Nesta semana, o Ministério da Ciência e Tecnologia
da Coréia do Sul divulgou imagens de gatos clonados recém-criados,
da raça angorá, cuja característica especial
é o fato de brilharem no escuro sob luz ultravioleta. O
feito é possível graças a uma alteração
genética, com a inclusão de um gene de outra espécie
que já tem essa característica de fluorescência.
Há muitas espécies marinhas que têm essa propriedade.
Uma vez isolado o gene responsável, basta inseri-lo no
DNA do bichano para torná-lo fluorescente.
É mais ou menos como se minha
caneta de marcar texto passasse a miar e usar uma caixa de areia.
Ao mesmo tempo, é uma economia razoável de energia,
já que o bicho dispensa uso de abajur para leitura noturna.
Só não está claro onde é que se desliga
o bichano. E, se precisa carregar, aonde vai o plug.
Brincadeiras à parte, a técnica
não é destinada a produzir bichos curiosos, mas
sim verificar o sucesso na inserção artificial de
genes em animais. Por isso, ela pode ser útil como “marcadora”
no desenvolvimento de terapias genéticas contra doenças,
nos seres humanos, hoje intratáveis.
Sempre que experimentos desta natureza
são lançados na mídia surge a eterna e infindável
discussão sobre os preceitos éticos em usar animais
de estimação como cobaias. Apaixonados por animais
que somos, entendemos que qualquer evento que possa causar sofrimento
a um bicho de estimação deva ser condenado.