Energia para sustentar
o crescimento

Ciesp prevê crescimento de 4,5% para indústria no Vale do Paraíba; para sustentar o desenvolvimento econômico, o setor defende investimento em logística, infra-estrutura e energia. O assunto foi debatido durante lançamento do Cresce Brasil, programa do FNE (Federação Nacional dos Engenheiros)

Por Roberta de Medeiros

      Diante da previsão de crescimento da indústria no Vale do Paraíba, o setor de transmissão e geração de energia se prepara para atender a demanda que será gerada nos próximos anos. Atualmente, a CTEEP (Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista), empresa do grupo colombiano ISA, responsável pelo transporte de energia, opera no limite. Segundo o engenheiro da entidade Francisco Carlos Oiring, isso deve levar a companhia a investir na construção de subestações e linhas de transmissão.
      Desde março, a CTEEP trabalha na construção de uma linha de transmissão de 130 kw com 41,5 quilômetros de extensão que se estende de Taubaté a Aparecida. Outro investimento é a linha que vai de Mogi das Cruzes a São José dos Campos, com extensão de 160 quilômetros. A previsão é que as obras sejam concluídas até o final do ano. Ao todo serão investidos 450 milhões ao ano entre 2006 e 2009 em todo o Estado.
      A necessidade de investimentos capazes de sustentar o crescimento do setor industrial na região foi um dos temas debatidos na última terça-feira durante o lançamento do programa Cresce Brasil, em Taubaté, lançado pela FNE (Federação Nacional dos Engenheiros). De âmbito nacional, o objetivo do programa é propor medidas que sustentem a retomada do desenvolvimento econômico. Uma das prioridades da entidade é alcançar um crescimento com taxa de 6% ao ano.
      Na região, o crescimento industrial previsto para este ano é de 4,5 %, segundo o diretor da regional do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), Joaquim Albertino de Abreu. A média é puxada principalmente pelos segmentos de bens de capital, como equipamentos e maquinários, além dos setores aeronáutico e autopeças. Abreu ressalta, porém, que outros setores devem mostrar um desempenho abaixo do patamar esperado, como têxtil e alimentos.

Infra-estrutura
      “Para sustentar o crescimento precisamos investir em logística de infra-estrutura e energia”, salienta Abreu. Outras reivindicações do setor industrial são o investimento no acesso ao Porto de São Sebastião, duplicação da rodovia dos Tamoios, melhoria do transporte ferroviário, revisão do pedágio da Dutra e implementação do aeroporto-indústria, em São José dos Campos.
      Segundo o consultor na área de energia Alexandre Magno Borges, as redes de distribuição de energia elétrica estão tecnologicamente preparadas para dar suporte ao crescimento industrial. Porém, é necessário a geração apresente taxas no patamar de 8% a 9% ao ano. Atualmente, a energia gerada na região vem das represas de Santa Branca, Jaguari e Paraibuna. “O grande problema é a geração de energia, se não houver oferta, o setor público terá que investir”, disse.
      Borges lembra que muitas empresas investiram em conservação de energia nos últimos anos. “Durante o racionamento que ocorreu no governo FHC, as empresas do Vale do Paraíba se adequaram, procuraram outras fontes de energia, como o gás, além de fazer uma mudança na estrutura de trabalho. Esse deslocamento de carga já beneficiou o setor industrial”, argumenta.

         
André Saiki Deputado                Padre Afonso


Francisco Carlos Oiring, CTEEP


Maria Judith Marcondes CETESB


Vereadora Pollyana Gama


Vice prefeito Alexandre Danelli