Feliz Natal em 2007

     Também em 2008 desejo um feliz natal, mas é forçoso admitir que não teremos sossego, paz e a alegria própria da descontração do final de ano, em 2008. Entraremos, se já não estamos, em ano eleitoral, quando a principal virtude política de nossa gente tomará conta da cena, pulverizando adversários, colocando a nu os pecados dos adversários, tudo como vem ocorrendo, desde sempre.
     Antônio Mário Ortiz, José Bernardo Ortiz
     Roberto Peixoto já estão de uniforme e entrarão em campo, em poucos dias. Há curiosidade sobre como jogará o sacerdote, parceiro de Antônio Mário. E Júnior Ortiz, em sua primeira campanha, o quê deveremos esperar deles. Padre Afonso me sugere um capítulo especial. Ele pode assegurar ponderação, leveza, uma figura clássica do político com missão messiânica, ótimo contraponto a Júnior que, por sua estrutura intelectual, tende à análise, à explicação, antes do convencimento.
     Se a disputa reunisse apenas os candidatos Júnior e Lobato, teríamos conseguido as peças que transformariam Taubaté em uma enorme Agora, praça onde os atenienses discutiam os destinos de Atenas e dos homens que a habitavam. Quem não tinha nível para freqüentar Agora, teria o Coliseu, como opção.

     As eleições que se aproximam devem contar com o publicitário Dimas, que foi um dos artífices da vitória de Peixoto sobre Antônio Mário. Dimas contra, com freqüência, faz a diferença. Tudo indica que continuará com o clã Ortiz.
     Fôssemos mais sadios intelectualmente e venceria as eleições aquele que mais entendesse da obra de Monteiro Lobato. O brasileiro Lobato, revolucionário de nossa literatura infantil e visionário brasileiro, pai do petró-leo.
     Gostaria que as eleições de Taubaté fosse palco de discussões sobre a vida e a obra de Lobato, além de discutir o futuro de Taubaté, a partir do conhecimento do que ele escreveu.
     Há sede de sangue e esperança de Paz.