Também
em 2008 desejo um feliz natal, mas é forçoso admitir
que não teremos sossego, paz e a alegria própria
da descontração do final de ano, em 2008. Entraremos,
se já não estamos, em ano eleitoral, quando a principal
virtude política de nossa gente tomará conta da
cena, pulverizando adversários, colocando a nu os pecados
dos adversários, tudo como vem ocorrendo, desde sempre.
Antônio Mário Ortiz,
José Bernardo Ortiz
Roberto Peixoto já estão
de uniforme e entrarão em campo, em poucos dias. Há
curiosidade sobre como jogará o sacerdote, parceiro de
Antônio Mário. E Júnior Ortiz, em sua primeira
campanha, o quê deveremos esperar deles. Padre Afonso me
sugere um capítulo especial. Ele pode assegurar ponderação,
leveza, uma figura clássica do político com missão
messiânica, ótimo contraponto a Júnior que,
por sua estrutura intelectual, tende à análise,
à explicação, antes do convencimento.
Se a disputa reunisse apenas os
candidatos Júnior e Lobato, teríamos conseguido
as peças que transformariam Taubaté em uma enorme
Agora, praça onde os atenienses discutiam os destinos de
Atenas e dos homens que a habitavam. Quem não tinha nível
para freqüentar Agora, teria o Coliseu, como opção.
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As
eleições que se aproximam devem contar com o publicitário
Dimas, que foi um dos artífices da vitória de Peixoto
sobre Antônio Mário. Dimas contra, com freqüência,
faz a diferença. Tudo indica que continuará com
o clã Ortiz.
Fôssemos mais sadios intelectualmente
e venceria as eleições aquele que mais entendesse
da obra de Monteiro Lobato. O brasileiro Lobato, revolucionário
de nossa literatura infantil e visionário brasileiro, pai
do petró-leo.
Gostaria que as eleições
de Taubaté fosse palco de discussões sobre a vida
e a obra de Lobato, além de discutir o futuro de Taubaté,
a partir do conhecimento do que ele escreveu.
Há sede de sangue e esperança
de Paz. 
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