Um
dos campos da astrofísica mais em voga no momento é
o estudo da formação das galáxias. Os telescópios
estão explorando galáxias muito antigas e simulações
de computador obtêm detalhes sem precedentes.
Os pesquisadores poderão
em breve fazer com as galáxias o que fizeram com as estrelas
no início do século XX: obter uma explicação
unificada, com base em alguns poucos processos gerais, para a
enorme diversidade de corpos celestes. Nas galáxias, esses
processos incluem a instabilidade gravitacional, o resfriamento
radiativo, o relaxamento (pelo qual as galáxias chegam
ao equilíbrio interno), interações e colisões
entre as galáxias.
Há menos de um século,
os conhecimentos dos astrônomos estavam restritos à
nossa própria galáxia, a Via Láctea, que
eles acreditavam possuir cerca de 100 milhões de estrelas.
Então, descobriu-se que algumas manchas no céu eram
elas próprias outras galáxias - conjuntos de estrelas,
gás e poeira agrupados pela força da gravidade.
Atualmente, sabemos que existem
cerca de 100 bilhões de galáxias no universo, que
a Via Láctea contém mais de 100 bilhões de
estrelas e faz parte de um pequeno grupo (Grupo Local) que se
desloca na direção do aglomerado de Virgem. Uma
galáxia importante e que se acha no Grupo Local da Via
Láctea é a galáxia de Andrômeda
A galáxia de Andrômeda
foi descoberta em 1923 pelo astrônomo Edwin Hubble e se
localiza a 2,5 milhões de anos-luz do Sistema Solar. Foi
a primeira comprovação de que havia outras galáxias
além da Via Láctea.
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Na
mitologia grega, Andrômeda era filha de Cefeu, rei da Etiópia,
e de Cassiopéia. Foi acorrentada num rochedo como sacrifício
para o fim da destruição da Etiópia, causada
por um monstro enviado por Poseidon. Reia sido libertada por Perseu,
que a recebeu em casamento.
As galáxias da Via Láctea
e de Andrômeda aproximam-se uma da outra a 500 mil quilômetros
por hora. Só daqui a bilhões de anos elas começarão
a colidir. A Via Láctea, a menor, deverá passar através
de Andrômeda e o impacto liberará uma cauda de estrelas.
O nosso sistema solar será arremessado para o espaço
ou destruído pela radiação das supernovas da
nova galáxia.
Recentemente, o telescópio
espacial Hubble enxergou mais de mil “fogos de artifício”
acompanhando uma distante colisão de galáxias. Cada
um deles, na verdade, era uma miríade de novas estrelas,
trazida à vida enquanto nuvens de gás se comprimiam
violentamente durante o encontro entre duas galáxias.
Colisões entre galáxias
ajuda a fundamentar a idéia de que o universo constrói
a sua magnífica estrutura hierárquica fundindo pequenas
galáxias e pequenos enxames de galáxias em outros
de maiores dimensões, mostrando com isso que as estruturas
de larga escala existentes no universo ainda estão em fase
de formação.
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