Indignados
com a falta de respeito de como são tratados pelo governo
do Estado de São Paulo, os policiais civis cruzaram os
braços exatamente às 8 horas de quinta-feira, 12.
Usando nariz de palhaço, batendo bumbo, exibindo faixas
com denúncias e com apito na boca, dezenas de policiais
se concentraram no pátio da Delegacia Seccional, localizada
à rua Benedito Cursino dos Santos, 168, ao lado do Pronto
Socorro Municipal.
Saíram em passeata por volta
das 10 horas. Pouco antes, CONTATO conversou com Jéferson
Fernando Cabral, presidente da Associação dos Servidores
Públicos, Fundações e Autarquias, da Taubaté,
ASERP. Cabral garantiu que naquele momento, quase 10 horas, a
adesão era de 100 % no Vale do Paraíba.
“Essa manifestação
é uma resposta à declaração do Secretário
de Segurança [Ronaldo Marzagão] que duvidou que
houvesse greve porque a polícia não tem condições
de mobilização. Não somos baderneiros. Nossa
manifestação é pacífica e ordeira.
Todos os serviços de plantão estão funcionando.
Estamos fazendo uma advertência. Estamos há 14 anos
sem qualquer reajuste salarial. E nossa data-base é 1º
de março. São Paulo é único estado
da Federação que não deu qualquer reajuste.
Recentemente, Paraná, Rio de Janeiro e Minas Gerais tiveram
reajuste. Por que não ocorre o mesmo em São Paulo,
um estado rico e até maio arrecadou mais IPVA do que todo
o ano de 2006?”, desabafa Cabral.
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E
complementa: “Esse descalabro só pode por uma das
duas razões: ou o estado está mal administrado ou
o dinheiro está escondido. É inadmissível
que o salário inicial de um investigador seja de apenas
R$ 1.200,00 por mês”.
Logo após a Seccional, os
manifestantes passaram em frente da Câmara Municipal e se
concentraram defronte ao 1º Distrito. Durante todo esse tempo,
apenas o vereador petista Jéferson Campo apareceu para
prestar solidariedade aos policiais. Na avenida Juscelino Kubitschek,
distribuíram um panfleto assinado pela Representação
Coletiva da Polícia Paulista e pela ASERP.
O panfleto denuncia o “descaso
que o governo do Estado está tratando nossa campanha salarial”
e que em São Paulo “é o pior salário
do país, são 14 anos de desprezo. Não podemos
admitir esta situação!!”
Por volta da 11 horas, os manifestantes seguiram até a
praça Dom Epaminondas onde distribuíram mais panfletos.
A única certeza disso tudo é que no dia 12 o GARRA
não sai às ruas de Taubaté. Todos agentes
estavam prestigiando a manifestação “ordeira
e pacífica” de uma categoria que merece mais respeito
por parte de nossos governantes.
Repercussão
Única
autoridade policial local que podia se manifestar a respeito da
manifestação, Dr Roberto Martins, delegado seccional,
declarou: “Não é a primeira vez que isso [paralisação]
acontece. É uma coisa normal, desde que os serviços
essenciais não sejam afetados. A população
não pode ser prejudicada.”
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