Zé Mané
Esse Claudius está caminhando a passos largos para ser
eleito o maior paspalho da história da teledramaturgia
brasileira. O cara, enfim, depois de muuuito insistir, sempre
com aquela cara de pidão, consegue levar a tola Maria Paula
para a cama. Resultado? Eles ficam amigos. Depois de um tempão
de namoro, os dois finalmente vão para um motel. Na verdade,
quem toma a iniciativa (é claro) é ela, que está
tentando convencer o amado que sua obsessão por encontrar
Ferraço e ferraço com ele não é amor,
é ódio.
Entre tapas, tiros e beijos
Dizem que o seu personagem foi inspirado no cineasta Bruno Barreto,
um desafeto histórico do autor Aguinaldo Silva. Essa “referência”
deu o que falar. Mas isso não importa. Vamos aos fatos,
porque a novela está, enfim, esquentando. O Barretão
de “Duas Caras” é o típico mau caráter
de novela: grosso, truculento e venal. Nos próximos capítulos,
o passado desse canalha de marca maior vai surpreender o público.
Ele foi amante da misteriosa Guigui, interpretada pela sofrível
Marília Gabriela (ótima jornalista, péssima
atriz). A “enigmática” Guigui, que é
braço direito do bronzeado e barrigudo Juvenal Fagundes
Antena, teve um caso com o Barretão. O romance terminou
de forma trágica, com o maledeto contratando um grupo de
extermínio para acabar com a vida da moça.
Vocês, noveleiros, lembram que, na primeira fase da novela,
há dez anos, a secretária de Antena conseguiu escapar
dos assassinos em um porta malas. Foi quando ela conheceu o galã,
que a salvou. O chefão da favela nunca fez questão
de saber sobre o nebuloso passado da ajudante. A pergunta que
não quer calar: por que o cara fez isso com a pobre coitada?
Eu explico. É que ela, tadinha, foi descobrindo que seu
homem era o rei da falcatrua. Em determinado momento, indignada,
Guigui decidiu colocar a boca no trombone.
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Amor bandido
A prova do amor bandido entre Guigui e Barretão é
o anel de diamantes que a fugitiva deu ao pastor Lisboa para a
construção da Igreja. Cravada na jóia está
a seguinte frase: “amor eterno de F.P”. F é
a inicial do verdadeiro e ainda sigiloso nome de Guigui. E P...
é Paulo, o primeiro nome de Barreto.
Mais uma maldade do Barretão
O canalha é mesmo um saco de maldades. Em sua ofensiva
para separar Evilásio de sua filha, Júlia, Barretão
levanta a ficha do rapaz para descobrir algum podre e colocá-lo
na cadeia. Quando decide jogar baixo, o advogado sacana passa
a fingir que adotou a postura do politicamente correto. Ele quer
disfarçar. No final das contas, Barretão perde a
cabeça e tenta ele mesmo dar uma surra em Evilásio.
Sua filha, grávida, acaba sendo expulsa de casa e vai morar
na favela com o namorado.
Tempos demais...
A Globo devia seguir o exemplo da Record e diminuir o tamanho
das suas novelas. Nove meses é tempo demais. Mais cedo
ou mais tarde, o autor terá que começar a encher
lingüiça.
Curtas “Duas Caras”
- Solange engana Juvenal
- Ferraço e Sílvia internam Maria Paula em hospício
- Juvenal salva Branca de seqüestro relâmpago. A dupla
acaba se apaixonando.
- Alzira é humilhada por Dorgival
- Bernardinho abre um restaurante. Dália será sua
ajudante
- Débora vira prostitua e tenta se matar
- Ferraço pede Sílvia em casamento
- Juvenal vai para cama com Alzira
- Eva abre empresa de turismo na favela
- Zé da Feira vai parar no hospital
- Ronildo rouba Débora 
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