Por Pedro Venceslau



Big Brother Brasil e o massacre da edição

O assunto é fútil, porém inevitável e altamente combustível. No Big Brother Brasil ganha quem joga mal. No alcorão interno da casa, combinar votos, por exemplo, é pecado mortal. O público odeia quem adota essa tática. Mas o que seria do jogo se não existissem essas articulações diabólicas? Sem contraditório não existe programa.


Na inevitável luta maniqueísta, é sempre o mal quem garante a carga dramática da atração. Apesar disso, o público adora odiar os bons jogadores do BBB. Os performáticos integrantes da banda do bem abusam do cinismo quando percebem que o jogo começou a ser bem jogado. Por isso vencem.


Na noite de terça feira, 27, a Globo massacrou um dos melhores jogadores de todos os tempos do BBB. Guardadas as devidas proporções, a edição do programa lembrou o debate entre Collor e Lula de 1989. Quando Irisleine Stefaneli, a Siri, deixou a casa, o Brasil inteiro estava chorando de ódio de Alberto “Cowboy”. Pedro Bial, com os olhos lacrimejantes, rasgou a fantasia e tomou partido. Simplesmente desencanou de manter as aparências: “A casa colocou no paredão o casal mais amado do Brasil”, destilou, ao vivo, o MC jornalista.


As cenas do Multishow logo depois da eliminação foram emblemáticas. Alberto, o bom jogador, abatido e desconcertado, andava de um lado para outro do quarto segurando uma latinha de cerveja. No mais tendencioso capítulo da história do programa, Cawboy foi condenado sumariamente por ter salvado a atração do ostracismo das primeiras semanas. Depois de ser humilhado em cadeia nacional por Bial e seus competentes editores, ele ficou sem saber ao certo como agir dali em diante. Sabe que jamais ganhará o jogo, mas nem imagina que seus sobrinhos passaram a ser hostilizados na escola, como informaram, na manhã seguinte, os sites noticiosos.


De agora em diante, Alberto circulará como um espectro pela casa. Enquanto isso, estatelado na grama, o ”bom” Alemão chora copiosamente sob a chuva. Ao som de uma trilha música escolhida a dedo pela produção, o rapaz faz seu show. Sofre como se estivesse em um clipe da Sandy. Junto com ele, chora o Brasil, num tributo catártico ao cinismo. Daqui para frente, a produção trabalhará nas cenas da redenção, da fênix. Perfeito. Nem Manoel Carlos faria melhor. Um a um, Alemão destruirá seus desafetos, sempre ao som de alguma música tipo Rock Balboa. Ao Cowboy, resta o lixo da história do BBB. Quem mandou jogar tão bem...

 

Paraíso Tropical

Finalmente, "Páginas da Vida", a novela mais enfadonha e arrastada da história, chega ao fim. Muita gente já está dizendo que essa foi a pior perfomance de Maneco. A sucessora de "Páginas" será "Paraíso Tropical". Como sempre, não faltarão belas paisagens, amor, ganância, ambição e luta pelo poder.


Assinado por Gilberto Braga e Ricardo Linhares, e direção de Dennis Carvalho, o novo folhetim promete ser mais ágil que o anterior. E sem aquela mulherada histérica despirocando. Melhor ainda: sem Regina Duarte, Edson Celulari e Sônia Braga, o que já é um alívio e tanto. Chega de botox... O eixo romântico da novela se dará em torno de Fábio Assunção e Alesssandra Negrini, que se conhecem logo no primeiro capítulo, na fictícia cidade de Marapuã, onde se encontra, a trabalho, o galã executivo do Grupo Cavalcanti - a firma oficial da trama. Conheça os principais personagens:

Belisário - (Hugo Carvana) - Pai do famoso empresário Antenor Cavalcanti. Trata-se de um típico malandro simpático que sobrevive da mesada do filho

Antenor Cavalcanti - (Tony Peludo Ramos) - Poderoso empresário de caráter forte, porém mal resolvido sentimentalmente.

Ivan - (Bruno Gagliasso) - Será um marginal do bem. Galinha, curte conquistar e descartar as mulheres. Não será gay dessa vez

Amélia - (Susana Vieira) - Dona de um bordel, em Marapuã, e mãe de Paula

Paula - (Alessandra Negrini) - Bonita, forte, decidida... a típica mocinha de horário nobre. Foi criada na zona, mas não aceita o trampo da mãe prostituta. É, em suma, uma legítima "filha da puta". Mas ama a mãe assim mesmo. Terá um romance central com Daniel Fábio Assunção.

Daniel - (Fábio Assunção) - Filho do caseiro de Antenor, o rapaz soube aproveitar as oportunidades que teve. Galgou, galgou e chegou a um alto posto na firma oficial na trama.



Curtas
"Paraíso Tropical"


- Paula e Daniel se apaixonam à primeira vista
- Amélia morre
- Olavo coloca Daniel na cadeia
- Jáder e Bebel se tornam amantes
- Fabiana exige que Antenor se separe da mulher

 

 

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