de seu estado original, tornando a estrela t\u00e3o brilhante quanto uma gal\u00e1xia. A explos\u00e3o de uma Supernova pode expulsar para o espa\u00e7o at\u00e9 90% da mat\u00e9ria de uma estrela. Se o n\u00facleo remanescente da estrela tiver uma massa superior a 1,5 massa solar, ent\u00e3o o resultado ser\u00e1 um objeto com aproximadamente 15 km de di\u00e2metro e extremamente denso, conhecido como estrela de n\u00eautrons ou pulsar. Mas, quando a massa desse n\u00facleo ultrapassa 3 massas solares, a estrela continua a se colapsar, dando origem a uma singularidade no espa\u00e7o-tempo, conhecida como buraco negro, cuja velocidade de escape \u00e9 maior do que a velocidade da luz.<\/p>\n<p>Em 2016, foi descoberta uma Supernova 20 vezes mais brilhante do que a luz combinada de 100 bilh\u00f5es de estrelas da Via L\u00e1ctea.<\/p>\n<p>O que leva uma estrela a morrer \u00e9 a falta de combust\u00edvel (mat\u00e9ria suficiente ) para a manuten\u00e7\u00e3o do processo de fus\u00e3o at\u00f4mica no n\u00facleo estelar. A aus\u00eancia do processo de fus\u00e3o faz com que o corpo maci\u00e7o de uma estrela se parta.<\/p>\n<p>As camadas exteriores s\u00e3o ent\u00e3o ejetadas com grande viol\u00eancia, num \u00faltimo rugido do astro moribundo.<\/p>\n<p>O que sobra inicia um processo igualmente violento de implos\u00e3o, impelido pela herc\u00falea for\u00e7a gravitacional gerada pela massa remanescente. A densidade atinge n\u00edvel cr\u00edtico e o raio da estrela diminui at\u00e9 que a gravidade na superf\u00edcie fique t\u00e3o intensa que nem a luz, a coisa mais veloz que existe, pode escapar. A estrela encolhe em um tamanho diminuto, tornando-se um buraco negro.<\/p>\n<p>O in\u00edcio do colapso \u00e9 imediatamente acompanhado por um intenso disparo de radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica e por uma onda de choque gerada pela mat\u00e9ria expelida. Os \u00e1tomos seriam gradativamente desacelerados pela pr\u00f3pria gravidade do corpo central, que, embora min\u00fasculo, continua influenciando localmente o espa\u00e7o-tempo.<\/p>\n<p>Posteriormente, esse material ser\u00e1 agregado a uma nebulosa, onde se tornar\u00e1 mat\u00e9ria-prima para formar novas estrelas. J\u00e1 a radia\u00e7\u00e3o, que por um instante fez da estrela decadente objeto mais brilhante, n\u00e3o encontrar\u00e1 freios. Galopando pelo cosmos num ritmo de 300 mil quil\u00f4metros por segundo (o limite m\u00e1ximo de velocidade estabelecido pelas leis da f\u00edsica), esses raios de luz intensos, energ\u00e9ticos e invis\u00edveis atingir\u00e3o a Terra em cerca de 10.000 anos. Banhar\u00e3o todo o hemisf\u00e9rio Sul com a poderosa radia\u00e7\u00e3o. As conseq\u00fc\u00eancias ser\u00e3o imprevis\u00edveis, mas poder\u00e3o incluir um aquecimento da alta atmosfera e muta\u00e7\u00f5es letais em seres vivos na superf\u00edcie. Seja l\u00e1 o que vier boa coisa n\u00e3o ser\u00e1.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em><strong>por Ant\u00f4nio Marmo de Oliveira,\u00a0antonio_m@uol.com.br<\/strong><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Astro \u00e9 um corpo celeste luminoso por si mesmo ou que recebe claridade de outro. De forma simplificada, podemos dizer que um astro ou \u00e9 &#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":11880,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[31,33],"tags":[],"class_list":["post-11879","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-colunas","category-licao-de-mestre"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11879","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11879"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11879\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":11881,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11879\/revisions\/11881"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/11880"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11879"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11879"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11879"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}