CONTATO:
Você vai bater de frente com o presidente da Câmara?
Duda Matos: Aquela praça não tem que ter
quiosque. Eu acho que ela tem de ser preservada, da maneira que
está, e a minha primavera, a minha ecologia acontecer em
setembro, para mostrar todo o potencial daquela praça.
CONTATO:
E outubro?
Duda Matos: [Nesse mês acontecerá] tudo
que se relaciona para criança. A idéia é
montar uma grande tenda, naquele espaço ao lado da avenida
do povo, onde hoje está um circo. Durante uma semana ou
mais haverá teatros infantis gratuitos nos parques da cidade,
no Sítio do Pica-Pau Amarelo. Pretendemos premiar as crianças
com arte. Em novembro, e ai o meu interesse no museu, seria um
projeto para premiar o pessoal que trabalha com fotografia e cinema.
É o projeto Taubaté no foco e na fita. Haverá
um concurso de fotografias para o artista fotografar a Taubaté
que ele quiser, enfocar o que ele quiser. Na parte de cinema,
filmes de curtinha duração. De um minuto a cinco
minutos. E depois, em dezembro, uma coisa que eu não vejo
a hora de acontecer: telão em praça pública,
para que a gente assista o cinema como vem acontecendo com as
grandes estréias dos filmes brasileiros.
CONTATO:
Vai ter dinheiro para tudo isso?
Duda Matos: Eu acho que sim. Veja bem, não são
projetos caros.
CONTATO:
Quando o Anderson era gerente ele foi premiado com um orçamento
de R$ 12 milhões, salvo algum engano.
Duda Matos: Eu não sei o que eu vou ter. Estou
pedindo um relatório de tudo, para saber como é
que eu posso agir. A intenção é trabalhar.
Mas claro que você tem de ter condições. Mas
eu sempre trabalhei com parcerias.
CONTATO:
De quanto é o seu orçamento?
Duda Matos: Ainda não sei. Estou tomando ciência,
já que estou no cargo há duas semanas, mas para
estes projetos eu tenho os recursos necessários.
CONTATO:
E 2008?
Duda Matos: São novos projetos. Por exemplo, um
que eu gostaria de fazer de novo a Ciranda da Cultura, que é
implantar cultura na periferia da cidade. Esse projeto foi a menina
dos meus olhos quando eu fui gerente de Cultura.
CONTATO:
O que foi a Ciranda Cultural?
Duda Matos: Todas as noites, os centros culturais funcionavam
nas creches, que são ociosas à noite. Então,
eu tinha teatro, música, dança, artes plásticas
e literatura inclusive, porque na terra de Monteiro Lobato pode
surgir mais algum. Eram cinco núcleos em bairros distantes,
todas as noites. Dois monitores, dois professores para cada área,
porque a gente fazia com criança, adolescente e adulto.
CONTATO:
Duda Matos vai levar isso até o fim em 2008 ou será
candidata a vereadora?
Duda Matos: Eu não tenho mais pretensões
políticas. Até porque há muito tempo eu não
posso fazer campanha. As campanhas se tornaram inviáveis.
As campanhas mudaram muito. Eu pretendo levar isso até
o fim sim, até o fim de 2008. 