Rio de Janeiro, Buenos Aires, Montreal, Washington ou Paris, o
que estas cidades têm em comum? São lindas! Mas o
que as fazem tão belas? Penso que são suas praças,
seus jardins e a arborização das ruas. São
jardins-cidades.
Imagine o Rio de Janeiro
sem a Floresta da Tijuca, o aterro do Flamengo, o Jardim Botânico
ou os jacarandás nas ruas de Ipanema e Leblon. Sobraria
o mar que também, por sinal, é verde!
Retire os plátanos
das ruas de Paris. Feche os Jardim de Luxemburgo e de Versailles.
Só sobrariam os edifícios centenários e a
torre Eifel que ficariam feios sem a moldura do verde.
Aqui em nossa cidade, por
que todos preferem caminhar na praça Santa Teresinha ou
na avenida JK? A resposta está na procura pela sombra das
árvores, no cheiro gostoso das flores e na visão
do verde em nossa frente. Como é difícil andar nas
outras ruas sem árvores, sob o sol escaldante, com uma
luminosidade que fere os olhos e queima a pele. Qualquer caminhada
torna-se um suplício. Pena que há tanto tempo deixamos
de usar chapéus.
O poder público tem
aberto novas avenidas, praças, criando novos bairros, trazendo
para Taubaté grandes lojas. Contudo, tem deixado de lado
o mais simples e puro: o cuidado com o meio ambiente. Todos já
sentem os efeitos do aquecimento global provocado principalmente
pelo desmatamento pontual ou geral.
Nossas escolas ou nossos cidadãos não dão
bons exemplos. Na frente da praça Santa Terezinha, uma
escola podou ou solicitou a poda mutiladora de uma bela sibipiruna
que atrapalhava a visão de sua fachada. O que estão
ensinando a seus alunos?
Por outro lado, os alunos
de uma escola próxima à praça do relógio
plantaram na Semana do Meio Ambiente, mais de cem mudas de árvores
nas calçadas ao redor da escola. Ao voltarem, depois do
final de semana prolongado, viram que nenhuma das mudas havia
sobrevivido à falta de educação dos transeuntes:
todas haviam sido arrancadas. Como educá-los sem exemplos
verdadeiros?
Queremos que nossa cidade
torne-se também um jardim-cidade? Plantemos árvores.
Elas enfeitam, purificam o ar, diminuem a poluição
sonora, dão sombra, amenizam a temperatura, muitas têm
inestimável valor afetivo ou histórico. Além
disto tudo, acredito que não haja nada mais barato nas
despesas de um município, uma razão custo-benefício
inigualável, diriam os técnicos “cabeças
de planilha”.