Por Paulo de Tarso Venceslau


Poupança de impostos

Tal qual o sistema de milhagens que se acumula viajando de avião ou usando cartões de crédito, a informatização da receita estadual poderá acabar com a sonegação e ao mesmo tempo trazer benefícios para o consumidor final. Voilá!



A sonegação fiscal pode estar com os dias contados, graças à Nota Fiscal eletrônica. A integração das bases de dados das diversas secretarias estaduais é um fato concreto. A informatização começa a chegar ao consumidor final. E, nas próximas semanas, a Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo estará lançando uma espécie de milhagem para o consumidor final.


É simples. Trata-se do aproveitamento da estrutura de máquinas de emissão de cupom fiscal dos estabelecimentos. O cidadão que exigir nota fiscal na compra de qualquer produto sujeito à tributação estadual, receberá em conta, em dinheiro vivo, parte do que será arrecadado com a nota.


Trocando em miúdos. Nas máquinas de cupom será acrescentado um campo para o CPF (para pessoa física) ou o CNPJ (para pessoa jurídica) do comprador. Não importa que a conta seja de um jantar ou da compra de um automóvel. No fim do dia, os estabelecimentos serão obrigados a transferir o movimento do caixa para os computadores da Secretaria da Fazenda. Ao recolher o imposto sobre aquela nota, o Estado transfere imediatamente parte dele para a conta do contribuinte. O ICMS sobre veículos, por exemplo, é de 18% enquanto que sobre bares e restaurante ‘ede 3,5%. Porém, o percentual de restituição deverá ser único para todos os produtos.


Mauro Ricardo, secretário da Fazenda, não inventou nada. Ele tenta repetir modelo implantado no ano passado na Prefeitura de São Paulo. Na ocasião, por exemplo, o crédito equivalia a 30% do ISS cobrado na nota para Pessoa Física que exigisse a nota. Esse crédito permitia ao contribuinte abater parte do IPTU (Imposto Territorial e Urbano), próprio ou de terceiros. Até uma bolsa chegou a ser constituída para a venda desses direitos.


Esse processo de informatização também será ampliado para as pessoas jurídicas. A secretaria da Fazenda já trabalha com um Sistema de Escrituração Digital com três módulos: um de Escrita Fiscal, outro de Escrita Contábil e um terceiro de Nota Fiscal Eletrônica. Só faltam alguns ajustes do software para que as grandes empresas possam adaptar seus sistemas para esse novo modelo, antes de ser estendido às médias e pequenas.





 

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