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CEI
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A CEI
da calçada não passou mas a dos livros passa. Esse
é o clima reinante na Câmara. Semana passada, um amigão
de Tia Anastácia lhe confessou que tinha ficado barato o
acordo. Apenas 5 pilas para cada um de um grupo de três membros
do colégio eleitoral. Comentário de um vereador quando
perguntado se era verdade: “Eu não recebi nada. Além
disso, isso não dá nem para tapar buraco de dente”.
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Na
terça-feira, 30, a CEI dos livros comprados por R$ 1,75 milhão
s em licitação deveria ser apreciada na sessão
que começa às 20 horas. Quando a o relógio
registrava 18h 30, nossa reportagem flagrou um conchavo da base
governista com o prefeito. Tia Anastácia quando ouviu a história
lançou um desafio: “Aposto meu terço abençoado
por Pio XII se alguém acertar o local da reunião”.
A veneranda senhora tem razão. Ninguém podia imaginar
que os nobre vereadores, prefeito, secretárias e assessores
do primeiro escalão pudessem escolher o Aterro Sanitário
para esse tipo de reunião. Será o cheiro e a higiene
do local? Ou a segurança armada que já espancou seu
sobrinho predileto em março da 2005?
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Nesse
conchavo, o peixotista mais nervosos era o Aryzinho Kara. Nem mesmo
seus pares conseguiram descobrir a agitação que tomou
conta do rapaz quando soube que a CEI dos livros pode passar.
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Na
sessão, às 20 h, a votação foi 6 X 6
para incluir ou não na ordem do dia. Para surpresa geral
da galera, Carlos Peixoto (PMDB) votou contra a base governista.
Imediatamente, vereador Jéferson Campos (PV) entrou com pedido
de regime de urgência para que fosse votada naquela sessão.
A tropa de choque entrou em ação. Fizeram fila para
falar sem parar até às 23 horas. A CEI dos livros
será votada sem falta na terça-feira, 6 de novembro.
Bolsas de estudo
Tia
Anastácia não entende porque tanto alarido sobre irregularidades
na distribuição de bolsas para cursos técnicos.
Nem porque os vereadores Maria da Graça (PSB) e Jéferson
Campos (PV) enviaram ofícios para algumas escolas checando
a informação. Menos ainda quando soube que os vereadores
não obtiveram resposta. “Onde tem fumaça tem
fogo”, pontifica a veneranda senhora. E mandou acender uma
vela e chamou as amigas rezadeiras para uma fezinha no requerimento
dos dois vereadores pedindo explicações do prefeito
sobre os critérios de seleção, quantos alunos
foram beneficiados, e quais escolas forneceram bolsas de estudo.
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Depois
que as queimadas quase acabaram com o Morro do Cruzeiro e cercanias,
não se houve mais falar em ato criminoso ou destruição
do meio ambiente. Os 3% que ainda restam de Mata Atlântica
em Taubaté, preocupam Tia Anastácia. Terça-feira,
a velha senhora ficou feliz quando soube que o vereador Carlos Peixoto
resolveu dedicar seu tempo para cuidar das áreas sujeitas
a esse risco.
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O
vereador fez um requerimento solicitando que o prefeito Roberto
Peixoto, seu tio, forneça informações a respeito
da Defesa Civil de Taubaté. Aliás, no incêndio
da região de Sete Voltas, não qualquer registro de
sua participação. Tia Anastácia torce para
que seu amigo Peixotinho não enrole seu sobrinho e informe
exatamente quantas pessoas fazem parte da Defesa Civil, quantas
estão aptas, que tipo de equipamento possui, se há
treinamento e, mais importante, se existe algum plano para a recuperação
da área devastada.
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Um
leitor de CONTATO enviou a correspondência que recebera do
vereador Carlos Peixoto com material religioso. Tia Anastácia
convidou o vereador para um chazinho e lhe contou os detalhes. Carlão,
como é conhecido, apurou junto ao seus funcionários,
descobriu que um dos mais respeitado assessores Câmara teria
cometido o equívoco e imediatamente escreveu uma carta para
a veneranda senhora. Diante das evidências, ela vai convidar
o assessor para aconselha-lo a tomar mais cuidado.
Capa da próxima Playboy???
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