{"id":11797,"date":"2016-05-19T15:14:20","date_gmt":"2016-05-19T18:14:20","guid":{"rendered":"http:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/?p=11797"},"modified":"2016-05-19T15:14:20","modified_gmt":"2016-05-19T18:14:20","slug":"foi-ou-nao-foi-um-golpe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/foi-ou-nao-foi-um-golpe\/","title":{"rendered":"Foi ou n\u00e3o foi um golpe?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\" align=\"center\"><em>Entrevista com o professor Daniel Aar\u00e3o Reis, historiador e professor titular de Hist\u00f3ria Contempor\u00e2nea na Universidade Federal Fluminense e autor de \u201cLU\u00cdS CARLOS PRESTES &#8211; Um revolucion\u00e1rio entre dois mundos\u201d<!--more--><\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>Jornal CONTATO<\/em><\/strong>\u2013 O que h\u00e1 de comum entre 1954, 1964 e o Brasil de 2016?<\/p>\n<p><strong><em>Daniel Aar\u00e3o Reis Filho<\/em><\/strong> \u2013 \u00c9 sempre poss\u00edvel efetuar compara\u00e7\u00f5es entre diferentes conjunturas. Quando bem feitas, podem ser \u00fateis.\u00a0 <strong>N<\/strong>o entanto, penso que est\u00e1 havendo um exagero, uma distor\u00e7\u00e3o, nas compara\u00e7\u00f5es que procuram encontrar identidades entre as crises de 1954 e 1964 e a atual. O procedimento me faz lembrar debates de hist\u00f3ria militar, onde \u00e9 frequente certos estrategistas entrarem em \u201cguerras futuras\u201d com crit\u00e9rios da \u201cguerra passada\u201d&#8230;os resultados s\u00e3o sempre desastrosos. A atual crise \u00e9 produto de uma nova conjuntura, original, derivada do sistema pol\u00edtico constru\u00eddo pela Constitui\u00e7\u00e3o de 1988 e pelas dificuldades, tamb\u00e9m originais, suscitadas pela reitera\u00e7\u00e3o da cultura pol\u00edtica nacional-estatista pelos governos petistas.Ver na atual crise uma repeti\u00e7\u00e3o do que houve em 1954 e 1964 \u00e9 demonstrar uma not\u00e1vel miopia pol\u00edtica e, no mesmo movimento, incapacitar-se para agir e lidar com os desafios do atual momento.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>JC<\/strong> \u2013 Existem semelhan\u00e7as entre Honduras em 2009, o Paraguai em 2012 e o Brasil em 2016:?<\/p>\n<p><strong>Daniel<\/strong> \u2013N\u00e3o. O que est\u00e1 havendo no Brasil, em termos pol\u00edticos, \u00e9 o acionar de um dispositivo constitucional \u2013 o impeachment \u2013 essencialmente antidemocr\u00e1tico e antipopular. O triste \u00e9 que as esquerdas \u2013 e o PT em particular \u2013 nunca se preocuparam em criticar e tentar revogar este dispositivo autorit\u00e1rio. Ao contr\u00e1rio, usaram e abusaram do mesmo. Agora, sentem o veneno que usaram se voltar contra si mesmo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>DM<\/strong> \u2013 Estudiosos afirmam que a Venezuela seria o pr\u00f3ximo pa\u00eds latino-americano a sofrer um golpe constitucional.Essa an\u00e1lise procede?<\/p>\n<p><strong>Daniel<\/strong> \u2013 Escrevi h\u00e1 meses um texto, mostrando que a cultura pol\u00edtica nacional-estatista na Am\u00e9rica Latina estava vivendo um per\u00edodo de crise aguda, literalmente jogada nas cordas, pois seus pressupostos e sua doutrina de concilia\u00e7\u00e3o de classes tinham entrado em crise. No contexto de crise econ\u00f4mica, os governos nacional-estatistas veem-se, como em conjunturas anteriores, emparedados pelas contradi\u00e7\u00f5es sociais. Precisam optar \u2013 e definir &#8211; quem pagar\u00e1 a conta da crise.Entretanto, as lideran\u00e7as nacional-estatistas, nestas situa\u00e7\u00f5es, contorcem-se desesperadamente, pois suas propostas conciliat\u00f3rias j\u00e1 n\u00e3o se sustentam mais. \u00c9 muito impressionante como Dilma e seus partid\u00e1rios agarram-se aos argumentos jur\u00eddicos e tentam \u201cresumir\u201d a crise atual a interpreta\u00e7\u00f5es jur\u00eddicas, esquecendo-se do \u00f3bvio \u2013 a crise \u00e9 pol\u00edtica, fruto de contradi\u00e7\u00f5es pol\u00edticas que se acirraram no contexto de uma profunda crise econ\u00f4mica. Evidenciar o car\u00e1ter pol\u00edtico da atual crise \u00e9 mais do que muito importante, \u00e9 essencial,\u00a0 para superarmos a indig\u00eancia do debate jur\u00eddico e da polariza\u00e7\u00e3o entre golpe X n\u00e3o golpe, de um pobreza franciscana.