Não
é de hoje que os moradores da rua Décio Leite, no
bairro Esplanada Santa Terezinha, reclamam da falta de segurança
na área provocada por um loteamento abandonado. Pequenos
furtos e o entra e sai de usuários de drogas podem ser
observados a qualquer hora do dia e da noite, sem contar os casais
que se utilizam do loteamento para encontros amorosos. Nenhum
morador anda tranqüilamente por ali. Tudo isso acontece por
que uma moradora não deixa o loteamento ser fechado, ou
sequer que um portão seja colocado na entrada do terreno.
O perigo
é tanto que, na área, moradores e trabalhadores
do bairro temem se identificar. Acreditam que poderão sofrer
represálias. Fotos, então, nem pensar. Poucos ousam
se identificar como morador. Uma moradora, porém, jura
fazer tudo para que o terreno não seja fechado. Essa mesma
pessoa costuma passar dirigindo um carro em alta velocidade pelo
local, “passa a milhão”, segundo os vizinhos,
uma ameaça à segurança de crianças
e adultos.
Para os moradores,
o ponto mais perigoso é o entra e sai dos intitulados “malandrinhos”.
As ocorrências são mais freqüente à noite.
Porém, nos finais de semana, acontecem de manhã
bem cedo. Para tentar sanar o problema, foi formada uma comissão
para entrar com um pedido de fechamento do terreno pela prefeitura.
Segundo a comissão, a diretora de Planejamento, arquiteta
Silvia Ramiro, teria autorizado o fechamento do lote. Mas, sem
qualquer explicação, a prefeitura voltou atrás,
e desautorizou esse fechamento.
O acúmulo
de lixo contribui para agravar ainda mais a situação.
O terreno abandonado atrai os carroceiros que vão até
lá para descarregar o entulho recolhido durante o dia.
Além disso, a vegetação foi quase totalmente
queimada, devastada, e isso faz com aconteça um aumento
de bichos peçonhentos como escorpião, aranha e até
mesmo cobra. Segundo a moradora Lílian Cabral, “o
gato da minha vizinha foi mordido por uma cobra e acabou morrendo”.
Indignação
Os moradores
se uniram para fechar o terreno. Eles mesmos compraram todo o
material a ser utilizado na obra. Sem vínculo com a prefeitura,
eles precisam apenas de um alvará para realizar a obra.
O mesmo alvará que já foi dado e em seguida retirado
pela arquiteta Silvia Ramiro.
“Não
queremos criar caso com ninguém, muito menos com a moradora
lá de baixo. Queremos apenas a segurança de nossas
famílias, de nossas crianças, pois esse entra e
sai de “maconherinhos” nos preocupa”, declara
uma representante da comissão de moradores.
A violência é outro problema a ser enfrentado porque
a polícia não atende as denúncias feitas
pelos moradores. Muitos casos de pequenos furtos foram presenciados
pelos moradores e a não presença da polícia
naquela localidade é uma queixa unânime entre os
moradores. Eles contam que a polícia militar teria argumentado
que colocar policiais, viatura ou cabine de segurança não
resolveria o problema. Poderia no máximo amenizar naquele
ponto, mas faria com que os assaltantes migrassem para outros
lugares.
Enquanto
a solução não chega, esses munícipes
torcem para que o prefeito honre o que prometeu. “O que
ele tem que fazer é apenas cumprir a promessa feita a nós.
Ele tem que fazer valer a palavra dele”, quando prometeu
fechar o loteamento.