Padre Afonso ganha importância à medida que as eleições
se aproximam. Cresce seu “cacife” e ganha sentido,
todo sentido tê-lo como companhia em chapa que vá
disputar a prefeitura. Não parece, contudo, que seu eleitorado
tenha identificação com os seguidores do atual prefeito
Peixoto, cujo perfil não deixa qualquer relevo de encaixe
com ninguém. Os parceiros do eleitorado de Peixoto já
o seguem e não se mostram satisfeitos com o governo que
mostra uma multicolorida colcha sem formas harmônicas.
Trata-se de uma legítima
obra de artesão que mistura aleatoriamente cores berrantes
e formas sem rumo. Não tem ligação com nada,
não mostra harmonia e suas cores combinam tanto quanto
não se combinam as cores do Carnaval, com cores sóbrias,
cores do Natal. Parece que o padre Afonso tem pouco a ver com
essa bizarria e seus eleitores seguem padrões diferentes.É
bem mais lógico o encontro de afinidades de parentesco
eleitoral com Júnior Ortiz. Júnior tem espaço
para permitir que se aproxime um parceiro com votos e idéias
próprias, porque não é carente dessas qualidades;
ele tem idéias e votos.
A hipótese do pai
de Júnior vir a ser seu vice, como este jornal já
especulou, é redundante, pois o pai é aliado incondicional.
Seria como pedir a Bernardo que jurasse por Deus em nome de sua
lealdade ao filho.Não é preciso jurar nada. Pais
e filhos não precisam dessas provas de fanáticos.
Isso não seria uma atitude política, caberia mais
no Amor ou em formas de Religião. A postura elegante do
padre Afonso está mais próxima de Júnior
do que do desgovernado espalhafato de Peixoto, tão administrável
quanto a dirigibilidade de um “busca-pé”.
Estamos ainda longe do ato
de votar, mas as eleições começam a mostrar
faces antes guardadas para uso em tempo próprio. Considero
que ainda falta definir o papel que Antônio Mário
desempenhará. Ele não é um político
desprezível, nem se atribua a ele um caso de político
com carreira finda, menos, ainda, se diga que não tem voto.
Essas afirmações não se casam com ele.nem
se deve ter como absurda uma parceria. .
O jogo eleitoral, o xadrez
político, muda suas peças que refletem a realidade
do jogo. Acabou a hora de treino; agora é hora de jogo.
. .
Ainda sobre José Bernardo
como vice de seu filho, cabe dizer que é uma figura abundante,
pois sua relação com o filho é de natureza
mais sólida do que o mero mundo político onde, agora,
as peças se movem de modo mais objetivo. Na verdade, estou
me perguntando se o eleitor votaria em Júnior só
porque Ortiz-pai é seu vice ou também votaria em
Júnior por sabê-lo filho do ex-prefeito. O vice,
nesse caso, tem semelhança com o “se” do verbo
suicidar, que está representando pelo sui. Assim, dizer
que alguém suicidou-se é como que fazê-lo
morrer duas vezes.
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Ortiz é pai, Júnior
é filho. De quê mais eles precisam para mostrar identificação
e lealdade? Nada, a meu ver.
Os caminhos parecem indicar
um rumo na direção do favoritismo de Júnior
Ortiz. Todo o cuidado é pouco, nessa hora. Cumpre conservar
a seriedade e fazer as arrumações serenas, como
andavam, até agora. O grande Ortiz (falo do ex-prefeito)
já mostrou tudo a seu respeito. O quê o vice que
nunca existiu nele passaria a ser essencial, agora? Parece um
exagero!
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