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_11799\" style=\"width: 450px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Daniel-Reis-e-capa-de-dois-de-seus-livros.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-11799\" class=\"size-large wp-image-11799\" title=\"Daniel Reis e capa de dois de seus livros\" src=\"http:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Daniel-Reis-e-capa-de-dois-de-seus-livros-450x299.jpg\" alt=\"Daniel Reis e capa de dois de seus livros\" width=\"450\" height=\"299\" srcset=\"https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Daniel-Reis-e-capa-de-dois-de-seus-livros-450x299.jpg 450w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Daniel-Reis-e-capa-de-dois-de-seus-livros-300x199.jpg 300w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Daniel-Reis-e-capa-de-dois-de-seus-livros.jpg 650w\" sizes=\"auto, (max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-11799\" class=\"wp-caption-text\">Daniel Aar\u00e3o\u00a0Reis e capa de dois de seus livros<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>JC<\/strong> \u2013 Qual o seu balan\u00e7o do per\u00edodo Lula?<\/p>\n<p><strong>Daniel<\/strong> \u2013 A \u201cera Lula\u201d, que engloba os governos Dilma, sua criatura, ainda n\u00e3o terminou, embora o prest\u00edgio do criador esteja bastante abalado. N\u00e3o compartilho, por\u00e9m, a ideia de que \u201cLula est\u00e1 acabado\u201d. Penso que amplas camadas populares continuar\u00e3o associando Lula a um tempo de \u201couro\u201d, de prosperidade, distribui\u00e7\u00e3o de renda e prosperidade econ\u00f4mica. Quanto mais passar o tempo, e mais profunda a crise, mais esta associa\u00e7\u00e3o tender\u00e1 a prevalecer. Na mesma linha, considero que a perda de posi\u00e7\u00f5es de poder, e do governo em particular, poder\u00e1 ser positiva para o PT e para o pr\u00f3prio Lula, caso consigam se \u201creinventar\u201d e encontrar plataformas reformistas, que, embora sendo suas, foram abandonadas ao longo dos anos 1990.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>JC<\/strong> \u2013 E o governo Dilma Rousseff ?<\/p>\n<p>Daniel \u2013 Dilma teve muitas dificuldades de perceber a profundidade da crise econ\u00f4mica, extraindo dela propostas reformistas claras e favor\u00e1veis \u00e0s camadas populares.\u00a0 E cometeu um erro pol\u00edtico maior na campanha de 2014: n\u00e3o apenas escondeu o tamanho da crise, enganando as gentes, como, depois, cometeu um estelionato eleitoral conden\u00e1vel, ao nomear como ministro da Fazenda um preposto do capital financeiro, o exato oposto do que havia defendido no curso da campanha, em especial no segundo turno. A manobra foi um desastre: perdeu suas bases populares, que ficaram perplexas e desorientadas, e n\u00e3o seduziu as elites sociais. Ficou isolada. No isolamento, potencializado por sua completa falta de voca\u00e7\u00e3o para a articula\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e para a formula\u00e7\u00e3o de um discurso congruente, acabou vendo liquefazer-se sua maioria parlamentar, permitindo que fosse acionado contra ela o dispositivo autorit\u00e1rio \u2013 mas constitucional e legal \u2013 do impeachment.