O Rappa faz a festa da Pan

A rádio Jovem Pan Taubaté comemora seus nove anos com festa bombada e se prepara para pôr em cena a Jovem Pan Vale do Paraíba, uau!!


Por Marcos Limão e Melissa Oliveira

      Grande estilo. Assim foi a festa de aniversário de 9 anos da rádio Jovem Pan Taubaté, comemorada no dia 23, no sítio Dom Carmelo. Cerca de 7 mil pessoas prestigiaram o evento, que contou com a presença de músicos consagrados da atualidade, como McBing, DJ Gregão, DJ Garcia e as bandas Tribunal de Rua, + Q.I., Illusion e Spucks. O ponto máximo da festa foi o show com a banda carioca O Rappa. “Quando preparamos um evento, nunca sabemos qual será o resultado. Mas a animação do público superou [o esperado]. Os DJ’s fizeram som até o sol raiar”, contou Vavá Beraldo, gerente de promoção da rádio.
      O diretor da rádio, Marco Fenerich, informou que foi preciso investimento de centenas de milhares de dólares para instalar a antena de transmissão de 132 m de altura que dará suporte à futura Jovem Pan Vale do Paraíba.
      A banda O Rappa foi escolhida para apagar as velinhas de aniversário da rádio. Na tarde do dia 23, CONTATO foi ao hotel onde a banda se hospedou e conversou com o baterista Marcelo Lobato. Após o show, na madrugada do dia 24, nossa reportagem entrevistou o DJ da banda, conhecido como Negralha. A seguir os melhores momentos dos bate-papos.

Marcelo Lobato

Shows em Taubaté: Já fizemos vários shows aqui. Nos sentimos em casa.

Estilo próprio: O nosso estilo é uma mistura de ritmos. Quando colocamos um anúncio no jornal O Globo, porque precisávamos de um vocalista, pedimos exatamente isso. Queríamos alguém que não tivesse a cara só de reggae, ou só de rap, ou só de samba. Apareceu de tudo, duplas, mulheres... E foi quando o Falcão entrou. O cara já tem, evidentemente, um talento nato. Fomos adaptando e crescendo.

Marcelo Yuka, ex-baterista da banda: Eu, particularmente, perdi o contato. Acho que toda a banda faz tempo que não fala com ele. Mas sempre ouço falar, fico feliz que ele esteja conseguindo o que quer. Ele saiu da banda porque tinha o projeto dele, e preferiu prosseguir com isso. Acho legal, mas a gente teve que fazer uma escolha.

DJ Negralha

Vida artística: Comecei com 14 anos, em 1989, cantando rap. Depois fui ser DJ. Toquei numa casa de samba que chama “Sopapo”, em São Bernardo do Campo, fazendo os intervalos de vários grupos de samba. Também fui para RapSoulFunk [casa de shows], e toquei num grupo de rap chamado SPFunk.

Influência na música: A minha cultura musical vem dos antigos bailes, onde tocava de tudo: samba, samba-rock, swing, sambalanço, flash back, jazz...

Trabalho social: Esse é um dos lances mais fortes que [a banda] O Rappa tem. Vai desde a música à ação direta. A banda ajuda, dá porcentagens da vendagem de discos e shows para uma ONG séria chamada FASE [Federação de Órgãos para a Assistência Social e Educacional].

Racismo: Passei por várias situações de racismo. Graças a Deus, tenho uma boa educação e consigo passar por cima sem que me derrubem. Mas, por exemplo, há poucos negros nas universidades. Não adianta dar bolsa para os negros [nas universidades], sem que eles estejam preparados. O país não cria, da mesma maneira, todos os seus filhos.

Evolução do DJ: O DJ era aquele que colocava a música, e ficava escondido na cabine. Colocava o som quando a banda parava de tocar. Hoje em dia, o DJ ganhou espaço, porque se aperfeiçoou. O Brasil é uma fábrica de bons DJ’s. Principalmente na música eletrônica. E no rap então, meu Deus do céu, nós somos os melhores! Sou um operário da música.





Show do Rappa no Sítio Dom Carmelo

Melissa Oliveira e Falcão

O guitarrista da banda O Rappa, Xandão Meneses, nossa repórter, Melissa Oliveira, e o baterista
Marcelo Lobato

Rapaziada da rádio com MC Bing, Dj Gregão e Homens-aranhas

Vavá Beraldo e Elaine Andrade

DJ Negralha