|
Diante da previsão de crescimento
da indústria no Vale do Paraíba, o setor de transmissão
e geração de energia se prepara para atender a demanda
que será gerada nos próximos anos. Atualmente, a CTEEP
(Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista),
empresa do grupo colombiano ISA, responsável pelo transporte
de energia, opera no limite. Segundo o engenheiro da entidade Francisco
Carlos Oiring, isso deve levar a companhia a investir na construção
de subestações e linhas de transmissão.
Desde março, a CTEEP trabalha
na construção de uma linha de transmissão de
130 kw com 41,5 quilômetros de extensão que se estende
de Taubaté a Aparecida. Outro investimento é a linha
que vai de Mogi das Cruzes a São José dos Campos,
com extensão de 160 quilômetros. A previsão
é que as obras sejam concluídas até o final
do ano. Ao todo serão investidos 450 milhões ao ano
entre 2006 e 2009 em todo o Estado.
A necessidade de investimentos capazes
de sustentar o crescimento do setor industrial na região
foi um dos temas debatidos na última terça-feira durante
o lançamento do programa Cresce Brasil, em Taubaté,
lançado pela FNE (Federação Nacional dos Engenheiros).
De âmbito nacional, o objetivo do programa é propor
medidas que sustentem a retomada do desenvolvimento econômico.
Uma das prioridades da entidade é alcançar um crescimento
com taxa de 6% ao ano.
Na região, o crescimento industrial
previsto para este ano é de 4,5 %, segundo o diretor da regional
do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo),
Joaquim Albertino de Abreu. A média é puxada principalmente
pelos segmentos de bens de capital, como equipamentos e maquinários,
além dos setores aeronáutico e autopeças. Abreu
ressalta, porém, que outros setores devem mostrar um desempenho
abaixo do patamar esperado, como têxtil e alimentos.
Infra-estrutura
“Para sustentar o crescimento
precisamos investir em logística de infra-estrutura e energia”,
salienta Abreu. Outras reivindicações do setor industrial
são o investimento no acesso ao Porto de São Sebastião,
duplicação da rodovia dos Tamoios, melhoria do transporte
ferroviário, revisão do pedágio da Dutra e
implementação do aeroporto-indústria, em São
José dos Campos.
Segundo o consultor na área
de energia Alexandre Magno Borges, as redes de distribuição
de energia elétrica estão tecnologicamente preparadas
para dar suporte ao crescimento industrial. Porém, é
necessário a geração apresente taxas no patamar
de 8% a 9% ao ano. Atualmente, a energia gerada na região
vem das represas de Santa Branca, Jaguari e Paraibuna. “O
grande problema é a geração de energia, se
não houver oferta, o setor público terá que
investir”, disse.
Borges lembra que muitas empresas
investiram em conservação de energia nos últimos
anos. “Durante o racionamento que ocorreu no governo FHC,
as empresas do Vale do Paraíba se adequaram, procuraram outras
fontes de energia, como o gás, além de fazer uma mudança
na estrutura de trabalho. Esse deslocamento de carga já beneficiou
o setor industrial”, argumenta. 
|
André Saiki Deputado
Padre Afonso
Francisco Carlos Oiring, CTEEP
Maria Judith Marcondes CETESB

Vereadora Pollyana Gama

Vice prefeito Alexandre Danelli
|