Saiu de férias por que?

Depois da confusão regada a PT – Pizza e Truculência – duas baixas foram registradas na Câmara Municipal. Exatamente os mesmos vereadores mais envolvidos no espetáculo degradante que marcou o final da sessão de terça-feira, 6. Enquanto isso, na moita, o TCE vai amarrando o guiso no pescoço das prefeituras


Baixas na Câmara 1

A semana começou com duas baixas na Câmara de Vereadores: Henrique Nunes (PV) e Rodson Lima (PP). Curiosamente, os dois estiveram diretamente envolvidos nos incidentes que marcaram a sessão de 6 de novembro. Na ocasião, um acórdão que envolvia a liberação de R$ 400 mil para obras em currais de vereadores que votassem pelo arquivamento da CEI do livro.

Baixas na Câmara 2

Após acatar as orientações do Palácio Bom Conselho, os vereadores ouviram aplausos da claque palaciana que a tudo acompanhava. Mas, não esperavam que o jovem Flávio Malta, descontente com o resultado, protestasse gritando “Mensalão”. Irritados, Henrique Nunes teve de ser contido por populares enquanto Rodson Lima exibia seus dotes democráticos de convencimento ao dar uma gravata no franzino e pacífico Malta. “Será que os dois vereadores se licenciaram por causa disso?”, pergunta Tia Anastácia.

Pollyana paga pra ver

Tia Anastácia foi informada que as vereadoras Pollyana Gama (PPS) e Tereza Paolicchi (PSC) não seriam contempladas com os tais R$ 400 mil em obras da prefeitura, segundo noticiou o Valeparaibano. Motivo: veto da prefeita Luciana. Perguntada a respeito, Pollyana respondeu “Com a concepção que as pessoas estão tendo do governo [Peixoto], eles [do governo] precisam muito mais de mim do que eu deles”.

Helenice Ferrari assume na Câmara

A suplente de vereadora do DEM, ex-PFL, substitui Henrique Nunes (PV), ex-PPS, que foi eleito em coligação com o PFL, em 2004. Helenice, que é secretária de s eu partido, ficará como vereadora até 8 dezembro. É a terceira vez que ele tem essa oportunidade.

Candidatíssima em 2008

A passagem de nível da Chácara do Visconde é bandeira da vereadora do DEM. “No mínimo, a Prefeitura poderia implantar uma linha de ônibus para transportar os passageiros que são obrigados a esperar horas a fio pelo fim das manobras dos trens da MRS” confessa para o sobrinho preferido de Tia Anastácia. Helenice Ferrari também não esconde seu desejo de assumir como titular em 2009. Cacife ela tem: obteve 1.086 votos em 2004.

TCE aumenta cerco a prefeituras 1

Prefeito Roberto Peixoto e cia que se cuidem. A prestação de contas de 644 municípios paulistas passará a ser realizada, obrigatoriamente, pela internet a partir de 2008. A decisão do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE). A iniciativa é resultado do projeto Auditoria Eletrônica de Órgãos Públicos (Audesp), sistema pelo qual serão enviadas e analisadas as informações contábeis dos municípios.

TCE aumenta cerco a prefeituras 2

No início, a Audesp se concentrará na coleta e análise de dados do planejamento orçamentário e da contabilidade das cidades paulistas. Uma vantagem desse sistema é a possibilidade de acompanhamento em tempo real dos indicadores sociais e financeiros dos programas governamentais, que serão apresentados na forma de relatórios. Essas informações poderão ser consultadas por qualquer pessoa que tenha acesso à internet.

TCE aumenta cerco a prefeituras 3

Os municípios precisarão integrar as informações de todos os órgãos públicos locais - prefeitura, Câmara de Vereadores e autarquias - para enviar ao TCE e ser auditado pela Audesp. A partir de 2008, todos os municípios terão de se adequar ao modelo do TCE.
Tia Anastácia ficou imaginando como será em Taubaté quando cada programa deverá ser justificado e apresentar indicadores do que se pretende atingir com aquela despesa pública. E confidencia que seu sobrinho preferido terá mais matéria ainda para fazer seu jornal, a partir do ano que vem

Flagrantes

Exemplos que vêm de fora

Segundo recente reportagem da RAI - Radiotelevisione Italiana -, os italianos estão indignados porque cada parlamentar naquele país custa anualmente aos contribuintes a absurda soma de R$3,8 milhões, enquanto na vizinha Espanha são apenas R$520 mil.
Como o Brasil é muito desenvolvido, avançado e civilizado, aqui cada parlamentar custa somente a módica quantia anual de R$11 milhões. E la nave va.