Manicômio da mãe Joana
Toda novela que se preze tem hospício e psicopata. O curioso
é que o psicopata nunca vai para o hospício, mas
sempre dá um jeito de mandar alguém em sã
consciência para lá. Em “Paraíso Tropical”,
a bobinha Paula, que era sonsa, mas não louca, foi internada
pelo capitão Nascimento (ops, Olavo) Wagner Moura, que
era, esse sim, um doidão de marca maior. É como
se hospital psiquiátrico fosse a casa da mãe Joana.
Tá com problemas com algum desafeto? Entope ele de remédio
e manda para o sanatório. Os médicos em locais como
esse ou são todos corruptos ou não entendem nada
do ofício. Hospício, em novela, é cativeiro
de luxo. A novela “Duas Caras” também contará
com um manicômio. E com uma psicopata. A receita será
a mesma de sempre. Em breve, Sílvia (Aline Moraes) vai
começar a mudar radicalmente de personalidade. E se mostrará
uma maluca pior que a Thaís de “Paraíso Tropical”.
Logo depois do noivado com Ferraço, ela começará
a agir como a dona do pedaço. De cara, arruma uma treta
com a Bárbara Beth Faria, que será humilhada pela
perua. As duas entrarão em guerra para não mais
sair deste estado até o fim da novela. Mais para frente,
do meio para o fim de “Duas Caras”, Sílvia
começará a se corroer de ciúme de Paula (está
virando o nome oficial das tontas do horário nobre...).
Tal qual o último folhetim, a megera dará um jeito
de internar a mocinha sem sal num hospício, em uma trama
daquelas. Sílvia irá, ainda, tentar assassinar Renato,
deixando Maria Paula e Ferraço, enlouquecidos à
procura do garoto.
Curtas “Duas Caras”
- Surpresa: o marginal Ronildo é filho de Guigui com Barretão
- Dorgival quase mata Alzira
- Macieira chega ao Brasil
- Andréia dá uma bofetada em Waterloo
- Sabrina ameaça processar Barretinho
- Clarisse se envolve com Duda
- Juvenal está à beira da morte
- Dália se torna carnavalesca da Portelinha
- Clarissa e Duda se apaixonam
- Branca vive momentos de terror
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Exclusivo
Biografia autorizada de Silvio Santos será lançada
em dezembro
Depois muitas idas e vindas, finalmente
foi concluída a biografia autorizada do Grupo Silvio Santos,
editada pela TV1 Editorial. O lançamento do livro está
previsto para a primeira semana de dezembro, quando o Grupo completa
50 anos, em festa comemorativa. Fora os negócios paralelos,
o conglomerado do "homem do Baú" conta com 13
empresas de comunicação.
Algumas opções de
títulos foram apresentadas a Silvio Santos, mas o nome
definitivo ainda não foi escolhido. Até o momento,
provisoriamente, o título trabalhado é "Grupo
Silvio Santos - 50 anos", mas provavelmente este nome será
alterado.
A obra é escrita em terceira
pessoa e centrada mais na história da empresa do que na
de seu fundador, ao contrário de biografias recentes, como
as do Bispo Edir Macedo, Roberto Marinho e Octavio Frias de Oliveira.
A primeira versão do livro
foi encomendada ao jornalista Albino Castro, ex-diretor de jornalismo
da TV Cultura e atual publisher da revista Fórum de Líderes
que, durante uma década, foi funcionário do SBT.
O projeto, entretanto, acabou não dando certo. Motivo:
Silvio não gostou de uma nota publicada na coluna "Outro
Canal", assinada por Daniel Castro, da Folha de S.Paulo,
onde Albino teria dado uma declaração sobre a crise
da emissora nos anos 90, que teria sido superada com a venda de
bilhetes da Telesena.
O jornalista Jorge Tarquini, editor
da revista DOM (De Outro Modo), da editora Peixes e voltada para
o público gay, foi o escolhido para substituir o autor.
Apesar da agenda cheia de compromissos (além da DOM, Tarquini
está trabalhando no filme "O veneno do Escorpião",
baseado no livro do qual é co-autor sobre a garota de programa
Bruna Surfistinha), o jornalista aceitou a missão e escreveu
o livro em apenas um mês e meio.
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