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>JC<\/strong>\u2013 MP, PF e Justi\u00e7a podem ser chamados de instrumentos da Casa Grande?<\/p>\n<p>Daniel \u2013 N\u00e3o penso que a met\u00e1fora da \u201cCasa Grande\u201d aplica-se ao Brasil atual. O capitalismo neste pa\u00eds j\u00e1 alcan\u00e7ou n\u00edveis de complexidade que n\u00e3o mais podem ser expressos por esta met\u00e1fora, pr\u00f3pria para per\u00edodos onde predominava aqui uma sociedade escravista e agr\u00e1ria. A met\u00e1fora pode ser \u00fatil para aquecer plateias em com\u00edcios pol\u00edticos, mas \u00e9 impr\u00f3pria para dar conta da complexidade da sociedade capitalista brasileira atual. Da mesma forma, os aparelhos de Estado \u2013 como a Pol\u00edcia Federal e o Minist\u00e9rio P\u00fablico \u2013 n\u00e3o podem ser vistos como \u201cinstrumentos\u201d, manipul\u00e1veis a seu bel prazer, pelas elites sociais. S\u00e3o institui\u00e7\u00f5es submetidas ao jogo contradit\u00f3rio das for\u00e7as sociais e pol\u00edticas. Basta ver como grandes burgueses e lideran\u00e7as pol\u00edticas est\u00e3o hoje \u00e0s voltas com processos, derrubados de seus postos (Cunha)ou mesmo presos (grandes empreiteiros). A ideia de reduzir institui\u00e7\u00f5es a \u201cinstrumentos\u201d \u00e9 uma tosca reitera\u00e7\u00e3o de um certo leninismo que j\u00e1 era\u00a0\u00a0 questionado nos anos 1930-1940 (Gramsci). Reproduzi-lo agora para compreender a sociedade brasileira \u00e9 de uma pobreza que s\u00f3 pode resultar em propostas equivocadas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>JC<\/strong> \u2013 Proced eque o Brasil precisa, com urg\u00eancia, da regula\u00e7\u00e3o da m\u00eddia?<\/p>\n<p><strong>Daniel<\/strong> \u2013 Concordo integralmente. Conv\u00e9m, no entanto, assinalar que tentativas feitas neste sentido por Franklin Martins foram abandonadas por orienta\u00e7\u00e3o de Lula e n\u00e3o retomadas por Dilma. Uma evid\u00eancia, mais uma, do car\u00e1ter conciliador do nacional-estatismo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_11800\" style=\"width: 312px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/09-Livro-Prestes.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-11800\" class=\"size-large wp-image-11800\" title=\"Livro Lu\u00eds Carlos Prestes - Um Revolucion\u00e1rio Entre Dois Mundo de Daniel Aar\u00e3o Reis\" src=\"http:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/09-Livro-Prestes-312x450.jpg\" alt=\"Livro Lu\u00eds Carlos Prestes - Um Revolucion\u00e1rio Entre Dois Mundo de Daniel Aar\u00e3o Reis\" width=\"312\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/09-Livro-Prestes-312x450.jpg 312w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/09-Livro-Prestes-208x300.jpg 208w, https:\/\/jornalcontato.com.br\/home\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/09-Livro-Prestes.jpg 451w\" sizes=\"auto, (max-width: 312px) 100vw, 312px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-11800\" class=\"wp-caption-text\">Livro Lu\u00eds Carlos Prestes &#8211; Um Revolucion\u00e1rio Entre Dois Mundo de Daniel Aar\u00e3o Reis<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>JC<\/strong> \u2013 Em 2016 haver\u00e1 resist\u00eancia ou uma estranha derrota como em 1964 no Brasil ou na Fran\u00e7a em 1940?<\/p>\n<p><strong>Daniel<\/strong>\u2013 March Bloch falou da \u201cestranha derrota\u201d da Fran\u00e7a em 1940. Retomei a caracteriza\u00e7\u00e3o para analisar a derrota de 1964. A conjuntura que vivemos hoje \u00e9 inteiramente diferente. \u00c9 preciso esclarecer as contradi\u00e7\u00f5es em jogo. Mostrar que a sociedade brasileira est\u00e1 diante do desafio, apontado pelas manifesta\u00e7\u00f5es de 2013, de democratizar a democracia. Penso que se torna cada vez mais dif\u00edcil reproduzir tranquilamente, na paz social, os legados da ditadura, inscritos na Constitui\u00e7\u00e3o de 1988.Nesta perspectiva, o mais urgente \u00e9 definir plataformas de reforma para que as camadas populares possam ter um norte pol\u00edtico claro. Insistir no debate sobre os aspectos jur\u00eddicos do impeachment \u00e9 jogar areia nos olhos das gentes.