Na
secretária das finanças das prefeituras de Campinas
(89/92) e São José dos Campos (93/96), Paulo de
Tarso travou, solitariamente, durante anos, uma longa refrega
com o PT, quando descobriu que o empresário Roberto Teixeira,
compadre e hospedeiro (gratuito) de Lula durante oito anos, estava
por trás de operações fraudulentas que envolviam
cifras públicas em torno de US$ 16 milhões.
O “golpe” do compadre
de Lula, segundo o ex-secretário de finanças, consistia
em fazer com que a empresa que representava, a CPEM – Consultoria
para Empresas e Municípios -, alegando o privilégio
de “notória especialização”,
fugisse dos trâmites do processo de licitação
e desviasse os fundos municipais para os cofres do partido, da
própria CPEM e sabe-se lá para quem mais. No caso
especifico, o bem-sucedido Roberto Teixeira pressionava, com o
apoio dos caciques petistas, para que o secretário das
Finanças da Prefeitura de São José dos Campos
autorizasse o pagamento indevido de US$ 5,5 milhões, fazendo
uso de documentos rasurados, assinaturas falsas e números
fantasiosos.
Agora, o jornalista RUY CASTRO em
um artigo intitulado Até o próximo escândalo,
publicado no jornal Folha de São Paulo, divulgou uma lista
(baseada na Wikipédia) de escândalos de corrupção
no Brasil desde 1974, no governo Geisel até a primeira
quinzena de junho deste ano. O resultado é surpreendente.
Os dados mostram que ocorreram neste
período grandes escândalos envolvendo ministros,
presidentes e pessoas do primeiro escalão. Um total de
222 casos. Veja a tabela da corrupção em cada governo.
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Número
de casos de corrupção:
Governo
Caso
Lula 101
Fernando Henrique 44
Itamar Franco 31
Fernando Collor 19
João Figueiredo 11
Ernesto Geisel 10
José Sarney 06
A
gravidade da leitura da lista da corrupção no Brasil
é que estamos apenas nos início do segundo mandato
do presidente Lula e já é disparado o governo campeão
de casos de corrupção na história do país.
Talvez, dirão os seguidores
do PT e de Lula, isso só acontece porque a Polícia
Federal passou a investigar e prender com mais competência.
Mas a verdade é que ninguém é condenado;
ninguém fica preso.
Foi assim com José Dirceu,
Waldomiro Diniz, Antônio Palocci, Delúbio Soares,
Silvio Pereira, José Genoíno, João Paulo
Cunha, Paulo Okamoto, Roberto Teixeira e o churrasqueiro particular
de Lula, Jorge Lorenzetti.
É assim também com
a filha Lula, Lurian, que viveu no exterior bancada por doações
nebulosas. A mesma coisa com seu filho Lulinha que, de um simples
funcionário do Zoológico, em São Paulo, virou
um grande empresário. 
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