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>JC<\/strong> \u2013 O PT precisa se reinventar? Como?<\/p>\n<p><strong>Daniel<\/strong> \u2013 Esta \u00e9 uma frase repetida por v\u00e1rias lideran\u00e7as petistas. O pr\u00f3prio Lula, sempre sens\u00edvel \u00e0 realidade cambiante, j\u00e1 a empregou. Trata-se de recuperar a voca\u00e7\u00e3o reformista do PT, abandonada por Lula, Dirceu e Dilma, que preferiram ir para debaixo dos len\u00e7\u00f3is com o grande capital financeiro, com o agroneg\u00f3cio e com as grandes empreiteiras. Estou convencido de que \u201cvoltar \u00e0 plan\u00edcie\u201d ser\u00e1 uma condi\u00e7\u00e3o mais favor\u00e1vel para esta reinven\u00e7\u00e3o do que ficar mantendo rela\u00e7\u00f5es carnais com as elites sociais. Os franceses usam uma express\u00e3o muito pr\u00f3pria para o PT atual: <em>la cure d\u2019opposition<\/em> \u2013 a cura de oposi\u00e7\u00e3o. O PT, realmente, est\u00e1 precisando de uma \u201ccura de oposi\u00e7\u00e3o\u201d. A ver se suas lideran\u00e7as conseguem aproveit\u00e1-la&#8230;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>JC<\/strong> \u2013 Como caracteriza Michel Temer?<\/p>\n<p><strong>Daniel<\/strong> \u2013 Um pol\u00edtico conservador, centrista, essencialmente oportunista. Get\u00falio Vargas dizia que tinha dois tipos de ministros: \u201cos incapazes e os capazes de tudo\u201d. Eu diria que o Temer est\u00e1 na segunda categoria \u2013 ele \u00e9 capaz de tudo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>JC<\/strong> \u2013 Como analisa o programa <strong>Uma Ponte para o futuro<\/strong>, elaborado por Michel Temer?<\/p>\n<p><strong>Daniel<\/strong> \u2013 \u00c9 um programa liberal-conservador de centro-direita.Seus autores precisam explicar como, tendo estas convic\u00e7\u00f5es, permaneceram tanto tempo debaixo dos len\u00e7\u00f3is com os petistas. Ali\u00e1s, os petistas tamb\u00e9m precisam explicar como interpretam estas rela\u00e7\u00f5es carnais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>JC<\/strong> \u2013 Qual a cara do minist\u00e9rio de Michel Temer?<\/p>\n<p><strong>Daniel<\/strong>\u2013 Est\u00e1 na cara deles: um minist\u00e9rio das \u201celites brancas\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entrevista com o professor Daniel Aar\u00e3o Reis, historiador e professor titular de Hist\u00f3ria Contempor\u00e2nea na Universidade Federal Fluminense e autor de \u201cLU\u00cdS CARLOS PRESTES &#8211; &#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":11798,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1,7],"tags":[],"class_list":["post-11797","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-nacional","category-reportagem"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11797","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11797"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11797\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":11802,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11797\/revisions\/11802"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/11798"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11797"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11797"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalcontato.com.br\/home\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11797"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}